Doente com PA não controlada apesar de 3 anti-hipertensores (incluindo diurético tiazídico) em doses óptimas. Acção: confirmar aderência, avaliar causas reversíveis, propor quadrupla ou encaminhar para secundário.
Crise hipertensiva (PA ≥ 180/110 com cefaleia, alterações visuais, dor torácica ou dispneia) → encaminhar de imediato. K+ elevado ou deterioração renal após início de espironolactona → suspender e reavaliar.
Confirmar aderência (entrevista + contagem de comprimidos). Excluir pseudo-resistência: técnica de medição incorrecta, uso de AINEs não declarados, álcool, ou white-coat effect (MAPPA).
Apneia obstrutiva do sono, hiperaldosteronismo primário, feocromocitoma, estenose da artéria renal, síndrome de Cushing. Pedir orientação médica se suspeita.
Manter IECA/ARB II na dose óptima + antagonista da aldosterona (espironolactona 25mg) + diurético tiazídico + bloqueador dos canais de cálcio. Monitorizar K+ e função renal em 7–14 dias.
Se PA continua não controlada após optimização farmacológica máxima: referenciar para hipertensão de difícil controlo. Documentar todos os fármacos tentados e respectivas doses.
A combinação IECA + espironolactona + diurético poupador de K+ aumenta risco de hipercalemia. Verificar K+ basal antes de iniciar. Não usar em doentes com eGFR < 30 mL/min sem orientação especializada.
Norma DGS n.º 001/2026 — Abordagem Diagnóstica e Terapêutica da Pessoa com Hipertensão Arterial
Fonte oficial