A aspirina (ácido acetilsalicílico) é usada para dor, febre e inflamação em doses normais, e em doses baixas para prevenir ataques cardíacos e AVC. É um dos medicamentos mais usados, mas aumenta o risco de hemorragia e de irritação do estômago.
Também conhecido como: Aspirina
A associação de apixabano com aspirina aumenta o risco de hemorragia, sobretudo gastrointestinal, embora possa ser benéfica em indicações específicas.
A aspirina inibe irreversivelmente a COX-1 plaquetária e lesa a mucosa gastrointestinal; o apixabano inibe o fator Xa. Em conjunto, o risco de hemorragia — em particular digestiva — aumenta de forma aditiva e clinicamente relevante, sobretudo em idosos, com função renal diminuída, história de úlcera ou hemorragia, ou com outros antiagregantes. A dupla terapia com anticoagulante e antiagregante está reservada a indicações específicas (por exemplo, FA com doença coronária recente). Fora dessas situações, evitar a associação; se inevitável, usar a menor dose de aspirina, considerar gastroproteção e instruir o doente para sinais de hemorragia.
Apixabano + aspirina: risco hemorrágico aditivo (antiagregação + anticoagulação + lesão gastrointestinal). Avaliar criteriosamente a indicação.
O apixabano inibe o fator Xa e a aspirina inibe a cicloxigenase-1 plaquetária; os efeitos anti-hemostáticos são aditivos sem interação farmacocinética relevante.
Vigiar sinais de hemorragia, hemoglobina e sintomas gastrointestinais.
Hemorragia incontrolável, melenas, hematemeses, hematuria.
Avaliar o risco hemorrágico; quando indicada (ex.: FA com doença arterial), usar a menor dose eficaz e protetor gástrico.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Apixabano: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=a454cd24-0c6d-46e8-b1e4-197388606175 ; rótulo aprovado Aspirina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=3ba0a9f2-062a-401e-82eb-54383a822366 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Risco hemorrágico muito elevado. A dupla anticoagulação + antiagregação quase duplica a taxa de hemorragia major.
A aspirina inibe irreversivelmente a COX-1 plaquetária e a varfarina reduz os fatores de coagulação dependentes da vitamina K: os dois mecanismos somam-se e o risco de hemorragia major — incluindo hemorragia intracraniana e gastrointestinal — quase duplica em comparação com cada fármaco isolado. A associação só tem lugar em indicações específicas (ex.: síndrome coronária aguda com necessidade de anticoagulação, prótese valvular mecânica com doença aterosclerótica), sempre com o INR no limite inferior do intervalo alvo e proteção gástrica quando indicada. Fora dessas situações, a dupla terapêutica deve ser evitada, pesando sempre o risco hemorrágico individual.
Cumarínico + antiagregante: o risco de hemorragia major quase duplica (hemorragia intracraniana e gastrointestinal). Reservar a associação para indicações cardiológicas específicas; nos restantes, evitar.
Efeito antiplaquetário irreversível da Aspirina somado à anticoagulação da Warfarina.
INR apertado e vigilância hemorrágica regular.
Hemorragia gastrointestinal; hemorragia intracraniana (cefaleia súbita e grave).
Evitar exceto em indicações específicas (ex.: válvulas mecânicas) e sob supervisão especializada.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Warfarina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=541c9a70-adaf-4ef3-94ba-ad4e70dfa057 ; rótulo aprovado Ácido acetilsalicílico: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=3ba0a9f2-062a-401e-82eb-54383a822366
Dabigatrano com aspirina aumenta o risco hemorrágico, sobretudo gastrointestinal.
A aspirina inibe as plaquetas e lesa a mucosa gástrica, e o dabigatrano inibe diretamente a trombina; a associação aumenta o risco de hemorragia gastrointestinal e de outras localizações de forma aditiva. O risco é maior em idosos (mais de 75 anos), insuficiência renal (o dabigatrano é eliminado por via renal), baixo peso e história de hemorragia ou úlcera. A combinação de anticoagulante com antiagregante está reservada a indicações específicas (FA + doença coronária recente); fora delas, evitar. Se inevitável, considerar a menor dose de dabigatrano, gastroproteção e vigilância de sinais de hemorragia.
Aspirina + dabigatrano: risco hemorrágico aditivo (antiagregação + antitrombina + lesão gastrointestinal). Avaliar a indicação e a dose.
O dabigatrano inibe a trombina e a aspirina a COX-1 plaquetária; efeito hemorrágico aditivo.
Vigiar hemorragia e sintomas dispépticos.
