A carbamazepina é um medicamento usado para controlar crises epiléticas (convulsões) e para aliviar a dor da neuralgia do trigémeo. Pode causar sonolência e tonturas no início, e exige análises regulares (sangue, fígado, sódio).
Também conhecido como: Tegretol
A Carbamazepina (indutor do CYP3A4) reduz os níveis de Arteméter e Lumefantrina — risco de falência do tratamento da malária.
A carbamazepina é um indutor potente do CYP3A4, a via que metaboliza o arteméter e o lumefantrina; a coadministração pode reduzir substancialmente as concentrações do antimalárico e comprometer a cura da malária. Em doentes epiléticos com malária, preferir um antimalárico menos dependente do CYP3A4 (ex.: atovaquona+proguanil) e, se a associação for inevitável, considerar vigilância apertada da resposta clínica e parasitológica.
Carbamazepina + arteméter+lumefantrina: a carbamazepina induz o CYP3A4 e reduz os níveis do antimalárico, com risco de falência terapêutica. Evitar a associação.
Indução enzimática do CYP3A4: metabolismo acelerado dos dois componentes, com menor exposição sistémica.
Resposta clínica e parasitológica à terapêutica (febre, parasitemia).
Febre persistente ou recorrente, ausência de melhoria após 48–72 h.
Considerar esquema antimalárico alternativo ou ajuste de dose e confirmar a cura parasitológica.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Arteméter + Lumefantrina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=7866ec19-dfac-47d4-a53f-511a12643cbf ; rótulo aprovado Carbamazepina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=9f3d91cd-a959-4e07-a51b-8a4e9ba9ece2
A associação de Clozapina com Carbamazepina aumenta o risco de agranulocitose, para além de reduzir as concentrações de Clozapina.
A carbamazepina induz o CYP1A2 e o CYP3A4 e pode reduzir as concentrações de clozapina para metade, comprometendo o efeito antipsicótico; por outro lado, a clozapina e a carbamazepina associam-se ambas a discrasias sanguíneas (agranulocitose/neutropenia), e a coadministração é tradicionalmente evitada pelo risco hematológico aditivo. Recomenda-se escolher alternativa antiepilética (ex.: valproato, lamotrigina) em doentes com clozapina; se inevitável, vigiar hemograma e níveis de clozapina.
Carbamazepina + clozapina: a carbamazepina reduz os níveis de clozapina (indução do CYP1A2/3A4) e ambas têm risco hematológico aditivo. Evitar a associação.
Ambos podem induzir discrasias sanguíneas; além disso, a Carbamazepina induz o metabolismo da Clozapina, reduzindo os seus níveis.
Hemograma regular (leucócitos e neutrófilos) durante o uso conjunto.
Febre, faringite ou infeção súbita com neutropenia exigem suspensão e avaliação imediata.
Evitar a associação sempre que possível; se inevitável, monitorizar rigorosamente o hemograma.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Clozapina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=61fe53d5-ed5c-4e45-9189-709d08d386cb ; rótulo aprovado Carbamazepina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=9f3d91cd-a959-4e07-a51b-8a4e9ba9ece2 — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Corticosteroide + carbamazepina: indução do CYP3A4 reduz o efeito do corticosteroide.
A dexametasona é metabolizada pelo CYP3A4; a carbamazepina, indutora potente desta enzima, pode reduzir as suas concentrações e atenuar o efeito anti-inflamatório/imunossupressor. Em doentes em corticoterapia prolongada (ex.: doenças autoimunes, após transplante) com epilepsia tratada com carbamazepina, monitorizar a resposta clínica e considerar aumentar a dose de dexametasona ou preferir um corticosteroide menos dependente do CYP3A4.
Carbamazepina + dexametasona: a carbamazepina induz o CYP3A4 e reduz os níveis de dexametasona, podendo diminuir o efeito do corticosteroide. Considerar ajuste de dose.
A carbamazepina (inductor do CYP3A4) acelera o metabolismo da dexametasona.
Resposta clínica à terapêutica.
Falta de controlo dos sintomas inflamatórios/alérgicos.
Vigiar resposta clínica; pode ser necessário aumentar a dose do corticosteroide.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Dexametasona: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=7cbd9005-7df2-47ee-adb3-7244c1c69bc3 ; rótulo aprovado Carbamazepina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=97e6e175-75e8-437b-b457-ddb1ae4e857d — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
O Fluconazol pode aumentar as concentrações de Carbamazepina (inibição do metabolismo), com risco de toxicidade.
