A dexametasona é um corticosteroide potente usado para reduzir inflamação e modular o sistema imunitário em muitas doenças (alergias, asma, doenças reumáticas, tumores). Usada em tratamentos curtos ou prolongados; exige vigilância médica, sobretudo em uso prolongado.
Também conhecido como: Dexametasona, dexamethasone, Decadron
Corticosteroide + carbamazepina: indução do CYP3A4 reduz o efeito do corticosteroide.
A dexametasona é metabolizada pelo CYP3A4; a carbamazepina, indutora potente desta enzima, pode reduzir as suas concentrações e atenuar o efeito anti-inflamatório/imunossupressor. Em doentes em corticoterapia prolongada (ex.: doenças autoimunes, após transplante) com epilepsia tratada com carbamazepina, monitorizar a resposta clínica e considerar aumentar a dose de dexametasona ou preferir um corticosteroide menos dependente do CYP3A4.
Carbamazepina + dexametasona: a carbamazepina induz o CYP3A4 e reduz os níveis de dexametasona, podendo diminuir o efeito do corticosteroide. Considerar ajuste de dose.
A carbamazepina (inductor do CYP3A4) acelera o metabolismo da dexametasona.
Resposta clínica à terapêutica.
Falta de controlo dos sintomas inflamatórios/alérgicos.
Vigiar resposta clínica; pode ser necessário aumentar a dose do corticosteroide.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Dexametasona: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=7cbd9005-7df2-47ee-adb3-7244c1c69bc3 ; rótulo aprovado Carbamazepina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=97e6e175-75e8-437b-b457-ddb1ae4e857d — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Corticosteroide + ritonavir: inibição do CYP3A4 aumenta muito a exposição ao corticosteroide.
A dexametasona é metabolizada pelo CYP3A4, e o ritonavir é um inibidor potente desta enzima: a associação aumenta a exposição ao corticoide, com risco de excesso de corticosteroide — síndrome de Cushing, supressão adrenal, hiperglicemia, retenção de sódio e líquidos, perda de potássio e imunossupressão (o rótulo da dexametasona lista perda de potássio, alcalose hipocaliémica e supressão do eixo adrenal entre as reações adversas). A associação ocorre sobretudo em doentes com VIH que necessitam de corticosteroides; usar a menor dose eficaz, vigiar sinais de excesso de corticoide e a função adrenal, e considerar a redução da dose de dexametasona. Nota: a dexametasona também induz o CYP3A4 — em regimes potenciados com ritonavir, avaliar o impacto nos inibidores da protease.
Dexametasona + ritonavir: o ritonavir inibe o CYP3A4 e aumenta os níveis de dexametasona. Vigiar excesso de corticoide (Cushing, supressão adrenal).
O ritonavir (inibidor potente do CYP3A4) reduz o metabolismo da dexametasona, com risco de síndrome de Cushing.
Glicemia, tensão arterial, sinais de excesso de corticosteroides.
Síndrome de Cushing, hiperglicemia, edema.
Evitar a associação; se inevitável, reduzir a dose de dexametasona e vigiar.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Dexametasona: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=7cbd9005-7df2-47ee-adb3-7244c1c69bc3 ; rótulo aprovado Ritonavir: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=d2f8c6ba-5e06-4b03-8ca5-b4fd7e5a8925 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Corticosteroide + fenitoína: indução enzimática reduz o efeito de ambos.
A fenitoína é um indutor potente das enzimas hepáticas (o rótulo refere que "a fenitoína é um indutor potente das enzimas metabolizadoras de fármacos" e que induz as enzimas hepáticas, aumentando o metabolismo de vários fármacos), e a dexametasona é metabolizada pelo CYP3A4: a associação aumenta a depuração do corticoide e reduz o seu efeito terapêutico — com relevância clínica em doentes epiléticos tratados com fenitoína que necessitam de corticosteroides (ex.: asma grave, patologia autoimune, edema cerebral). O rótulo da fenitoína refere ainda a interferência com os testes de supressão com dexametasona. Monitorizar a resposta clínica ao corticoide e considerar aumentar a dose de dexametasona; se a fenitoína for descontinuada, reavaliar (a dose de corticoide pode precisar de ser reduzida para evitar excesso).