Sangramento gastrointestinal, anemia, hematúria.
Avaliar risco-benefício; a associação é usada em FA + doença coronária selecionada.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Dabigatrano: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=f7ea7e2c-ca54-4ecc-9fc7-bd3571b0ebc2 ; rótulo aprovado Aspirina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=3ba0a9f2-062a-401e-82eb-54383a822366 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
O metamizol pode reduzir o efeito antiagregante do ácido acetilsalicílico em baixa dose.
O metamizol, como alguns AINEs, pode interferir com a acetilação irreversível da COX-1 plaquetária pela aspirina e reduzir o seu efeito antiagregante, sobretudo quando tomado antes da aspirina; além disso, o metamizol associa-se a agranulocitose, embora rara. A associação deve ser ponderada: preferir paracetamol para analgesia pontual em doentes a tomar aspirina de baixa dose, separar a toma quando possível e instruir o doente para sinais de hemorragia ou de infeção (febre, faringite) que possam indicar agranulocitose.
Aspirina + metamizol: o metamizol pode interferir com o efeito antiagregante da aspirina e adiciona risco hematológico (agranulocitose). Vigiar.
O metamizol interfere com a inibição da COX-1 plaquetária pelo AAS, podendo diminuir a cardioproteção.
Risco cardiovascular e adesão à antiagregação do doente.
Novo evento isquémico com uso de AAS requer revisão da estratégia antitrombótica.
Evitar a coadministração quando o AAS é usado para prevenção cardiovascular.
EMA (referência Article 31) — Metamizole: https://www.ema.europa.eu/en/medicines/human/referrals/metamizole-containing-medicinal-products ; rótulo aprovado Aspirina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=3ba0a9f2-062a-401e-82eb-54383a822366 — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012) e SmPC nacional Analgin 500 mg (HALMED)
Aspirina + metotrexato: possível aumento da toxicidade do metotrexato (depuração renal).
O metotrexato é eliminado maioritariamente por secreção tubular renal, e os salicilatos (aspirina) e outros AINEs reduzem essa excreção por competição no túbulo, podendo aumentar as concentrações do metotrexato e o risco de mielossupressão, mucosite, hepatotoxicidade e nefrotoxicidade. Com doses altas de metotrexato (quimioterapia), a associação é contraindicada; com doses baixas (artrite reumatoide, psoríase), usar com precaução, vigiando hemograma, função renal e mucosite, sobretudo em idosos. Em doentes com indicação antiagregante, o risco deve ser ponderado com o reumatologista.
Aspirina + metotrexato: o AAS reduz a depuração renal do metotrexato e aumenta a toxicidade. Evitar com doses altas; vigiar de perto com doses baixas.
A aspirina (sobretudo em doses AINE) pode reduzir a depuração renal do metotrexato.
Hemograma e função renal em terapêuticas prolongadas.
Úlceras orais, sinais de mielossupressão.
Preferir paracetamol quando possível; monitorizar hemograma se a associação for necessária.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Metotrexato: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=757d6cef-6696-7a1c-8074-01258aaa8bdd ; rótulo aprovado Ácido acetilsalicílico: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=3ba0a9f2-062a-401e-82eb-54383a822366 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
AINE + aspirina em baixa dose: pode reduzir o efeito cardioprotetor da aspirina e aumentar o risco GI.
A associação de aspirina com outro AINE (naproxeno) soma a toxicidade gastrointestinal (úlcera, hemorragia) e renal, sem benefício analgésico adicional. Em relação ao efeito antiagregante, a interferência com a acetilação irreversível da COX-1 plaquetária pela aspirina está bem documentada com o ibuprofeno; com o naproxeno os dados são menos consistentes, mas a precaução aplica-se por prudência em doentes a tomar AAS de baixa dose. Recomenda-se evitar a toma simultânea: usar um único AINE, considerar paracetamol para analgesia e, se a aspirina antiagregante for necessária, separar a toma do naproxeno (pelo menos 2 horas, idealmente mais) ou usar um AINE com menor interferência.
Aspirina + naproxeno: risco gastrointestinal aditivo e possível interferência do naproxeno com o efeito antiagregante da aspirina. Evitar a toma simultânea.
Os AINE podem ocupar o mesmo local ativo da COX e interferir com a inibição antiagregante irreversível da aspirina.
Reavaliar periodicamente a necessidade da associação e a gastroproteção.
Sinais de evento trombótico ou hemorragia GI.