O fluconazol inibe o CYP3A4, reduzindo a clearance da carbamazepina e podendo aumentar as suas concentrações até níveis tóxicos (nistagmo, ataxia, diplopia, sedação). O efeito depende da dose de fluconazol. Recomenda-se vigiar os níveis plasmáticos de carbamazepina e reduzir a dose se necessário durante e após o tratamento antifúngico.
Fluconazol + carbamazepina: o fluconazol inibe o CYP3A4 e pode elevar os níveis de carbamazepina, com risco de toxicidade. Vigiar níveis e sinais de intoxicação.
Inibição do CYP3A4 pelo fluconazol, reduzindo o metabolismo da carbamazepina.
Concentração de carbamazepina, sintomas (diplopia, nistagmo, ataxia).
Diplopia, nistagmo, ataxia, sonolência.
Monitorizar níveis de carbamazepina e sintomas de toxicidade; ajustar a dose conforme necessário.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Fluconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=7961c029-746c-48c3-888b-8f8344102873 ; rótulo aprovado Carbamazepina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=9f3d91cd-a959-4e07-a51b-8a4e9ba9ece2 — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A associação de Haloperidol com Carbamazepina reduz acentuadamente as concentrações de Haloperidol, com risco de perda do efeito antipsicótico.
O haloperidol é metabolizado pelo CYP3A4; a carbamazepina, indutora potente, pode reduzir as suas concentrações em cerca de 50%, com perda do controlo psicótico. Por outro lado, alguns doentes apresentam maior sedação com a associação. Recomenda-se monitorizar a resposta clínica, ajustar a dose de haloperidol (frequentemente para cima) e considerar alternativa antiepilética sem indução enzimática (ex.: valproato) quando o quadro psiquiátrico o permitir.
Carbamazepina + haloperidol: a carbamazepina reduz os níveis de haloperidol (indução do CYP3A4), podendo diminuir o efeito antipsicótico. Ajustar dose e vigiar.
A Carbamazepina, indutora enzimática, acelera o metabolismo do Haloperidol, diminuindo os seus níveis séricos.
Monitorizar a resposta antipsicótica e os sinais de recaída.
Recaída psicótica durante a associação exige revisão do esquema.
Monitorizar a resposta clínica e considerar ajustar a dose de Haloperidol ou usar antipsicótico alternativo.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Haloperidol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=e2eed126-cb82-42b1-9b48-9cbeb6873b50 ; rótulo aprovado Carbamazepina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=9f3d91cd-a959-4e07-a51b-8a4e9ba9ece2 — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A Isoniazida inibe o metabolismo da Carbamazepina e pode elevar os seus níveis — risco de toxicidade.
A isoniazida inibe as enzimas que metabolizam a carbamazepina (CYP2C19/CYP3A4) e pode aumentar as suas concentrações até níveis tóxicos (nistagmo, ataxia, sedação); em doentes tuberculosos, o efeito pode ser clinicamente relevante nas primeiras semanas. Além disso, ambos os fármacos são hepatotóxicos, com risco aditivo de lesão hepática. Recomenda-se vigiar os níveis de carbamazepina e reduzir a dose se necessário, monitorizar transaminases e estar atento a sintomas de intoxicação.
Isoniazida + carbamazepina: a isoniazida inibe o metabolismo da carbamazepina e eleva os seus níveis; ambas são hepatotóxicas. Vigiar níveis e função hepática.
Inibição do CYP2C19/3A4 e possível inibição da epóxido hidrolase.
Níveis de carbamazepina, sinais neurológicos.
Nistagmo, ataxia, sonolência, diplopia.
Monitorizar níveis de carbamazepina e sinais de toxicidade.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Isoniazida: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=93252cc8-c8d4-401b-bde5-ca8a3b57651e ; rótulo aprovado Carbamazepina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=9f3d91cd-a959-4e07-a51b-8a4e9ba9ece2
A Carbamazepina reduz as concentrações de Itraconazol (indução) e aumenta o metabolismo do azol, com risco de falência antifúngica.