Dexametasona + fenitoína: a fenitoína induz o CYP3A4 e reduz a eficácia da dexametasona. Vigiar resposta e considerar aumentar a dose do corticoide.
A fenitoína induz o CYP3A4 (metabolismo da dexametasona) e a dexametasona altera o metabolismo da fenitoína.
Resposta clínica e níveis séricos de fenitoína.
Crises convulsivas, falta de controlo alérgico/inflamatório.
Monitorizar resposta e, se possível, dos níveis de fenitoína.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Dexametasona: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=7cbd9005-7df2-47ee-adb3-7244c1c69bc3 ; rótulo aprovado Fenitoína: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=ef4e97a7-cd18-47a9-a016-2eca5481a87e — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Corticosteroide + tiazida: hipocaliemia e hiperglicemia aditivas.
Ambos os fármacos causam perda renal de potássio: a hidroclorotiazida (a troca de sódio por potássio no túbulo distal pode causar hipocaliemia e hipomagnesemia, com risco de arritmias ventriculares e de potenciar a toxicidade digitálica) e a dexametasona (o rótulo lista, entre as perturbações hidroelectrolíticas, retenção de sódio e líquidos, perda de potássio e alcalose hipocaliémica). O rótulo da hidroclorotiazida refere explicitamente que a hipocaliemia pode desenvolver-se "durante o uso concomitante de corticosteroides ou ACTH" e que os corticosteroides causam "intensified electrolyte depletion, particularly hypokalemia". A associação é comum na prática (ex.: asma/DPOC com corticosteroide + hipertensão com tiazida), mas exige vigilância: monitorizar o potássio sérico (e magnésio), sobretudo em idosos, cirróticos e doentes digitálicos, e repor potássio quando indicado.
Dexametasona + hidroclorotiazida: perda aditiva de potássio (hipocaliemia). Monitorizar potássio e repor se necessário.
Ambos favorecem a perda de potássio e a elevação da glicemia.
Potássio, glicemia e tensão arterial.
Fraqueza, cãibras, poliúria, descompensação glicémica.
Monitorizar potássio e glicemia; ajustar terapêutica se necessário.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Dexametasona: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=7cbd9005-7df2-47ee-adb3-7244c1c69bc3 ; rótulo aprovado Hidroclorotiazida: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=0789baef-3424-43ab-a3fb-4908172da565 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Corticosteroide + diurético de ansa: risco de hipocaliemia aditiva.
A furosemida provoca perda renal de potássio (hipocaliemia, alcalose hipoclorémica), e os corticosteroides sistémicos, como a dexametasona, aumentam a excreção de potássio e podem causar alcalose hipocaliémica, sobretudo em doses elevadas. Em conjunto, o risco de hipocaliemia é aditivo, com potencial para arritmias, sobretudo em doentes com doença cardíaca, idosos ou com outros fármacos que baixem o potássio. Os rótulos da furosemida e dos corticosteroides recomendam monitorizar os eletrólitos séricos e considerar suplementação de potássio durante a associação.
Dexametasona + furosemida: risco aditivo de hipocaliemia e alcalose hipocaliémica. Monitorizar potássio e ECG.
Ambos aumentam a perda renal de potássio.
Potássio sérico e sintomas de hipocaliemia.
Fraqueza, cãibras, arritmias.
Monitorizar o potássio sérico; considerar suplementação se necessário.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Dexametasona: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=7cbd9005-7df2-47ee-adb3-7244c1c69bc3 ; rótulo aprovado Furosemida: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=6d9caaab-d874-4cf1-b9fe-408452a18998 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Corticosteroide + aspirina: risco gastrointestinal aditivo (úlcera/hemorragia).
