O febuxostat é um medicamento usado no tratamento crónico da gota, para baixar o ácido úrico no sangue. É uma alternativa ao alopurinol quando este não é eficaz ou não é tolerado. Não é recomendado para a hiperuricemia sem sintomas. Como todos os redutores do ácido úrico, no início pode precipitar crises de gota.
Também conhecido como: Adenuric, febuxostat
Dois inibidores da xantina-oxidase: sem benefício e com risco aumentado de reações de hipersensibilidade.
O alopurinol e o febuxostat atuam pelo mesmo mecanismo — inibição da xantina-oxidase — e a sua associação não acrescenta eficácia no controlo da hiperuricemia, mas pode aumentar o risco de reações de hipersensibilidade (incluindo síndrome de hipersensibilidade e, raramente, reações cutâneas graves). Na prática, a combinação não é utilizada: o doente deve estar medicado com um único inibidor da xantina-oxidase, na dose titulada, com profilaxia de crises gotosas nos primeiros meses e monitorização da uricemia. Se houver intolerância a um, considera-se a mudança para o outro, nunca a associação.
Dois inibidores da xantina-oxidase: sem benefício e com risco aumentado de reações de hipersensibilidade. Não associar.
Sobreposição do mecanismo de ação (inibição da xantina-oxidase) e do perfil de reações adversas cutâneas graves.
Vigiar erupções cutâneas e sintomas de hipersensibilidade.
Erupção cutânea, prurido, febre, sintomas de síndrome de hipersensibilidade.
Não associar; escolher apenas um inibidor da xantina-oxidase.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Alopurinol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=b6c5b5c0-b1cb-44c0-a849-5d317e6fa300 ; rótulo aprovado Febuxostat: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=f2c338dc-5bab-49f4-a4ac-d8dea8afeea5 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Inibidor da xantina-oxidase + azatioprina: risco de mielossupressão grave e potencialmente fatal.
Tal como o alopurinol, o febuxostat inibe a xantina oxidase e bloqueia a inativação da 6-mercaptopurina derivada da azatioprina, aumentando de forma acentuada os metabolitos citotóxicos 6-tioguanina — o rótulo aprovado do febuxostat contraindica formalmente a coadministração com azatioprina ou mercaptopurina pelo risco de mielossupressão grave e potencialmente fatal. Não existe dose segura documentada; se a terapêutica com azatioprina for indispensável, deve escolher-se outro hipouricemiante e, na impossibilidade, discutir redução marcada da dose de azatioprina com monitorização hematológica muito apertada.
Inibidor da xantina oxidase + azatioprina: risco de mielossupressão grave e potencialmente fatal. O febuxostat está contraindicado com a azatioprina — não associar; escolher alternativa hipouricemiante.
O febuxostat (como o alopurinol) inibe a xantina-oxidase, enzima que degrada o 6-mercaptopurina ativo da azatioprina; os níveis sobem de forma acentuada.
Hemograma semanal nas primeiras semanas de associação.
Febre, infeções graves, pancitopenia, hemorragia.
Associação contraindicada. Reduzir a dose de azatioprina em cerca de 75% apenas se for clinicamente imprescindível e com monitorização apertada de hemograma.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Azatioprina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=5116b22b-1460-5535-e063-6394a90acbe5 ; rótulo aprovado Febuxostat: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=f2c338dc-5bab-49f4-a4ac-d8dea8afeea5 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Os alimentos não alteram de forma relevante a absorção.
Pode tomar com ou sem alimentos.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Febuxostat: https://www.medicines.org.uk/emc/product/487/smpc
O álcool aumenta a uricemia e pode precipitar crises de gota.
Limitar ou evitar álcool, sobretudo cerveja, durante o tratamento.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Febuxostat: https://www.medicines.org.uk/emc/product/487/smpc
A excreção renal reduzida aumenta a exposição ao febuxostat.
Usar com precaução e monitorizar função renal.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Febuxostat: https://www.medicines.org.uk/emc/product/487/smpc
Em estudos, o febuxostat associou-se a maior risco cardiovascular em relação ao alopurinol.
Usar com precaução em doentes com doença cardiovascular prévia.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Febuxostat: https://www.medicines.org.uk/emc/product/487/smpc
Não existem dados suficientes em humanos; estudos animais mostraram efeitos adversos.
Evitar durante a gravidez, exceto se o benefício justificar o risco.
Desconhecido; preferir evitar durante a amamentação.
Usar contraceção eficaz dadas as incertezas quanto ao risco.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Febuxostat: https://www.medicines.org.uk/emc/product/487/smpc
Ferramenta de apoio clínico e educativo. A informação não substitui a prescrição médica nem o parecer de um profissional de saúde qualificado.
Inibidor seletivo da xantina oxidase (não purínico), indicado no tratamento da hiperuricemia crónica com depósitos de urato (gota, tofo gotoso, urolitíase) em adultos. Reduz o ácido úrico sérico de forma dose-dependente (40-55% com 40-80 mg/dia) e aumenta a xantina sérica. Sem efeito no intervalo QTc até 300 mg/dia. Semivida terminal aparente de 5-8 horas.
Inibidor seletivo da xantina oxidase: diminui o ácido úrico sérico ao bloquear a oxidação da hipoxantina e xantina em ácido úrico; não se espera que iniba outras enzimas envolvidas na síntese e metabolismo das purinas e pirimidinas em concentrações terapêuticas. Aumenta a excreção urinária de xantina e reduz a excreção urinária de ácido úrico.
Concentrações plasmáticas máximas entre 1-1,5 horas após a toma; a absorção é de pelo menos 49% (radioatividade recuperada na urina). Com 40 mg e 80 mg/dia, Cmax de ~1,6 e ~2,6 mcg/mL. Com refeição rica em gordura a Cmax diminui 49% e a AUC 18% (sem alteração clínica no efeito); os antiácidos atrasam a absorção ~1 hora (-31% Cmax, -15% AUC, sem relevância clínica). Volume de distribuição aparente ~50 L.
Metabolizado por conjugação com glucurónido (via UGT, incluindo UGT1A1, 1A3, 1A9, 2B7) e oxidação pelo CYP (CYP1A2, 2C8, 2C9) e enzimas não-P450. Aproximadamente 49% da dose é recuperada na urina (como fármaco, metabolitos acilglucurónidos e oxidativos) e 45% nas fezes; menos de 1% excretado inalterado na urina.
Semivida terminal aparente média de aproximadamente 5-8 horas; Cmax e AUC proporcionais à dose entre 10-120 mg, sem acumulação com administração diária. Nos doentes com insuficiência hepática grave (Child-Pugh C) a exposição aumenta — não recomendado.
Medicamentos do mesmo grupo terapêutico (classificação ATC) ou da mesma classe farmacológica.