Tomar a aspirina pelo menos 2 h antes do AINE quando possível; considerar paracetamol para analgesia.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Naproxeno: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=24d44eb6-921e-4150-a6b2-81f42ced32ab ; rótulo aprovado Ácido acetilsalicílico: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=3ba0a9f2-062a-401e-82eb-54383a822366 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A associação de rivaroxabano com aspirina aumenta o risco de hemorragia, em particular gastrointestinal.
A aspirina inibe as plaquetas e lesa a mucosa gástrica, e o rivaroxabano inibe o fator Xa; a associação aumenta o risco de hemorragia, em particular digestiva, de forma aditiva. Fatores de risco: idade avançada, insuficiência renal ou hepática, história de úlcera ou hemorragia e uso de outros antiagregantes. A combinação anticoagulante + antiagregante está reservada a indicações específicas (por exemplo, FA + doença coronária recente, ou doença arterial periférica em que o rivaroxabano 2,5 mg é usado com aspirina de forma intencional). Fora dessas indicações, evitar; se usada, respeitar o esquema aprovado e vigiar sinais de hemorragia.
Aspirina + rivaroxabano: risco hemorrágico aditivo (antiagregação + anti-Xa + lesão gastrointestinal). Avaliar a indicação e a dose.
Rivaroxabano inibe o fator Xa; a aspirina bloqueia a via do tromboxano plaquetário, com efeito hemorrágico aditivo.
Vigiar hemoglobina, hematócrito e sinais de sangramento.
Sangramento gastrointestinal, anemia aguda, tonturas por perda sanguínea.
Ponderar o benefício cardiovascular contra o risco hemorrágico; usar a dose mais baixa eficaz.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Rivaroxabano: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=481b7802-5093-43e7-bbd9-1532197eb6e6 ; rótulo aprovado Aspirina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=3ba0a9f2-062a-401e-82eb-54383a822366 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Dupla antiagregação plaquetária: aumenta o risco de hemorragia. É uma associação frequentemente indicada (ex.: pós-síndrome coronária aguda), mas requer avaliação do risco hemorrágico.
A aspirina e o clopidogrel inibem a agregação plaquetária por mecanismos complementares (COX-1 e recetor P2Y12), e a dupla antiagregação é a terapêutica padrão após síndrome coronária aguda e stents coronários, com redução de eventos trombóticos. No entanto, o benefício é acompanhado de um aumento do risco hemorrágico, em particular digestivo, sobretudo em idosos, com história de úlcera ou hemorragia, ou com anticoagulantes. A duração da dupla terapia deve ser definida pelo risco isquémico vs hemorrágico (habitualmente 1–12 meses consoante o cenário), com gastroproteção (IBP) nos doentes de risco e reavaliação periódica.
Aspirina + clopidogrel: dupla antiagregação com risco hemorrágico aditivo. Usar apenas nas indicações aprovadas (SCA, stents) e avaliar a duração.
A Aspirina inibe irreversivelmente a COX-1 e o Clopidogrel bloqueia o recetor P2Y12 — efeito aditivo na agregação plaquetária.
Vigilância de sinais de hemorragia durante todo o tratamento.
Hemorragia prolongada, hematúria, melenas, dor abdominal intensa.
Usar apenas sob prescrição médica dentro das indicações aprovadas; avaliar a duração do tratamento e o risco hemorrágico individual.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Clopidogrel: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=c9928956-bb7b-4ec2-bc38-d3c9c4199cae ; rótulo aprovado Ácido acetilsalicílico: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=3ba0a9f2-062a-401e-82eb-54383a822366
O Ibuprofeno pode reduzir o efeito cardioprotetor da Aspirina de baixa dose.
O ibuprofeno, quando tomado antes da aspirina de baixa dose (antiagregante), pode ocupar reversivelmente o local ativo da COX-1 plaquetária e impedir a acetilação irreversível pela aspirina, reduzindo o efeito antiagregante e a proteção cardiovascular. O risco é maior com ibuprofeno de venda livre tomado regularmente. Recomenda-se tomar o ibuprofeno pelo menos 30–60 minutos depois da aspirina (ou 8 horas antes, em dose única), ou preferir paracetamol para analgesia pontual. Em doentes com alto risco cardiovascular, esta interação deve ser evitada.
O ibuprofeno pode reduzir o efeito cardioprotetor da aspirina de baixa dose. Tomar o ibuprofeno 30–60 min após a aspirina ou usar paracetamol.
O Ibuprofeno ocupa o local de ligação da ciclo-oxigenase-1, impedindo a inibição irreversível pela Aspirina.
Sem monitorização laboratorial; considerar uma alternativa analgésica em doentes de alto risco.
Sinais de novo evento cardiovascular — dor torácica, falta de ar súbita.