A aspirina (sobretudo em doses anti-inflamatórias ou com uso prolongado) inibe as prostaglandinas gastroprotetoras e pode lesar a mucosa; os corticosteroides sistémicos, como a dexametasona, inibem a reparação da mucosa e podem mascarar sinais de perfuração. Em conjunto, o risco de úlcera, hemorragia e perfuração digestiva aumenta, particularmente em idosos, em doses elevadas e em tratamentos prolongados. Considerar gastroproteção com inibidor da bomba de protões nos doentes de risco, usar a menor dose eficaz de cada fármaco e vigiar sintomas digestivos.
Aspirina + dexametasona: risco aditivo de úlcera e hemorragia gastrointestinal. Considerar gastroproteção nos doentes de risco.
Ambos enfraquecem a proteção da mucosa gástrica.
Sintomas digestivos e sinais de hemorragia.
Melena, hematemese, dor abdominal.
Considerar gastroprotecção (IBP) em doentes de risco.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Dexametasona: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=7cbd9005-7df2-47ee-adb3-7244c1c69bc3 ; rótulo aprovado Ácido acetilsalicílico: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=3ba0a9f2-062a-401e-82eb-54383a822366 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Corticosteroide + AINE: risco gastrointestinal (úlcera/hemorragia) aditivo.
Tanto os corticosteroides como os AINEs podem lesar a mucosa gastrointestinal; a associação aumenta o risco de úlcera péptica, perfuração e hemorragia digestiva, sobretudo em idosos, em doses altas e em tratamentos prolongados. A dexametasona também pode mascarar sinais de infeção e alterar o metabolismo, enquanto o ibuprofeno acrescenta inibição plaquetária. Usar a menor dose de corticoide pelo menor tempo, considerar gastroproteção (inibidor da bomba de protões) nos doentes de risco e vigiar sintomas digestivos.
Dexametasona + ibuprofeno: risco aditivo de úlcera e hemorragia gastrointestinal. Considerar gastroproteção nos doentes de risco.
Ambos enfraquecem a proteção da mucosa gástrica.
Sintomas digestivos e hemograma se hemorragia.
Dor epigástrica, melena, hematemese.
Evitar a associação quando possível; se necessária, usar gastroprotecção.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Dexametasona: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=7cbd9005-7df2-47ee-adb3-7244c1c69bc3 ; rótulo aprovado Ibuprofeno: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=291602fa-8ebe-4200-bba7-9798c90f8a50 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Corticosteroide + claritromicina: a inibição do CYP3A4 aumenta a exposição ao corticosteroide.
A dexametasona é metabolizada pelo CYP3A4; a claritromicina inibe esta enzima e pode aumentar as suas concentrações, potenciando os efeitos anti-inflamatórios, a hiperglicemia e o risco de supressão suprarrenal em tratamentos prolongados. Em doentes com corticoterapia e infeção tratada com claritromicina, vigiar glicemia e sinais de excesso de corticoide e considerar reduzir a dose de dexametasona durante a associação.
Dexametasona + claritromicina: a claritromicina eleva os níveis de dexametasona (inibição do CYP3A4), potenciando os efeitos do corticosteroide. Vigiar efeitos corticoides.
A claritromicina inibe o CYP3A4, reduzindo o metabolismo da dexametasona.
Glicemia, tensão arterial e sinais de excesso de corticosteroides.
Ganho de peso, edema, hiperglicemia.
Vigiar efeitos dos corticosteroides (hiperglicemia, retenção de líquidos, síndrome de Cushing).
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Dexametasona: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=7cbd9005-7df2-47ee-adb3-7244c1c69bc3 ; rótulo aprovado Claritromicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=d836ae7e-fdbf-4dcb-a90d-ede1dcbc3e67 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Corticosteroide + glicose: hiperglicémia aditiva em doentes em nutrição.
