O fluconazol é um antifúngico usado em infeções por Candida (boca, garganta, vagina) e em infeções fúngicas graves, incluindo a meningite por criptococo. É eficaz e bem tolerado, mas pode afetar o fígado e interagir com muitos medicamentos.
Também conhecido como: Diflucan, Fluconazol
O Fluconazol pode aumentar as concentrações de Carbamazepina (inibição do metabolismo), com risco de toxicidade.
O fluconazol inibe o CYP3A4, reduzindo a clearance da carbamazepina e podendo aumentar as suas concentrações até níveis tóxicos (nistagmo, ataxia, diplopia, sedação). O efeito depende da dose de fluconazol. Recomenda-se vigiar os níveis plasmáticos de carbamazepina e reduzir a dose se necessário durante e após o tratamento antifúngico.
Fluconazol + carbamazepina: o fluconazol inibe o CYP3A4 e pode elevar os níveis de carbamazepina, com risco de toxicidade. Vigiar níveis e sinais de intoxicação.
Inibição do CYP3A4 pelo fluconazol, reduzindo o metabolismo da carbamazepina.
Concentração de carbamazepina, sintomas (diplopia, nistagmo, ataxia).
Diplopia, nistagmo, ataxia, sonolência.
Monitorizar níveis de carbamazepina e sintomas de toxicidade; ajustar a dose conforme necessário.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Fluconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=7961c029-746c-48c3-888b-8f8344102873 ; rótulo aprovado Carbamazepina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=9f3d91cd-a959-4e07-a51b-8a4e9ba9ece2 — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A Rifampicina reduz as concentrações de Fluconazol, com risco de falência terapêutica antifúngica.
A rifampicina induz o CYP2C9 e o CYP3A4, vias de metabolização do fluconazol, e pode reduzir as suas concentrações em cerca de 25–50% e encurtar a semivida; o efeito antifúngico pode ficar comprometido em infeções graves. Recomenda-se vigiar a resposta clínica e considerar aumentar a dose de fluconazol durante a associação, monitorizando a função hepática.
Fluconazol + rifampicina: a rifampicina reduz os níveis de fluconazol (~25–50%), podendo comprometer o tratamento antifúngico. Vigiar e considerar ajuste de dose.
Indução enzimática da rifampicina, acelerando o metabolismo do fluconazol.
Resposta clínica, provas de função hepática.
Persistência/agravamento da infeção fúngica.
Monitorizar a resposta clínica; pode ser necessário aumentar a dose de fluconazol ou usar antifúngico alternativo.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Fluconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=7961c029-746c-48c3-888b-8f8344102873 ; rótulo aprovado Rifampicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=b389b1a3-672f-47e3-916c-4a9c044b211b — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Associação de Fluconazol e Mefloquina com risco de prolongamento do intervalo QT e arritmias.
A mefloquina pode prolongar o intervalo QTc, sobretudo quando associada a outros fármacos que alteram a condução cardíaca ou prolongam o QT — o rótulo contraindica explicitamente a halofantrina e o cetoconazol (risco de QT prolongation potencialmente fatal) e desaconselha a quinina/quinidina; o guia do doente recomenda não tomar com fármacos que prolongam o QT. O fluconazol também prolonga o QT (torsade de pointes na experiência pós-comercialização) e, como inibidor do CYP3A4, pode ainda elevar os níveis da mefloquina. A associação deve ser evitada (na prática, a profilaxia antimalárica e o tratamento antifúngico não costumam sobrepor-se, mas podem ocorrer em doentes com infeções fúngicas invasivas); se inevitável, monitorizar o ECG, os eletrólitos e corrigir hipocaliemia/hipomagnesemia.
Fluconazol + mefloquina: risco aditivo de prolongamento do QT. Evitar a associação; monitorizar ECG se inevitável.
Efeito aditivo sobre a repolarização cardíaca (ambos prolongam o QT).