O itraconazol é um inibidor potente do CYP3A4, a principal via de metabolização da carbamazepina; a coadministração pode aumentar as concentrações de carbamazepina e causar intoxicação (nistagmo, ataxia, diplopia, sedação). Recomenda-se vigiar os níveis plasmáticos de carbamazepina e reduzir a dose se necessário durante o tratamento antifúngico; considerar alternativa antifúngica menos inibidora (ex.: fluconazol em doses baixas, com precaução) quando possível.
Itraconazol + carbamazepina: o itraconazol inibe o CYP3A4 e pode elevar os níveis de carbamazepina, com risco de toxicidade. Vigiar níveis.
A carbamazepina induz o CYP3A4, acelerando o metabolismo do itraconazol e reduzindo a sua exposição.
Resposta à micose; níveis de itraconazol (se disponíveis).
Agravamento da infeção fúngica.
Considerar antifúngico alternativo; se a associação for inevitável, monitorizar a resposta clínica e micológica.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Itraconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=a4d555fa-787c-40fb-bb7d-b0d4f7318fd0 ; rótulo aprovado Carbamazepina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=9f3d91cd-a959-4e07-a51b-8a4e9ba9ece2 — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A Carbamazepina reduz os níveis de Mefloquina (indutor do CYP3A4) e ambos baixam o limiar convulsivo — risco de falência terapêutica e de convulsões.
A mefloquina é metabolizada pelo CYP3A4; a carbamazepina, indutora potente, pode reduzir as suas concentrações abaixo do limiar eficaz, comprometendo a profilaxia ou o tratamento da malária. Em doentes epiléticos, a mefloquina é também de evitar pelo risco de convulsões. Preferir outro antimalárico (ex.: atovaquona+proguanil, doxiciclina) em doentes sob carbamazepina.
Carbamazepina + mefloquina: a carbamazepina reduz os níveis de mefloquina (indução do CYP3A4), com risco de falência profilática/terapêutica. Evitar a associação.
Indução do CYP3A4 (que metaboliza a Mefloquina) + efeitos aditivos sobre o limiar convulsivo.
Resposta clínica e estado neurológico.
Convulsões, confusão, falta de resposta à profilaxia/tratamento.
Considerar alternativa antimalárica e vigilância neurológica.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Mefloquina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=09716a24-d7da-42b2-af29-c03a1b6670bd ; rótulo aprovado Carbamazepina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=9f3d91cd-a959-4e07-a51b-8a4e9ba9ece2
A associação de Ritonavir com Carbamazepina aumenta as concentrações e a toxicidade da Carbamazepina, exigindo ajuste de dose e monitorização.
A interação é bidirecional e complexa: o ritonavir (potente inibidor do CYP3A4) pode aumentar as concentrações de carbamazepina até níveis tóxicos, enquanto a carbamazepina (indutora do CYP3A4) pode reduzir os níveis de ritonavir e dos inibidores da protease potenciados, comprometendo a supressão viral. Recomenda-se vigiar os níveis de carbamazepina (reduzir a dose se necessário) e monitorizar a resposta virológica; considerar antiepilético alternativo (ex.: levetiracetam) em doentes com terapêutica anti-retrovírica baseada em ritonavir.
Ritonavir + carbamazepina: o ritonavir inibe o CYP3A4 e eleva os níveis de carbamazepina, enquanto a carbamazepina reduz os níveis do anti-retrovírico. Vigiar ambos.
Ritonavir inibe o CYP3A4, principal via de metabolismo da Carbamazepina, reduzindo a sua clearance e aumentando o risco de efeitos adversos (neurológicos, hematológicos).
Vigiar sinais de toxicidade da Carbamazepina: diplopia, ataxia, sonolência, náuseas, hiponatremia.
Sonolência marcada, ataxia ou diplopia requerem suspensão e reavaliação do esquema.
Reduzir a dose de Carbamazepina conforme necessário e, se disponível, monitorizar as concentrações séricas; considerar antiepiléptico alternativo.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Ritonavir: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=2849298e-de6e-47bb-8194-56e075b33fc3 ; rótulo aprovado Carbamazepina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=9f3d91cd-a959-4e07-a51b-8a4e9ba9ece2 — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A carbamazepina induz o metabolismo hepático e pode reduzir os níveis de teofilina; a interação é bidirecional e variável.
A carbamazepina induz o CYP1A2 e o CYP3A4, vias de metabolização da teofilina, e pode reduzir as suas concentrações em cerca de 50%, comprometendo o controlo da asma/DPOC. A teofilina tem janela terapêutica estreita, pelo que se recomenda vigiar os seus níveis plasmáticos e ajustar a dose (frequentemente para cima) enquanto durar a associação; considerar alternativa antiepilética sem indução enzimática se o controlo respiratório for difícil.