Os corticosteroides sistémicos (dexametasona) aumentam a glicemia por estimulação da gluconeogénese hepática, redução da captação periférica de glicose e aumento da resistência à insulina. Em doentes a receber glicose por perfusão (nutrição parentérica ou hidratação), o efeito hiperglicemiante soma-se à carga de glicose, podendo causar hiperglicemia significativa, sobretudo em diabéticos, mas também em doentes sem diabetes conhecida em doses elevadas de corticoide. Recomenda-se monitorizar a glicemia capilar (e a diurese), administrar insulina conforme necessário e ajustar a carga de glicose na nutrição quando possível.
Corticosteroide + glicose: hiperglicemia aditiva em doentes em nutrição. Monitorizar a glicemia.
Os corticosteroides aumentam a glicémia; a perfusão de glicose acrescenta carga glucídica.
Glicemia capilar/sérica.
Hiperglicemia sintomática, descompensação metabólica.
Monitorizar a glicemia e ajustar insulina/antidiabéticos durante a terapêutica.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Dexametasona: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=7cbd9005-7df2-47ee-adb3-7244c1c69bc3 ; rótulo aprovado Glicose (dextrose): https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=36e9478c-5df0-4b47-b97d-de3626d7cb29 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Corticosteroide + anticoagulante: alteração do INR e risco hemorrágico.
Os corticosteroides, incluindo a dexametasona, podem modificar a resposta à warfarina em ambos os sentidos: a maioria dos relatos mostra redução do INR (possivelmente por indução enzimática e retenção de fluidos), mas existem casos de aumento do efeito, e a resposta é imprevisível entre doentes. A interação é mais relevante em ciclos prolongados ou em doses altas. Recomenda-se monitorizar o INR com frequência ao iniciar, ajustar e suspender a dexametasona e ajustar a dose de warfarina conforme o resultado; o INR deve ser reavaliado após a suspensão do corticosteroide.
Os corticosteroides podem alterar o efeito da warfarina (habitualmente redução do INR por indução, mas com variabilidade). Monitorizar o INR ao iniciar, ajustar e suspender a dexametasona.
Os corticosteroides podem potenciar ou reduzir o efeito da varfarina (efeito variável sobre a hemostase e a mucosa GI).
INR periódico e sintomas digestivos.
Melena, hematemese, hemorragia.
Monitorizar INR após início/ajuste de corticosteroide; considerar gastroprotecção.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Dexametasona: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=7cbd9005-7df2-47ee-adb3-7244c1c69bc3 ; rótulo aprovado Varfarina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=541c9a70-adaf-4ef3-94ba-ad4e70dfa057 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Corticosteroide + digoxina: a hipocaliemia induzida aumenta a toxicidade digitálica.
A dexametasona tem atividade mineralocorticoide ligeira que, em doses altas ou uso prolongado, pode causar hipocaliemia e retenção de sódio e água. A hipocaliemia potencia a toxicidade digitálica (arritmias ventriculares, mesmo com digoxinemia terapêutica), e a retenção de fluidos pode descompensar a insuficiência cardíaca que motivou a digoxina. Recomenda-se monitorizar o potássio sérico (manter ≥ 4,0 mEq/L) e o peso, vigiar sinais de descompensação e de toxicidade digitálica, e ajustar conforme necessário.
Corticosteroides + digoxina: a hipocaliemia induzida aumenta a toxicidade digitálica; a retenção de sódio/água pode agravar a insuficiência cardíaca. Monitorizar eletrólitos.
A perda de potássio associada ao corticosteroide sensibiliza o miocárdio à digoxina.
Potássio sérico e eletrocardiograma.
Náuseas, arritmias, confusão, visão a cores alterada.
Monitorizar potássio e sinais de toxicidade digitálica.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Dexametasona: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=7cbd9005-7df2-47ee-adb3-7244c1c69bc3 ; rótulo aprovado Digoxina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=e61d2108-d871-44c0-b12a-2e61fbb56967 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
O álcool pode aumentar o risco gastrointestinal.