ECG (intervalo QT), eletrólitos (K+, Mg2+).
Síncope, palpitações, torsades de pointes.
Usar com precaução; monitorizar ECG (QT) e eletrólitos; considerar alternativa antimalárica.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Fluconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=7961c029-746c-48c3-888b-8f8344102873 ; rótulo aprovado Mefloquina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=09716a24-d7da-42b2-af29-c03a1b6670bd
Associação de Fluconazol e Cloroquina com risco de prolongamento do intervalo QT.
A cloroquina prolonga o intervalo QT (torsade de pointes e arritmias ventriculares reportadas, com risco maior em doses elevadas e com QT-prolongantes concomitantes — o rótulo da cloroquina alerta explicitamente para esse risco), e o fluconazol pode também prolongar o QT (o rótulo contraindica a associação de fluconazol com fármacos QT-prolongantes metabolizados pelo CYP3A4). A associação soma o risco de arritmias ventriculares, sobretudo em doentes com QT longo, hipocaliemia, hipomagnesemia, bradicardia ou doença cardíaca. Sempre que possível, evitar ou escolher um antifúngico alternativo; se inevitável, monitorizar o ECG e os eletrólitos e corrigir hipocaliemia/hipomagnesemia.
Cloroquina + fluconazol: risco aditivo de prolongamento do QT. Evitar ou vigiar ECG em doentes de risco.
Efeito aditivo sobre a repolarização cardíaca (ambos prolongam o QT).
ECG (intervalo QT), eletrólitos (K+, Mg2+).
Síncope, palpitações.
Usar com precaução; monitorizar ECG (QT) e eletrólitos.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Fluconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=7961c029-746c-48c3-888b-8f8344102873 ; rótulo aprovado Cloroquina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=06c69e2b-211b-4746-9f3a-f86d36520570
O Fluconazol aumenta os níveis da Atorvastatina (inibição do CYP3A4), com risco de miopatia.
O fluconazol inibe o CYP3A4 (em grau variável consoante a dose) e pode aumentar as concentrações da atorvastatina, elevando o risco de miopatia/rabdomiólise, sobretudo com doses altas de fluconazol ou em ciclos prolongados. Recomenda-se vigiar sintomas musculares e CPK, usar a menor dose eficaz da estatina durante o tratamento antifúngico e informar o doente para suspender perante dor muscular, fraqueza ou urina escura. Em doentes com insuficiência renal, o risco é maior.
Atorvastatina + fluconazol: inibição do CYP3A4 com aumento dos níveis da estatina. Vigiar e considerar redução da dose.
Inibição moderada do CYP3A4 pelo fluconazol, reduzindo o metabolismo da atorvastatina.
Creatina-quinase (CK), mialgias, fraqueza.
Dor muscular intensa, urina escura.
Vigiar sintomas musculares e CK; considerar estatina alternativa ou dose ajustada.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Fluconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=7961c029-746c-48c3-888b-8f8344102873 ; rótulo aprovado Atorvastatina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=86841382-4229-4e03-958e-3ac22639efd4 — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Associação de Fluconazol e Quinina com risco de prolongamento do intervalo QT e arritmias ventriculares.
A quinina prolonga o intervalo QT de forma consistente e dose-dependente, com risco de arritmias ventriculares potencialmente fatais (torsade de pointes, fibrilhação ventricular), e o rótulo contraindica o uso em doentes com QT prolongado e recomenda evitar a associação com outros fármacos que prolonguem o QT. A quinina é metabolizada sobretudo pelo CYP3A4, e os inibidores desta enzima elevam as suas concentrações — o rótulo documenta cetoconazol a aumentar a AUC da quinina em 45% e associa a inibição do CYP3A4 a um caso fatal de torsade de pointes (eritromicina+quinina). O fluconazol combina os dois riscos: prolonga o QT (torsade de pointes na experiência pós-comercialização) e inibe o CYP3A4, potenciando a toxicidade da quinina (cinconismo, cardiotoxicidade, hipoglicemia). Sempre que possível, evitar a associação; se inevitável, monitorizar o ECG, os eletrólitos (corrigir hipocaliemia/hipomagnesemia) e os sinais de toxicidade da quinina.
