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Anti-inflamatório intestinal (pró-fármaco de 5-ASA + sulfapiridina)
A sulfassalazina é um medicamento anti-inflamatório usado no tratamento da colite ulcerosa (ativa e manutenção da remissão) e da artrite reumatoide. É composta por ácido 5-aminossalicílico (5-ASA) ligado à sulfapiridina; no cólon, as bactérias intestinais separam-nos e o 5-ASA exerce o efeito anti-inflamatório local. Deve ser usada sob orientação médica, com vigilância analítica regular.
Também conhecido como: Salazopyrin, Azulfidine, sulfasalazine
A sulfassalazina, como a mesalazina, pode inibir a TPMT e aumentar a toxicidade da azatioprina.
A sulfassalazina (como a mesalazina, seu metabolito ativo) inibe a TPMT, enzima que inativa a 6-mercaptopurina — o metabolito ativo da azatioprina. A inibição da TPMT desvia o metabolismo para a produção de 6-tioguanina, aumentando o risco de mielossupressão (leucopenia, trombocitopenia, anemia). Esta interação é clássica na doença inflamatória intestinal (DII), onde a azatioprina é imunomoduladora e a sulfassalazina é anti-inflamatória — ambas usadas em simultâneo na DII moderada a grave. O rótulo da sulfassalazina não menciona diretamente a azatioprina, mas o mecanismo TPMT está estabelecido na literatura e documentado no rótulo da azatioprina (metabolismo via TPMT). Monitorizar hemograma semanalmente no primeiro mês, depois mensalmente; reduzir a dose de azatioprina em 25–50% ao iniciar o aminosalicilato; vigiar sinais de infeção e anemia.
Azatioprina + sulfassalazina: inibição da TPMT pela sulfassalazina — risco de mielotoxicidade aditiva. Monitorizar hemograma e reduzir dose de azatioprina.
Inibição da TPMT pela sulfassalazina com aumento dos metabolitos ativos da azatioprina.
Hemograma periódico.
Mielossupressão.
Monitorizar hemograma e dose de azatioprina.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Sulfassalazina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=d967092f-9685-446b-b7b8-17821e29417b ; rótulo aprovado Azatioprina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=5116b22b-1460-5535-e063-6394a90acbe5 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A sulfassalazina pode reduzir a absorção do ácido fólico e o seu efeito, sobretudo em uso prolongado.
O rótulo da sulfassalazina documenta que "foi notificada redução da absorção de ácido fólico e digoxina quando estes agentes foram administrados concomitantemente com sulfassalazina" e que "a sulfassalazina inibe a absorção e o metabolismo do ácido fólico, o que pode interferir com a suplementação de ácido fólico". O mecanismo envolve a sulfapiridina (metabolito da sulfassalazina), que inibe o transportador intestinal de folato reduzido (RFC). Esta interação é particularmente relevante em mulheres em idade fértil com DII (risco de defeitos do tubo neural) e em doentes com anemia megaloblástica ou doses elevadas de sulfassalazina. Suplementar com ácido fólico 1 mg/dia (ou 5 mg se planeamento de gravidez) e monitorizar os níveis séricos de folato, hemoglobina e VCM; considerar doses divididas de sulfassalazina para minimizar a exposição à sulfapiridina.
Ácido fólico + sulfassalazina: a sulfassalazina reduz a absorção intestinal de folato (sulfapiridina). Suplementar e monitorizar níveis de folato.
Inibição do transportador de folato intestinal pela sulfapiridina (metabolito da sulfassalazina).
Vigiar hemograma e sinais de anemia megaloblástica.
Anemia megaloblástica.
Considerar suplementação de ácido fólico em doentes em tratamento prolongado, sobretudo se anemia ou gravidez.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Sulfassalazina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=d967092f-9685-446b-b7b8-17821e29417b ; rótulo aprovado Ácido fólico: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=0baa10dd-6d1d-4946-8236-566451132da3 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Os alimentos podem reduzir a absorção da sulfassalazina, mas melhoram a tolerância gastrointestinal.
Tomar com alimentos para reduzir a intolerância gástrica.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Sulfassalazina: https://www.medicines.org.uk/emc/product/6686/smpc
A sulfassalazina e os seus metabolitos podem acumular-se na insuficiência renal.
Usar com precaução e monitorizar a função renal.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Sulfassalazina: https://www.medicines.org.uk/emc/product/6686/smpc
A sulfassalazina contém sulfapiridina (sulfonamida); pode causar reações alérgicas graves.
Não usar em doentes com alergia a sulfonamidas.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Sulfassalazina: https://www.medicines.org.uk/emc/product/6686/smpc
A sulfassalazina interfere com o ácido fólico; suplementar folato durante a gravidez e usar com precaução no 3.º trimestre.
Manter a suplementação de ácido fólico (ex. 1 mg/dia) durante toda a gravidez.
Compatível com o aleitamento; vigiar o recém-nascido (teoria: displasia da sulfapiridina).
Sem contraceção adicional específica.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Sulfassalazina: https://www.medicines.org.uk/emc/product/6686/smpc
Ferramenta de apoio clínico e educativo. A informação não substitui a prescrição médica nem o parecer de um profissional de saúde qualificado.
Anti-inflamatório intestinal (pró-fármaco) para a colite ulcerosa: a ação terapêutica reside sobretudo no ácido 5-aminossalicílico (5-ASA) libertado no cólon. Reações adversas frequentes (anorexia, cefaleia, náuseas, oligospermia reversível) relacionadas com a sulfapiridina sistémica.
A sulfassalazina é clivada pela flora bacteriana do cólon em sulfapiridina (transportadora) e 5-ASA (componente ativo). O 5-ASA inibe localmente a via da COX e da lipoxigenase, reduzindo prostaglandinas, leucotrienos e a quimiotaxia/degranulação dos neutrófilos na mucosa.
<15% da SSZ absorvida como fármaco-mãe (pico sérico ~6 µg/mL às 6 h, entre 3-12 h); a sulfapiridina é bem absorvida no cólon (bio ~60%); o 5-ASA é pouco absorvido (bio 10-30%). Picos de sulfapiridina e 5-ASA ~10 h após a toma (trânsito até ao cólon).
A SSZ não clivada é parcialmente metabolizada (acetilação); a sulfapiridina é extensamente metabolizada no fígado (acetilação, hidroxilação com conjugação) — o fenótipo de acetilação influencia a toxicidade; o 5-ASA é N-acetilado no epitélio intestinal e no fígado. Excreção renal dos metabolitos.
Semivida da sulfassalazina IV ~7,4 h; semivida da sulfapiridina ~10 h (dependente da acetilação); excreção renal da sulfapiridina e dos metabolitos, com eliminação fecal do 5-ASA não absorvido.
Medicamentos do mesmo grupo terapêutico (classificação ATC) ou da mesma classe farmacológica.