Carbamazepina + teofilina: a carbamazepina induz o metabolismo da teofilina e reduz os seus níveis em ~50%, com perda do efeito broncodilatador. Vigiar níveis de teofilina.
A carbamazepina é indutora enzimática (CYP3A4), acelerando a depuração da teofilina.
Vigiar a eficácia terapêutica da teofilina e sinais de convulsões ou toxicidade.
Perda de controlo da asma (teofilina subterapêutica) ou toxicidade ao interromper a carbamazepina.
Monitorizar os níveis de ambos os fármacos ao iniciar, ajustar ou suspender qualquer um deles.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Teofilina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=5e64036a-ee3e-42e7-9e59-881f88a4e298 ; rótulo aprovado Carbamazepina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=97e6e175-75e8-437b-b457-ddb1ae4e857d — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A Carbamazepina (indutora do CYP450) reduz significativamente as concentrações de Voriconazol, com risco de falência antifúngica.
A interação é bidirecional e contraindicada na prática: o voriconazol inibe o CYP3A4 e pode elevar a carbamazepina até níveis tóxicos, enquanto a carbamazepina induz fortemente o CYP3A4 (e outras vias) e reduz as concentrações de voriconazol para níveis subterapêuticos, com risco de falência antifúngica. Deve evitar-se a associação; se inevitável, considerar outro antifúngico (ex.: anfotericina B, equinocandinas) ou outra terapêutica antiepilética, com monitorização apertada de níveis e resposta.
Voriconazol + carbamazepina: o voriconazol eleva os níveis de carbamazepina (inibição do CYP3A4) e a carbamazepina reduz drasticamente os níveis de voriconazol (indução). Evitar a associação.
Indução do CYP3A4/CYP2C19 pela carbamazepina, acelerando a eliminação do voriconazol.
Níveis de voriconazol, resposta micológica, provas de função hepática.
Persistência/agravamento da infeção fúngica.
Evitar a associação; se inevitável, monitorizar níveis de voriconazol e resposta clínica, ajustando a dose.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Voriconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=f6a1a792-141b-42e8-8bd1-884e4408eb8a ; rótulo aprovado Carbamazepina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=9f3d91cd-a959-4e07-a51b-8a4e9ba9ece2 — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A Carbamazepina (indutor do CYP2C8/3A4) acelera o metabolismo da Amodiaquina — risco de níveis subterapêuticos e falência do tratamento.
A carbamazepina induz as monooxigenases (incluindo o CYP3A4) que participam no metabolismo do artesunato (e do seu metabolito ativo diidroartemisinina) e da amodiaquina; os níveis do antimalárico podem cair abaixo do limiar terapêutico e comprometer a resposta. Preferir alternativa antimalárica em doentes sob carbamazepina e, se a associação for inevitável, vigiar a resposta clínica e parasitológica.
Carbamazepina + artesunato+amodiaquina: indução do metabolismo do antimalárico pela carbamazepina, com risco de níveis subterapêuticos e falência. Evitar se possível.
Indução enzimática que reduz a exposição à Amodiaquina (componente do ACT).
Resposta clínica e parasitológica ao tratamento.
Febre persistente ou recorrente, ausência de melhoria após 48–72 h.
Considerar um ACT alternativo e confirmar a cura parasitológica.
OMS (WHO) — Directrizes da OMS para a malária: https://www.who.int/teams/global-malaria-programme/guidelines-for-malaria ; DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Carbamazepina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=9f3d91cd-a959-4e07-a51b-8a4e9ba9ece2
A Carbamazepina (indutor) reduz os níveis de Piperaquina e Dihidroartemisinina — risco de falência do tratamento.
A carbamazepina induz o CYP3A4, via importante no metabolismo da diidroartemisinina e da piperaquina; os níveis do antimalárico podem cair abaixo do limiar terapêutico, comprometendo a cura. Além disso, a piperaquina prolonga o QT — em doentes epiléticos tratados com carbamazepina, preferir um antimalárico alternativo (ex.: atovaquona+proguanil, que também é menos dependente do CYP3A4) e vigiar a resposta clínica e parasitológica se a associação for inevitável.