Fluconazol + quinina: QT aditivo e níveis de quinina ↑ (inibição do CYP3A4). Evitar; se inevitável, ECG e monitorização.
Efeito aditivo sobre a repolarização cardíaca; o fluconazol também pode aumentar os níveis de quinina.
ECG (intervalo QT), eletrólitos (K+, Mg2+), sinais de arritmia.
Síncope, palpitações, torsades de pointes.
Usar com precaução; monitorizar ECG (QT) e eletrólitos; preferir esquema antimalárico alternativo quando possível.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Fluconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=7961c029-746c-48c3-888b-8f8344102873 ; rótulo aprovado Quinina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=1f32f05c-a215-40be-b951-e41a7b54a8a0
O Fluconazol pode aumentar os níveis de Prednisolona (inibição do metabolismo), com risco de efeitos corticosteróides aumentados.
A prednisolona é metabolizada em parte pelo CYP3A4, e o fluconazol é um inibidor do CYP3A4 (além do CYP2C9/2C19), podendo aumentar as concentrações do corticoide e os seus efeitos. Embora a interação seja menos documentada que com o voriconazol, aplica-se o mesmo princípio farmacológico: monitorizar sinais de excesso de corticoide (hiperglicemia, retenção de líquidos, hipertensão, aumento de peso, sintomas de síndrome de Cushing) durante a associação, sobretudo com doses elevadas ou tratamentos prolongados, e ajustar a dose da prednisolona se necessário.
Fluconazol + prednisolona: o azol pode inibir o CYP3A4 e aumentar a exposição ao corticoide. Vigiar sinais de excesso de corticoide.
Inibição do CYP3A4 pelo fluconazol, reduzindo o metabolismo da prednisolona.
Glicemia, pressão arterial, sinais de Cushing iatrogénico.
Edema, hiperglicemia, fácies cushingoide.
Vigiar efeitos de corticoterapia (hiperglicemia, retenção hídrica); ajustar a dose do corticoide se sintomas de sobredosagem.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Fluconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=7961c029-746c-48c3-888b-8f8344102873 ; rótulo aprovado Prednisolona: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=52e6e21d-94b8-41a0-8d13-371c0e66bcee — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Tomar fluconazol com glimepirida pode baixar demasiado o açúcar no sangue (hipoglicemia). Vigie os sinais e informe o médico.
A glimepirida é metabolizada pelo CYP2C9; o fluconazol é um dos inibidores mais potentes desta isoenzima. Um estudo in vivo citado na SmPC (EMC-UK) mostra aumento de aproximadamente 2x na AUC da glimepirida com fluconazol. A hipoglicemia resultante pode ser grave e prolongada, sobretudo em idosos e doentes com função renal comprometida. Esta é uma associação frequente em farmácia comunitária (candidíase vaginal/oral em doentes diabéticos).
O fluconazol (inibidor potente do CYP2C9) aumenta cerca de 2x a AUC da glimepirida, com risco de hipoglicemia grave. Se a associação for inevitável, vigiar a glicemia e considerar redução da dose da sulfonilureia.
Inibição do CYP2C9 pelo fluconazol, reduzindo o metabolismo da glimepirida.
Glicemia capilar; sintomas de hipoglicemia.
Sudorese, tremor, confusão, fome intensa, perda de consciência — tratar hipoglicemia de imediato.