Se ambos forem necessários, tomar o Ibuprofeno 2 horas depois da Aspirina de libertação imediata.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Ácido acetilsalicílico: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=3ba0a9f2-062a-401e-82eb-54383a822366 ; rótulo aprovado Ibuprofeno: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=14515409-736f-4119-b6a0-cb19ee2e948e
A enoxaparina com aspirina aumenta o risco de hemorragia.
A aspirina e a enoxaparina (heparina de baixo peso molecular) atuam em vias complementares da hemostase — antiagregação plaquetária e anti-Xa/antitrombina — e a associação é utilizada intencionalmente na síndrome coronária aguda. O risco de hemorragia (em particular digestiva e no local de punção) é aditivo, sobretudo em idosos, insuficiência renal, baixo peso ou com outros antiagregantes/anticoagulantes. Recomenda-se vigiar sinais de hemorragia, a função renal e a contagem plaquetária (risco de trombocitopenia induzida pela heparina, sobretudo com enoxaparina), e considerar gastroproteção.
Aspirina + enoxaparina: risco hemorrágico aditivo. Usar apenas com indicação clara (SCA) e vigiar hemorragia, função renal e trombocitopenia.
A HBPM potencializa a antitrombina e a aspirina bloqueia o tromboxano; risco hemorrágico aditivo.
Vigiar hemorragia no local de injeção, hematomas e hemograma.
Hematoma extenso, melenas, sangramento prolongado.
Usar a associação apenas quando indicada (ex.: SCA); vigiar sinais de sangramento.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Enoxaparina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=5017a927-2a24-4f27-89f9-27c805bf7d59 ; rótulo aprovado Aspirina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=3ba0a9f2-062a-401e-82eb-54383a822366 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Hidroxicloroquina + aspirina: risco gastrointestinal aditivo.
A aspirina, sobretudo em doses anti-inflamatórias ou com uso prolongado, pode irritar a mucosa gástrica; a hidroxicloroquina associa-se também a sintomas gastrointestinais (náuseas, diarreia, desconforto abdominal). A associação pode somar estes efeitos e aumentar o risco de dispepsia ou, mais raramente, de lesão da mucosa. Em doentes com história de úlcera, considerar gastroproteção, usar a menor dose eficaz de aspirina e vigiar sintomas digestivos; a toma com alimentos pode reduzir o desconforto.
Hidroxicloroquina + aspirina: risco gastrointestinal aditivo. Usar com precaução e vigiar sintomas digestivos.
Ambos podem irritar a mucosa gástrica.
Sintomas GI após a associação.
Dispepsia, dor epigástrica, melena.
Vigiar sintomas dispépticos; considerar gastroprotecção em doentes de risco.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Hidroxicloroquina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=da435181-0c5a-4188-8d59-51234116b005 ; rótulo aprovado Ácido acetilsalicílico: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=3ba0a9f2-062a-401e-82eb-54383a822366 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Corticosteroide + aspirina: risco gastrointestinal aditivo (úlcera/hemorragia).
A aspirina (sobretudo em doses anti-inflamatórias ou com uso prolongado) inibe as prostaglandinas gastroprotetoras e pode lesar a mucosa; os corticosteroides sistémicos, como a dexametasona, inibem a reparação da mucosa e podem mascarar sinais de perfuração. Em conjunto, o risco de úlcera, hemorragia e perfuração digestiva aumenta, particularmente em idosos, em doses elevadas e em tratamentos prolongados. Considerar gastroproteção com inibidor da bomba de protões nos doentes de risco, usar a menor dose eficaz de cada fármaco e vigiar sintomas digestivos.
Aspirina + dexametasona: risco aditivo de úlcera e hemorragia gastrointestinal. Considerar gastroproteção nos doentes de risco.
Ambos enfraquecem a proteção da mucosa gástrica.
Sintomas digestivos e sinais de hemorragia.
Melena, hematemese, dor abdominal.
Considerar gastroprotecção (IBP) em doentes de risco.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Dexametasona: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=7cbd9005-7df2-47ee-adb3-7244c1c69bc3 ; rótulo aprovado Ácido acetilsalicílico: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=3ba0a9f2-062a-401e-82eb-54383a822366 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A aspirina em doses elevadas pode aumentar o efeito da glibenclamida e baixar demasiado o açúcar no sangue. Vigie a glicemia.
