O rivaroxabano é um anticoagulante (dilui o sangue) usado para prevenir AVC em pessoas com fibrilhação auricular, para tratar e prevenir tromboses e embolias, e para prevenir coágulos após cirurgias ortopédicas. Toma-se por via oral, geralmente com alimentos na dose de 15/20 mg.
Também conhecido como: Xarelto, rivaroxaban
A associação de rivaroxabano com aspirina aumenta o risco de hemorragia, em particular gastrointestinal.
A aspirina inibe as plaquetas e lesa a mucosa gástrica, e o rivaroxabano inibe o fator Xa; a associação aumenta o risco de hemorragia, em particular digestiva, de forma aditiva. Fatores de risco: idade avançada, insuficiência renal ou hepática, história de úlcera ou hemorragia e uso de outros antiagregantes. A combinação anticoagulante + antiagregante está reservada a indicações específicas (por exemplo, FA + doença coronária recente, ou doença arterial periférica em que o rivaroxabano 2,5 mg é usado com aspirina de forma intencional). Fora dessas indicações, evitar; se usada, respeitar o esquema aprovado e vigiar sinais de hemorragia.
Aspirina + rivaroxabano: risco hemorrágico aditivo (antiagregação + anti-Xa + lesão gastrointestinal). Avaliar a indicação e a dose.
Rivaroxabano inibe o fator Xa; a aspirina bloqueia a via do tromboxano plaquetário, com efeito hemorrágico aditivo.
Vigiar hemoglobina, hematócrito e sinais de sangramento.
Sangramento gastrointestinal, anemia aguda, tonturas por perda sanguínea.
Ponderar o benefício cardiovascular contra o risco hemorrágico; usar a dose mais baixa eficaz.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Rivaroxabano: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=481b7802-5093-43e7-bbd9-1532197eb6e6 ; rótulo aprovado Aspirina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=3ba0a9f2-062a-401e-82eb-54383a822366 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
O ibuprofeno aumenta o risco hemorrágico com rivaroxabano.
O rivaroxabano inibe o fator Xa e o ibuprofeno acrescenta inibição plaquetária e lesão da mucosa gastrointestinal, aumentando o risco de hemorragia, em particular digestiva. Fatores de risco: idade avançada, insuficiência renal ou hepática, história de hemorragia ou úlcera e uso de outros antiagregantes. Preferir paracetamol para analgesia; se o AINE for necessário, usar a menor dose eficaz pelo menor tempo, considerar gastroproteção e instruir o doente para sinais de hemorragia (fezes escuras, hematúria, equimoses, cefaleia súbita).
Rivaroxabano + ibuprofeno: risco hemorrágico aditivo. Evitar se possível; se inevitável, usar menor dose, menor tempo e vigiar sinais de hemorragia.
Efeito antiagregante e gastroirritativo do ibuprofeno adiciona-se ao efeito do rivaroxabano.
Vigiar sinais de hemorragia gastrointestinal.
Melenas, hematemeses, dor abdominal com anemia.
Evitar AINE de forma prolongada; usar a menor dose e a menor duração.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Rivaroxabano: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=481b7802-5093-43e7-bbd9-1532197eb6e6 ; rótulo aprovado Ibuprofeno: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=291602fa-8ebe-4200-bba7-9798c90f8a50 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A dupla rivaroxabano + clopidogrel aumenta o risco de hemorragia major.
O clopidogrel inibe a agregação plaquetária e o rivaroxabano inibe o fator Xa; a associação soma os efeitos na hemostase e aumenta o risco de hemorragia major. O rótulo do rivaroxabano refere explicitamente que "o clopidogrel e o uso crónico de AINEs podem aumentar o risco de hemorragia" e recomenda precaução com o uso concomitante de "antiagregantes, outros antitrombóticos, fibrinolíticos e AINEs"; o do clopidogrel refere que o risco aumenta com "o uso concomitante de outros fármacos que aumentam o risco de hemorragia". A dupla terapêutica rivaroxabano 2,5 mg + aspirina/clopidogrel está aprovada em contextos específicos (doença arterial coronária/periférica com CAD/PAD) por períodos definidos, mas a associação com clopidogrel em geral deve ser evitada. Vigiar sinais de hemorragia (incluindo intracraniana e GI) e a função renal.
Clopidogrel + rivaroxabano: hemorragia aditiva (antiagregante + anticoagulante). Vigiar hemorragia; combinação de curta duração em contextos restritos.
Efeito antitrombótico combinado (fator Xa + P2Y12) com hemorragia aditiva.
Vigiar sinais de sangramento e hemograma.
Hemorragia cerebral, gastrointestinal ou retroperitoneal.