Carbamazepina + diidroartemisinina+piperaquina: indução do metabolismo do antimalárico pela carbamazepina, com risco de níveis subterapêuticos. Evitar se possível.
Indução enzimática (CYP3A4) que acelera o metabolismo dos componentes do ACT.
Resposta clínica e parasitológica.
Febre persistente ou recorrente.
Considerar um ACT alternativo e confirmar a cura parasitológica.
EMA — EPAR Eurartesim (dihidroartemisinina + piperaquina): https://www.ema.europa.eu/en/medicines/human/EPAR/eurartesim ; DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Carbamazepina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=9f3d91cd-a959-4e07-a51b-8a4e9ba9ece2
Interação recíproca: a Rifampicina reduz os níveis de Carbamazepina e a Carbamazepina reduz os da Rifampicina — possível perda de eficácia de ambos.
A rifampicina é um indutor potente do CYP3A4 e pode reduzir as concentrações de carbamazepina em mais de 50%, com risco de recaída das crises epiléticas; o efeito desenvolve-se em dias a semanas e persiste após a suspensão da rifampicina. Ambas são hepatotóxicas, com risco aditivo. Recomenda-se vigiar os níveis plasmáticos de carbamazepina e aumentar a dose conforme necessário durante e após o tratamento antituberculoso, monitorizando transaminases.
Rifampicina + carbamazepina: a rifampicina induz fortemente o CYP3A4 e reduz os níveis de carbamazepina, com risco de perda do controlo das crises. Vigiar níveis e ajustar dose.
Indução enzimática mútua (CYP3A4/2C9).
Níveis de carbamazepina, controlo de crises, resposta à TB.
Crises convulsivas, febre persistente na TB.
Monitorizar níveis de carbamazepina e resposta clínica; ajustar doses.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Rifampicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=b389b1a3-672f-47e3-916c-4a9c044b211b ; rótulo aprovado Carbamazepina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=9f3d91cd-a959-4e07-a51b-8a4e9ba9ece2
A Carbamazepina reduz as concentrados de Cetoconazol (indução) e o cetoconazol pode aumentar a carbamazepina (inibição), com efeitos recíprocos.
A carbamazepina é metabolizada pelo CYP3A4; o cetoconazol é um inibidor potente desta enzima e pode aumentar as concentrações de carbamazepina, com risco de intoxicação (nistagmo, ataxia, diplopia, sedação, e em casos graves arritmias e convulsões). Recomenda-se vigiar os níveis plasmáticos de carbamazepina, reduzir a dose se necessário e monitorizar sinais de toxicidade enquanto durar o antifúngico.
Cetoconazol + carbamazepina: o cetoconazol inibe o CYP3A4 e pode elevar os níveis de carbamazepina, com risco de toxicidade (nistagmo, ataxia, sedação). Vigiar níveis.
A carbamazepina induz o metabolismo do cetoconazol; o cetoconazol inibe o CYP3A4 reduzindo o metabolismo da carbamazepina.
Concentração de carbamazepina, sintomas de intoxicação (diplopia, nistagmo, ataxia), resposta à micose.
Diplopia, nistagmo, ataxia, sonolência; ou agravamento da infeção fúngica.
Monitorizar níveis de carbamazepina e resposta antifúngica; ajustar doses; considerar alternativa não indutora de CYP3A4.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Cetoconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=f162e616-21b4-49b1-b437-15e21001a6f0 ; rótulo aprovado Carbamazepina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=9f3d91cd-a959-4e07-a51b-8a4e9ba9ece2 — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Carbamazepina + vitamina D3: a carbamazepina acelera o metabolismo da vitamina D, com risco de deficiência.
A carbamazepina é um indutor enzimático (CYP3A4 e outras) que acelera o catabolismo da vitamina D, reduzindo os níveis de 25-hidroxivitamina D e, a longo prazo, a calcemia e a densidade óssea — com risco de osteomalacia e fraturas em doentes em terapêutica antiepilética prolongada. Recomenda-se monitorizar a vitamina D e a calcemia, suplementar preventivamente vitamina D (e cálcio quando indicado) e considerar a avaliação da densidade óssea nos doentes crónicos com carbamazepina, sobretudo nos idosos e nas mulheres pós-menopáusicas.
Carbamazepina + vitamina D3: a carbamazepina acelera o metabolismo da vitamina D — risco de deficiência.
Os antiepiléticos indutores enzimáticos aumentam o catabolismo da vitamina D e do cálcio.