Evitar se possível; se necessário, reduzir a dose da glimepirida e reforçar a automonitorização da glicemia durante e após o tratamento antifúngico.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Glimepirida: https://www.medicines.org.uk/emc/product/10742/smpc ; DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Fluconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=7961c029-746c-48c3-888b-8f8344102873 ; Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
O fluconazol pode aumentar o efeito da gliclazida e baixar demasiado o açúcar no sangue. Vigie a glicemia durante o antifúngico.
A SmPC da gliclazida (EMC-UK) inclui o fluconazol entre os fármacos que potenciam o efeito hipoglicemiante das sulfonilureias, com possível hipoglicemia sintomática ou coma. O mecanismo envolve inibição do CYP2C9 (metabolismo da gliclazida) e da excreção. A monitorização da glicemia é obrigatória durante a associação.
O fluconazol potência o efeito hipoglicemiante da gliclazida (inibição do CYP2C9 e da eliminação). Precaução com monitorização da glicemia; pode ser necessário ajustar a dose.
Inibição do CYP2C9 e da eliminação renal da gliclazida pelo fluconazol.
Glicemia capilar; sintomas de hipoglicemia.
Hipoglicemia grave — sudação, confusão, coma.
Preferir antifúngico alternativo se possível; senão, monitorizar glicemia e considerar redução da dose da sulfonilureia.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Gliclazida: https://www.medicines.org.uk/emc/product/1321/smpc ; DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Fluconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=7961c029-746c-48c3-888b-8f8344102873 ; Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
O Fluconazol potencia o efeito anticoagulante da Varfarina, com aumento significativo do INR e risco hemorrágico.
O fluconazol é um inibidor potente do CYP2C9, a isoenzima que metaboliza o S-warfarin ativo; o efeito é dose-dependente e mais marcado com doses elevadas (ex.: 400 mg/dia). A inibição aumenta os níveis de warfarina e o INR, com risco hemorrágico significativo — interação bem documentada e referida nos rótulos aprovados do fluconazol e da warfarina. Recomenda-se reduzir a dose de warfarina ao iniciar o fluconazol, monitorizar o INR com frequência e ajustar após a suspensão do antifúngico; vigiar sinais de hemorragia.
O fluconazol inibe o CYP2C9 e pode aumentar muito o INR. Monitorizar o INR de perto e reduzir a dose de warfarina ao iniciar o antifúngico.
Inibição do CYP2C9 pelo fluconazol, reduzindo o metabolismo da varfarina (isómero S ativo) e aumentando o INR.
INR, sinais de hemorragia (gengivas, equimoses, melenas).
Hemorragia inexplicada, hematúria, melena.
Monitorizar o INR com frequência (início e suspensão do fluconazol); reduzir a dose de varfarina conforme necessário.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Fluconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=7961c029-746c-48c3-888b-8f8344102873 ; rótulo aprovado Varfarina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=541c9a70-adaf-4ef3-94ba-ad4e70dfa057 — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
O Fluconazol potencia o efeito da Glibenclamida, com risco de hipoglicemia grave.
O fluconazol é um inibidor do CYP2C9 e do CYP3A4, enzimas que metabolizam a glibenclamida (sulfonilureia); no estudo farmacocinético do rótulo do fluconazol com 20 voluntários, a AUC e a Cmax da glibenclamida (5 mg em dose única) aumentaram significativamente após a administração de fluconazol — AUC +44% ± 29% e Cmax +19% ± 19% — e 5 dos 20 voluntários precisaram de glucose oral após a toma de glibenclamida aos 7 dias de fluconazol. Nos três estudos com sulfonilureias (tolbutamida, glipizida, glibenclamida), 47,8% dos doentes tratados com fluconazol tiveram sintomas compatíveis com hipoglicemia. O rótulo recomenda monitorizar cuidadosamente a glicemia e ajustar a dose da sulfonilureia conforme necessário. Na prática, avisar o doente para os sinais de hipoglicemia (sudorese, tremor, palpitações, confusão) e considerar reduzir a dose da glibenclamida ou preferir uma sulfonilureia menos dependente do CYP2C9 enquanto durar o antifúngico.