Reservar para indicações de alto risco trombótico; considerar protetor gástrico.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Rivaroxabano: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=481b7802-5093-43e7-bbd9-1532197eb6e6 ; rótulo aprovado Clopidogrel: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=55731d95-0c99-ff61-e063-6394a90a1ab5 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A transição entre rivaroxabano e varfarina requer sobreposição controlada; a toma simultânea prolongada aumenta a hemorragia.
A associação de warfarina e rivaroxabano (antagonista da vitamina K + inibidor direto do fator Xa) não tem indicação terapêutica e aumenta substancialmente o risco de hemorragia major, incluindo hemorragia intracraniana. A transição entre os dois fármacos deve seguir protocolo: ao mudar de warfarina para rivaroxabano, suspender a warfarina e iniciar o rivaroxabano quando o INR estiver abaixo do limiar (geralmente < 3,0); ao contrário, iniciar a warfarina em sobreposição com o rivaroxabano até o INR estar no intervalo terapêutico, suspendendo depois o rivaroxabano. A dupla anticoagulação prolongada é um erro de medicação — alertar o doente para sinais de hemorragia.
Dois anticoagulantes em simultâneo: risco hemorrágico aditivo. Não associar; a transição entre warfarina e rivaroxabano exige protocolo com INR controlado.
A sobreposição duplica a anticoagulação; o efeito do rivaroxabano sobrepõe-se à varfarina antes de esta atingir o INR-alvo.
Monitorizar o INR conforme o protocolo de transição e sinais de hemorragia.
INR supra-terapêutico, hemorragia ativa durante a transição.
Seguir o esquema de transição da SmPC: varfarina + rivaroxabano durante 2 dias até INR ≥ 2,0 (e vice-versa).
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Rivaroxabano: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=481b7802-5093-43e7-bbd9-1532197eb6e6 ; rótulo aprovado Varfarina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=541c9a70-adaf-4ef3-94ba-ad4e70dfa057 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
O álcool aumenta o risco de hemorragia em doentes anticoagulados com rivaroxabano.
Limitar o consumo de álcool durante o tratamento.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Rivaroxabano: https://www.medicines.org.uk/emc/product/100864/smpc
O rivaroxabano está contraindicado em doença hepática com coagulopatia e risco hemorrágico clinicamente relevante.
Não usar em Child-Pugh C ou coagulopatia associada.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Rivaroxabano: https://www.medicines.org.uk/emc/product/100864/smpc
O rivaroxabano está contraindicado em hemorragia ativa clinicamente significativa.
Não usar em doentes com hemorragia ativa.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Rivaroxabano: https://www.medicines.org.uk/emc/product/100864/smpc
O rivaroxabano está contraindicado na gravidez, pelo risco hemorrágico para a mãe e o feto.
Não usar na gravidez; usar HBPM quando anticoagulação for necessária.
Contraindicado durante o aleitamento.
Mulheres em idade fértil devem utilizar contraceção eficaz durante o tratamento.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Rivaroxabano: https://www.medicines.org.uk/emc/product/100864/smpc
Ferramenta de apoio clínico e educativo. A informação não substitui a prescrição médica nem o parecer de um profissional de saúde qualificado.
Anticoagulante oral de ação direta que inibe seletiva e reversivelmente o fator Xa, reduzindo a geração de trombina e a formação do trombo. A inibição do fator Xa prolonga o tempo de protrombina (TP) e o TTPa de forma dose-dependente; sem necessidade de monitorização de rotina.
O rivaroxabano liga-se ao sítio ativo do fator Xa, livre e ligado ao complexo protrombinase, inibindo a conversão da protrombina em trombina. Não inibe diretamente a trombina nem afeta a agregação plaquetária.
A biodisponibilidade absoluta é dose-dependente: 80–100% para 2,5 mg e ~66% para 20 mg em jejum (os alimentos aumentam a absorção das doses 15/20 mg). Os picos ocorrem 2–4 horas após a toma; a ligação às proteínas plasmáticas é de 92–95% e o volume de distribuição no estado estacionário é de ~50 L.
Cerca de 51% da dose oral é recuperada como metabolitos inativos na urina (30%) e fezes (21%). A degradação oxidativa pelo CYP3A4/5 e CYP2J2 e a hidrólise são os principais locais de biotransformação; não há metabolitos ativos circulantes major.
A semivida terminal de eliminação é de 5–9 horas em adultos jovens saudáveis (20–45 anos) e de 11–13 horas em idosos (60–76 anos). A depuração sistémica é de ~10 L/hora; ~36% da dose é recuperada inalterada na urina (secretada ativamente) e 7% nas fezes.
Medicamentos do mesmo grupo terapêutico (classificação ATC) ou da mesma classe farmacológica.