25(OH)D, cálcio e densidade óssea em uso crónico.
Défice de vitamina D, osteomalacia, fraturas.
Considerar dose superior de vitamina D e monitorizar níveis/25(OH)D em doentes de risco.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Carbamazepina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=97e6e175-75e8-437b-b457-ddb1ae4e857d ; rótulo aprovado Colecalciferol (vitamina D3): https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=3822c324-e22a-4ac4-ac1c-9b63983b516a — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A associação de Efavirenz com Carbamazepina reduz as concentrações de ambos os fármacos, com risco de falência no controlo da epilepsia e do VIH.
A interação é bidirecional: a carbamazepina induz o CYP3A4 e reduz as concentrações de efavirenz, e o efavirenz induz também o CYP3A4, reduzindo os níveis de carbamazepina. O resultado pode ser a perda simultânea do controlo virológico e do controlo das crises epiléticas. Sempre que possível, escolher outro antiepilético (ex.: levetiracetam, valproato) em doentes com efavirenz; se a associação for inevitável, vigiar a carga viral e os níveis de carbamazepina, ajustando doses.
Efavirenz + carbamazepina: indução mútua do CYP3A4 — ambos os fármacos podem ficar subterapêuticos. Vigiar níveis e resposta clínica.
Efavirenz induz o metabolismo da Carbamazepina e a Carbamazepina induz o metabolismo do Efavirenz, diminuindo mutuamente a exposição.
Monitorizar a ocorrência de crises convulsivas e a carga viral do VIH.
Agravamento das crises ou carga viral detetável exigem reavaliação do esquema antiepilético/antirretroviral.
Não havendo recomendação posológica fiável, preferir um antiepiléptico alternativo quando possível (por exemplo valproato, levetiracetam).
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Efavirenz: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=92603fa5-7a2c-4bfb-9a70-aadb4fba952c ; rótulo aprovado Carbamazepina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=9f3d91cd-a959-4e07-a51b-8a4e9ba9ece2 — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A associação de Lamotrigina com Carbamazepina reduz as concentrações de Lamotrigina, podendo exigir aumento de dose; a Lamotrigina pode também aumentar a toxicidade do metabolito da Carbamazepina.
A interação é bidirecional: a carbamazepina induz a glucuronidação da lamotrigina e reduz as suas concentrações em cerca de 40–50%, podendo exigir aumento da dose de lamotrigina; em sentido inverso, a lamotrigina inibe a epóxido-hidrolase e pode elevar as concentrações do metabolito ativo carbamazepina-10,11-epóxido, causando toxicidade (nistagmo, ataxia, diplopia) mesmo com níveis de carbamazepina dentro do intervalo. Recomenda-se titular a lamotrigina com base na resposta, vigiar sinais de toxicidade do epóxido e considerar a monitorização do epóxido se disponível.
Carbamazepina + lamotrigina: a carbamazepina reduz os níveis de lamotrigina (indução da glucuronidação) e a lamotrigina pode elevar o metabolito epóxido da carbamazepina. Vigiar ambos.
A Carbamazepina induz a glucuronidação da Lamotrigina, reduzindo os seus níveis; a Lamotrigina pode elevar o carbamazepina-10,11-epóxido, aumentando a toxicidade.
Monitorizar o controlo das crises e os sinais de toxicidade neurológica (diplopia, ataxia).
Erupção cutânea ou sinais de reação grave exigem suspensão e avaliação.
Ajustar a dose de Lamotrigina conforme a resposta e, se disponível, os níveis séricos; vigiar toxicidade neurológica.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Lamotrigina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=57f04b9b-06cd-8044-e063-6394a90ae733 ; rótulo aprovado Carbamazepina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=9f3d91cd-a959-4e07-a51b-8a4e9ba9ece2 — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A carbamazepina pode reduzir a eficácia do levonorgestrel (incluindo a contraceção de emergência). Se toma os dois, fale com o médico ou farmacêutico.
A carbamazepina induz o CYP3A4 e a glicuronidação, acelerando a eliminação do levonorgestrel e reduzindo a eficácia contracetiva — o rótulo OTC do levonorgestrel avisa explicitamente que medicamentos para epilepsia podem reduzir a eficácia, e o Prontuário refere que os indutores enzimáticos (barbitúricos, fenitoína, primidona, carbamazepina, rifampicina) reduzem a eficácia dos progestagénios. Em contraceção hormonal regular, recomenda-se método alternativo ou complementar; na contraceção de emergência, o DIU de cobre é a alternativa fiável.