Limitar o consumo de álcool durante o tratamento.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Dexametasona: https://www.medicines.org.uk/emc/product/13196/smpc
A toranja (sumo) inibe o CYP3A4 e aumenta a exposição à dexametasona.
Evitar sumo de toranja durante o tratamento.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Dexametasona: https://www.medicines.org.uk/emc/product/13196/smpc
Os corticosteroides podem agravar úlcera péptica e o risco de hemorragia.
Usar com precaução; considerar gastroprotecção.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Dexametasona: https://www.medicines.org.uk/emc/product/13196/smpc
Os corticosteroides podem reter sódio e líquidos e elevar a tensão arterial.
Monitorizar tensão arterial e ajustar anti-hipertensores se necessário.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Dexametasona: https://www.medicines.org.uk/emc/product/13196/smpc
Os corticosteroides podem elevar a pressão intraocular.
Monitorizar pressão intraocular em terapêuticas prolongadas.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Dexametasona: https://www.medicines.org.uk/emc/product/13196/smpc
O uso prolongado de corticosteroides acelera a perda óssea.
Usar a menor dose/duração; considerar cálcio + vitamina D.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Dexametasona: https://www.medicines.org.uk/emc/product/13196/smpc
Os corticosteroides elevam a glicemia.
Monitorizar glicemia e ajustar antidiabéticos durante a terapêutica.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Dexametasona: https://www.medicines.org.uk/emc/product/13196/smpc
Os corticosteroides podem mascarar e agravar infeções, incluindo varicela grave.
Evitar em infeções sistémicas ativas sem antibioterapia.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Dexametasona: https://www.medicines.org.uk/emc/product/13196/smpc
Os corticosteroides atravessam a placenta; uso na gravidez apenas quando claramente indicado (ex.: maturação pulmonar fetal sob orientação).
Usar a menor dose eficaz e a mais curta duração.
Baixas doses compatíveis com amamentação; doses elevadas: aguardar 3-4 h após a toma.
Sem contraceção adicional específica.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Dexametasona: https://www.medicines.org.uk/emc/product/13196/smpc
Ferramenta de apoio clínico e educativo. A informação não substitui a prescrição médica nem o parecer de um profissional de saúde qualificado.
Glucocorticoide sintético, prontamente absorvido pelo trato gastrointestinal. Em doses anti-inflamatórias equipotentes quase não tem a propriedade de retenção de sódio da hidrocortisona. Causa variados efeitos metabólicos e modifica as respostas imunitárias do organismo a diversos estímulos; a principal utilização é o efeito anti-inflamatório em doenças de muitos sistemas de órgãos.
Exerce efeito anti-inflamatório e imunossupressor por ligação ao recetor de glucocorticoides, com modulação da transcrição génica (transativação e transrepressão), inibindo a síntese de mediadores inflamatórios e a resposta imunitária; suprime o eixo hipotálamo-hipófise-suprarrenal, com potencial insuficiência adrenocortical após retirada.
Bem absorvida pelo trato gastrointestinal após administração oral. O clearance metabólico está diminuído no hipotiroidismo e aumentado no hipertiroidismo; na cirrose há efeito aumentado por metabolismo diminuído.
Metabolizado no fígado, sobretudo pelo CYP3A4, sendo também um indutor moderado do CYP3A4. Indutores do CYP3A4 (barbitúricos, fenitoína, carbamazepina, rifampicina) aumentam o seu metabolismo e podem exigir aumento da dose; inibidores fortes (cetoconazol, itraconazol, claritromicina, ritonavir) aumentam as concentrações e o risco de efeitos sistémicos.
A semivida biológica é prolongada (36 a 54 horas), o que permite a administração diária; a insuficiência suprarrenal relativa pode persistir durante meses após a suspensão, devendo a retirada ser gradual.
Medicamentos do mesmo grupo terapêutico (classificação ATC) ou da mesma classe farmacológica.