Adulto com ITU de repetição (≥2 ITU não complicadas em 6 meses ou ≥3 em 12 meses). Acção: confirmar o diagnóstico com urinálise e urocultura antes de tratar, excluir causas tratáveis e esgotar as medidas não-antibióticas antes de propor profilaxia.
Febre alta com calafrios, dor lombar ou náuseas → suspeitar pielonefrite e referenciar. Hematúria macroscópica, dor pélvica ou ITU no homem → investigar causa urológica/estrutural. Recorrência persistente apesar de profilaxia → reavaliar.
Recorrência: ≥2 ITU não complicadas em 6 meses ou ≥3 em 12 meses. Confirmar com urinálise (nitritos, leucócitos) e urocultura antes de iniciar antibiótico. Sem urocultura não se assume recorrência bacteriana.
Relação sexual, espermicidas, obstrução urinária, diabetes descompensada, menopausa. ITU no homem, hematúria ou recorrência persistente: pensar em causa urológica e referenciar.
Hidratação adequada, micção após o coito e hábitos de higiene. D-manose 2 g/dia ou extrato de cranberry podem reduzir recorrências. Estrogénio vaginal tópico na pós-menopausa (decisão médica).
Se as recorrências continuam apesar das medidas não-antibióticas: profilaxia contínua (ex. nitrofurantoína 50 mg/dia ou trimetoprim) ou pós-coito, durante 6–12 meses. Rever periodicamente a indicação.
A profilaxia antibiótica prolongada é decisão médica e deve ser revista a cada 6–12 meses. Nitrofurantoína está contra-indicada se eGFR < 30 mL/min. Não usar profilaxia antibiótica em grávidas sem orientação especializada.
Norma DGS — Infeção Urinária: Diagnóstico e Terapêutica em Cuidados de Saúde Primários
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