Indutores enzimáticos (carbamazepina, fenitoína, rifampicina, barbitúricos) aceleram o metabolismo dos progestagénios e reduzem a eficácia contracetiva. Na contraceção de emergência com levonorgestrel, considerar alternativa (acetato de ulipristal não é alternativa fiável com indutores; DIU de cobre).
Indução do CYP3A4, acelerando o metabolismo do levonorgestrel.
Eficácia contracetiva; ciclos irregulares podem indicar redução de exposição hormonal.
Gravidez não planeada; hemorragia irregular.
Usar método contracetivo não hormonal (DIU de cobre) ou barreira adicional; na contraceção de emergência, preferir DIU de cobre.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Levonorgestrel: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=07567b80-d8a1-41c0-95e4-33afa584bbc4 ; rótulo aprovado Carbamazepina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=9f3d91cd-a959-4e07-a51b-8a4e9ba9ece2 ; PubMed — https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC2848501/ ; Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A carbamazepina pode reduzir o efeito do estradiol (terapêutica hormonal), diminuindo a eficácia e alterando o padrão de hemorragia. Informe o médico.
O rótulo aprovado do estradiol (DailyMed) documenta que os estrogénios são parcialmente metabolizados pelo CYP3A4 e que indutores desta enzima — como carbamazepina, fenitoína, barbitúricos e rifampicina — podem reduzir as concentrações plasmáticas, diminuindo o efeito terapêutico e alterando o padrão de hemorragia uterina. Na terapêutica hormonal de substituição, pode ser necessário ajustar a dose ou considerar outra via de administração; nos anticoncecionais hormonais, a eficácia contracetiva pode estar comprometida.
Indutores do CYP3A4 (carbamazepina, fenitoína, rifampicina) reduzem as concentrações de estrogénios, com diminuição do efeito terapêutico e alterações do padrão hemorrágico. Considerar ajuste de dose ou método alternativo.
Indução do CYP3A4, acelerando o metabolismo dos estrogénios.
Sintomas vasomotores, padrão de hemorragia e eficácia contracetiva.
Hemorragia irregular, retorno dos sintomas da menopausa, gravidez não planeada.
Monitorizar o efeito terapêutico; considerar ajuste de dose do estradiol ou contraceção não hormonal quando aplicável.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Estradiol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=5718f042-e8c0-b721-e063-6294a90a5bef ; rótulo aprovado Carbamazepina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=9f3d91cd-a959-4e07-a51b-8a4e9ba9ece2 ; Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Toxicidade por Carbamazepina. A Claritromicina inibe o CYP3A4 e aumenta muito os níveis de Carbamazepina.
A carbamazepina é extensamente metabolizada pelo CYP3A4 e a claritromicina é um inibidor potente desta isoenzima e da glicoproteína P. A associação pode duplicar ou mais do que duplicar os níveis séricos de carbamazepina, com sintomas de toxicidade como diplopia, nistagmo, ataxia, sedação e náuseas; em casos graves podem ocorrer convulsões ou coma. Sempre que possível, deve escolher-se um antibiótico alternativo que não iniba o CYP3A4 (ex.: azitromicina); se a associação for necessária, reduzir a dose de carbamazepina, monitorizar os níveis séricos e os sinais clínicos de toxicidade.
A claritromicina inibe o CYP3A4 e aumenta muito as concentrações de carbamazepina, com risco de toxicidade (diplopia, ataxia, sedação, náuseas). Preferir alternativa antibiótica; se inevitável, reduzir a dose de carbamazepina e monitorizar.
A Carbamazepina é metabolizada pelo CYP3A4, enzima fortemente inibida pela Claritromicina.
Carbamazepinemia e sinais de toxicidade nos primeiros dias.
Nistagmo, diplopia, ataxia, sedação, náuseas.
Evitar a associação; escolher um antibiótico alternativo ou monitorizar os níveis de Carbamazepina.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Claritromicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=d836ae7e-fdbf-4dcb-a90d-ede1dcbc3e67 ; rótulo aprovado Carbamazepina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=9f3d91cd-a959-4e07-a51b-8a4e9ba9ece2
O sumo de toranja inibe o CYP3A4, reduz a metabolização da carbamazepina e aumenta as concentrações plasmáticas, elevando o risco de efeitos adversos.