A SmPC da glimepirida (EMC-UK) e o rótulo da glibenclamida listam os salicilatos entre os fármacos que potenciam o efeito hipoglicemiante das sulfonilureias, por deslocação da ligação às proteínas e por efeito hipoglicemiante próprio em doses elevadas. A aspirina em dose antiagregante (75–100 mg) tem impacto limitado, mas doses analgésicas/anti-inflamatórias exigem vigilância da glicemia.
Os salicilatos em doses elevadas potenciam o efeito hipoglicemiante das sulfonilureias (deslocação proteica e efeito hipoglicemiante próprio). Vigiar glicemia; a aspirina em dose antiagregante baixa tem efeito mínimo.
Deslocação da ligação proteica e efeito hipoglicemiante próprio dos salicilatos em doses elevadas.
Glicemia capilar; sintomas de hipoglicemia.
Hipoglicemia — sudação, tremor, confusão.
Vigiar glicemia se doses elevadas de aspirina forem usadas; preferir dose antiagregante baixa se possível.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Glibenclamida: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=524eec41-37ee-419a-b7a1-d23e888ae6ab ; rótulo aprovado Aspirina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=3ba0a9f2-062a-401e-82eb-54383a822366 ; EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Glimepirida: https://www.medicines.org.uk/emc/product/10742/smpc ; Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
O álcool aumenta o risco de irritação e hemorragia gástrica.
Evitar álcool, sobretudo em dose anti-inflamatória ou em doentes de risco.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Ácido acetilsalicílico: https://www.medicines.org.uk/emc/product/8627/smpc
A aspirina pode desencadear broncospasmo grave em doentes com asma induzida por AINE.
Não usar aspirina em doentes com história de asma/urticária por AINE.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Aspirina: https://www.medicines.org.uk/emc/product/102206/smpc
A aspirina está contraindicada em úlcera péptica ativa e em hemorragia gastrointestinal ativa, pelo risco de agravamento.
Não usar em úlcera ativa; considerar antiagregante alternativo após avaliação.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Aspirina: https://www.medicines.org.uk/emc/product/102206/smpc
A aspirina (em dose AINE) pode reduzir a função renal.
Usar a menor dose eficaz e vigiar creatinina em insuficiência renal.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Ácido acetilsalicílico: https://www.medicines.org.uk/emc/product/8627/smpc
A aspirina em dose baixa pode ser usada na gravidez quando indicada (ex.: pré-eclâmpsia); doses elevadas devem ser evitadas.
Dose baixa (75-150 mg/dia) sob orientação médica; evitar doses analgésicas elevadas no 3.º trimestre.
A aspirina passa ao leite em pequenas quantidades; o uso ocasional é aceite, doses elevadas devem ser evitadas.
Sem contraceção adicional específica.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Aspirina: https://www.medicines.org.uk/emc/product/102206/smpc
Ferramenta de apoio clínico e educativo. A informação não substitui a prescrição médica nem o parecer de um profissional de saúde qualificado.
AINE com efeito antiagregante plaquetário irreversível e dose-dependente: em dose baixa (75–100 mg/dia) inibe a produção de tromboxano A2 plaquetário, prevenindo eventos trombóticos; em doses mais altas tem efeito analgésico, antipirético e anti-inflamatório. Liga-se à albumina sérica (aspirina e ácido salicílico) e distribui-se pela cavidade sinovial, SNC e saliva.
Acetila de forma irreversível a ciclo-oxigenase (COX-1 e COX-2), inibindo a síntese de prostaglandinas e tromboxano A2. Como as plaquetas não têm núcleo, não sintetizam novas enzimas — o efeito antiagregante persiste durante toda a vida da plaqueta (7–10 dias).
Em solução aquosa, a aspirina é rapidamente absorvida no estômago (pH baixo); nos comprimidos a absorção é limitada pela desintegração. A absorção segue cinética de primeira ordem com semivida de absorção de 5 a 16 minutos; apenas cerca de 68% da dose atinge a circulação sistémica como aspirina.
A aspirina é extensamente hidrolisada em ácido salicílico por esterases inespecíficas no fígado e, em menor grau, no estômago. O ácido salicílico é conjugado (ácido salicilúrico por glicina; glucuronídeos), oxidado a ácido gentísico e excretado em parte inalterado pelos rins; a eliminação renal depende do pH urinário, do fluxo urinário e da presença de ácidos orgânicos.
A semivida sérica da aspirina é de cerca de 20 minutos; a do ácido salicílico é dependente da dose — cerca de 2 a 3 horas em doses baixas, prolongando-se para 15 a 30 horas em doses anti-inflamatórias altas (saturação das vias metabólicas).
Medicamentos do mesmo grupo terapêutico (classificação ATC) ou da mesma classe farmacológica.