Fluconazol + glibenclamida: o fluconazol inibe o CYP2C9 e aumenta os níveis da glibenclamida (AUC +44%), com risco de hipoglicemia. Monitorizar glicemia e ajustar a dose da sulfonilureia.
Inibição do CYP2C9 pelo fluconazol, reduzindo o metabolismo da glibenclamida e aumentando as suas concentrações.
Glicemia capilar, sintomas de hipoglicemia (tremor, sudorese, confusão).
Hipoglicemia grave (perda de consciência, convulsões).
Monitorizar a glicemia de forma mais frequente; pode ser necessário reduzir a dose da sulfonilureia.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Fluconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=7961c029-746c-48c3-888b-8f8344102873 ; rótulo aprovado Glibenclamida: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=524eec41-37ee-419a-b7a1-d23e888ae6ab — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A absorção do fluconazol não é afetada de forma relevante pelos alimentos.
Pode tomar com ou sem alimentos.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Fluconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=7961c029-746c-48c3-888b-8f8344102873
O álcool aumenta o risco de hepatotoxicidade do fluconazol.
Evitar o consumo de álcool durante o tratamento.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Fluconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=7961c029-746c-48c3-888b-8f8344102873
O fluconazol é eliminado por via renal; a insuficiência renal exige redução da dose.
Ajustar a dose de acordo com a depuração de creatinina.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Fluconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=7961c029-746c-48c3-888b-8f8344102873
O fluconazol pode causar hepatotoxicidade, incluindo necrose hepática fatal; o risco aumenta em doença hepática prévia.
Vigiar transaminases, sobretudo em tratamentos prolongados.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Fluconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=7961c029-746c-48c3-888b-8f8344102873
Doses baixas e curtas de fluconazol não se associam a malformações; doses elevadas (≥ 400 mg/dia) prolongadas associam-se a risco aumentado.
Usar a menor dose eficaz pelo menor tempo; evitar doses elevadas prolongadas na gravidez.
Excretado no leite; compatível com a amamentação em doses habituais.
Sem contraceção adicional específica.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Fluconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=7961c029-746c-48c3-888b-8f8344102873
Ferramenta de apoio clínico e educativo. A informação não substitui a prescrição médica nem o parecer de um profissional de saúde qualificado.
Antifúngico triazólico. Farmacocinética semelhante por via oral e intravenosa; biodisponibilidade oral superior a 90%. Volume de distribuição aproximado da água corporal total e ligação às proteínas plasmáticas baixa (11 a 12%). Penetra em todos os fluidos estudados: LCR cerca de 80% do plasmático, urina 10 vezes, pele 10 vezes, saliva e expetoração iguais ao plasma.
Inibe a síntese de ergosterol, componente essencial da membrana fúngica, por bloqueio da enzima dependente do citocromo P450 fúngico (lanosterol-14α-desmetilase).
Biodisponibilidade oral superior a 90%; pico plasmático 1 a 2 horas após a toma; estado estacionário em 5 a 10 dias com doses diárias (ou ao dia 2 com dose de carga). A exposição não é afetada pelos alimentos, pelo que pode ser tomado com ou sem refeições.
Eliminado principalmente por excreção renal: cerca de 80% da dose aparece inalterada na urina e 11% como metabolitos. A farmacocinética é marcadamente afetada pela redução da função renal (relação inversa entre semivida e depuração de creatinina); uma sessão de hemodiálise de 3 horas reduz as concentrações plasmáticas em cerca de 50%.
Semivida terminal de eliminação de cerca de 30 horas (intervalo 20 a 50 horas) após administração oral; depuração média de 0,23 mL/min/kg. Em recém-nascidos prematuros a semivida pode atingir 73,6 horas.
Medicamentos do mesmo grupo terapêutico (classificação ATC) ou da mesma classe farmacológica.