Recomendar a evicção do sumo de toranja; se consumido, monitorizar as concentrações plasmáticas e os sinais de toxicidade (tonturas, sonolência, ataxia, diplopia).
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Carbamazepina: https://www.medicines.org.uk/emc/product/1040/smpc
A carbamazepina tem efeitos na condução cardíaca; o bloqueio auriculoventricular é uma contraindicação absoluta.
Não prescrever a doentes com bloqueio AV; considerar terapêutica antiepilética alternativa.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Carbamazepina: https://www.medicines.org.uk/emc/product/1040/smpc
A carbamazepina está contraindicada em doentes com história de depressão da medula óssea; podem ocorrer agranulocitose e anemia aplástica.
Não utilizar nestes doentes; durante o tratamento, vigiar o hemograma e suspender em caso de leucopenia grave ou progressiva.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Carbamazepina: https://www.medicines.org.uk/emc/product/1040/smpc
As porfirias hepáticas (intermitente aguda, variegata e cutânea tardia) contraindicam a carbamazepina.
Não prescrever a doentes com história de porfiria hepática.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Carbamazepina: https://www.medicines.org.uk/emc/product/1040/smpc
A carbamazepina pode causar hiponatremia, com risco aumentado em doentes com doença renal, utilização de diuréticos ou em idosos.
Medir o sódio sérico antes do início, às 2 semanas e depois mensalmente nos primeiros meses; instituir restrição hídrica se ocorrer hiponatremia.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Carbamazepina: https://www.medicines.org.uk/emc/product/1040/smpc
O alelo HLA-B*1502 associa-se fortemente ao risco de síndrome de Stevens-Johnson com carbamazepina em populações han chinesas, tailandesas e malaias.
Rastrear o alelo antes do início sempre que possível; se positivo, não iniciar o fármaco salvo ausência de alternativa.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Carbamazepina: https://www.medicines.org.uk/emc/product/1040/smpc
A exposição no 1.º trimestre aumenta o risco de malformações major (defeitos do tubo neural, fissuras orofaciais, malformações cardiovasculares), com risco dependente da dose.
Utilizar apenas se o benefício exceder claramente o risco, em monoterapia na dose mínima eficaz e com vigilância pré-natal especializada; não suspender abruptamente. Recomenda-se suplementação de ácido fólico antes e durante a gravidez e vitamina K1 no final da gravidez.
A amamentação é possível se os benefícios forem ponderados; observar o lactente quanto a reações adversas, incluindo efeitos hepatobiliares.
A carbamazepina induz enzimas e pode falhar a contraceção hormonal; utilizar contraceção altamente eficaz (ex.: DIU) ou métodos complementares, com pelo menos 50 µg de estrogénio se hormonal.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Carbamazepina: https://www.medicines.org.uk/emc/product/1040/smpc
Ferramenta de apoio clínico e educativo. A informação não substitui a prescrição médica nem o parecer de um profissional de saúde qualificado.
Anticonvulsivante e estabilizador do humor. O efeito terapêutico na epilepsia relaciona-se com a manutenção de concentrações plasmáticas na faixa habitualmente considerada de 4 a 12 mcg/ml. O metabolismo é autoinduzido ao longo de 3 a 5 semanas, exigindo frequentemente ajuste da dose.
Bloqueia os canais de sódio dependentes da voltagem, reduzindo a atividade neuronal repetitiva de alta frequência e estabilizando as membranas neuronais. Tem também efeitos sobre os canais de cálcio e sobre os sistemas GABAérgico e serotoninérgico.
A absorção oral é lenta e irregular, com pico plasmático entre 4 e 8 horas após a toma de comprimidos (cerca de 1,5 horas para a suspensão). A ligação às proteínas plasmáticas é de cerca de 76%.
Metabolizado no fígado, com formação do epóxido 10,11-carbamazepina, um metabolito ativo. A carbamazepina é um potente indutor das enzimas do citocromo P450 (incluindo o CYP3A4), acelerando o seu próprio metabolismo e o de muitos outros fármacos. Os metabolitos são eliminados na urina e nas fezes.
A semivida inicial é de 25 a 65 horas; após autoindução enzimática (3 a 5 semanas), reduz-se para cerca de 12 a 17 horas.
Medicamentos do mesmo grupo terapêutico (classificação ATC) ou da mesma classe farmacológica.