A furosemida é um diurético de ação forte usado para eliminar o excesso de líquidos do corpo, por exemplo em doentes com insuficiência cardíaca ou problemas renais. Pode baixar demasiado o potássio e a tensão arterial, por isso é importante fazer análises regulares.
Também conhecido como: Lasix
A hipocaliemia induzida pela Furosemida aumenta a toxicidade da Digoxina.
A furosemida é um diurético de ansa que causa depleção de potássio e magnésio, os eletrólitos que mais condicionam a toxicidade digitálica. A hipocaliemia aumenta a ligação da digoxina à Na+/K+-ATPase e potencia as arritmias, mesmo com níveis terapêuticos. Esta é uma associação clássica em doentes com insuficiência cardíaca, que usam os dois fármacos em conjunto. Recomenda-se monitorizar o potássio sérico (manter ≥ 4,0 mEq/L) e o magnésio, corrigir défices, vigiar o ECG e considerar a monitorização da digoxinemia em doentes instáveis.
Diurético de ansa + digoxina: a hipocaliemia e hipomagnesiemia induzidas aumentam a toxicidade digitálica. Monitorizar eletrólitos e ECG.
A perda renal de potássio sensibiliza o miocárdio ao efeito da Digoxina.
Eletrólitos e digoxinemia; ECG se houver sintomas.
Náuseas, anorexia, bradicardia, arritmias, confusão.
Monitorizar K+ e repor precocemente; ajustar a dose de Digoxina se houver alteração da função renal.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Digoxina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=5886e233-b2da-4acb-be05-9bf40fb8e7f4 ; rótulo aprovado Furosemida: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=7cdcd001-ab4b-4210-a455-2e17a7bc4972
Calcitriol + diurético de ansa: efeitos contrários sobre a calcemia.
O calcitriol (vitamina D ativa) aumenta a absorção intestinal de cálcio e tende a elevar a calcemia, enquanto a furosemida aumenta a excreção urinária de cálcio e tende a reduzi-la. Os efeitos são contrários e, na prática, a combinação é por vezes usada (por exemplo, na hipercalcemia com hipercalciúria), mas exige monitorização: a furosemida pode mascarar a hipercalcemia induzida pelo calcitriol ou, em doentes desidratados, precipitar hipocalcemia. Recomenda-se vigiar o cálcio sérico, o magnésio e a função renal, e ajustar as doses conforme os objetivos terapêuticos.
Calcitriol + diurético de ansa: efeitos contrários sobre a calcemia. Monitorizar cálcio e função renal.
A furosemida aumenta a excreção renal de cálcio, contrariando em parte o efeito do calcitriol.
Calcemia na terapêutica prolongada.
Cãibras, parestesias (hipocalcémia).
Monitorizar calcemia se associação prolongada, especialmente em insuficiência renal.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Calcitriol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=8465337c-86ca-ea9d-e053-2991aa0ab167 ; rótulo aprovado Furosemida: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=6d9caaab-d874-4cf1-b9fe-408452a18998 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Furosemida + magnésio: a furosemida aumenta a perda renal de magnésio.
Os diuréticos de ansa (furosemida) aumentam a excreção renal de magnésio (e de potássio), podendo causar hipomagnesemia em doentes em tratamento prolongado ou com doses elevadas. A hipomagnesemia é clinicamente relevante por si (fraqueza, tetania, arritmias) e por potenciar a toxicidade digitálica e a hipocaliemia. Em doentes a receber sulfato de magnésio (perfusão ou reposição oral) com furosemida, monitorizar a magnesemia e a potassemia, corrigir os défices e reavaliar periodicamente a necessidade do diurético e da reposição.
Furosemida + magnésio: a furosemida aumenta a perda renal de magnésio — risco de hipomagnesemia.
Os diuréticos de ansa aumentam a excreção urinária de magnésio; a suplementação corrige o défice, mas exige monitorização.
Magnésio sérico e função renal.
Fraqueza, cãibras, arritmias.
Monitorizar magnésio sérico durante a suplementação em doentes a diuréticos.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Furosemida: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=6d9caaab-d874-4cf1-b9fe-408452a18998 ; rótulo aprovado Sulfato de magnésio: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=a5a9f565-639c-4b22-b9e5-718bac7cfcf3 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Corticosteroide + diurético de ansa: risco de hipocaliemia aditiva.
A furosemida provoca perda renal de potássio (hipocaliemia, alcalose hipoclorémica), e os corticosteroides sistémicos, como a dexametasona, aumentam a excreção de potássio e podem causar alcalose hipocaliémica, sobretudo em doses elevadas. Em conjunto, o risco de hipocaliemia é aditivo, com potencial para arritmias, sobretudo em doentes com doença cardíaca, idosos ou com outros fármacos que baixem o potássio. Os rótulos da furosemida e dos corticosteroides recomendam monitorizar os eletrólitos séricos e considerar suplementação de potássio durante a associação.
Dexametasona + furosemida: risco aditivo de hipocaliemia e alcalose hipocaliémica. Monitorizar potássio e ECG.
Ambos aumentam a perda renal de potássio.
Potássio sérico e sintomas de hipocaliemia.
Fraqueza, cãibras, arritmias.
Monitorizar o potássio sérico; considerar suplementação se necessário.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Dexametasona: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=7cbd9005-7df2-47ee-adb3-7244c1c69bc3 ; rótulo aprovado Furosemida: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=6d9caaab-d874-4cf1-b9fe-408452a18998 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A hipocaliemia induzida pela furosemida aumenta o risco de torsades de pointes com sotalol.
O sotalol prolonga o intervalo QT e o risco de torsades de pointes aumenta quando o potássio (e o magnésio) séricos descem. A furosemida, ao depletar estes eletrólitos, cria o ambiente eletrofisiológico para arritmias ventriculares polimórficas potencialmente fatais. A associação não é proibida, mas exige disciplina: repor o potássio para pelo menos 4,0 mEq/L antes de iniciar o sotalol, corrigir a hipomagnesiemia, monitorizar o QT e os eletrólitos durante o tratamento e evitar outros fármacos que prolonguem o QT.
Diurético de ansa + sotalol: a hipocaliemia/hipomagnesiemia induzida pelo diurético aumenta o risco de torsades de pointes num fármaco que prolonga o QT. Corrigir eletrólitos antes e monitorizar o ECG.
A depleção de potássio e magnésio pela furosemida predispõe a arritmias ventriculares no QT do sotalol.
Potássio, magnésio, ECG (QT).
Síncope ou arritmia ventricular (torsades).
Corrigir a hipocalemia antes da associação e monitorizar eletrólitos.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Sotalol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=9a36d95c-6e93-4e57-befe-b5274f359244 ; rótulo aprovado Furosemida: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=6d9caaab-d874-4cf1-b9fe-408452a18998 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A associação de Amicacina com Furosemida aumenta o risco de ototoxicidade e nefrotoxicidade, por efeito aditivo sobre o ouvido interno e o rim.
Tanto a amicacina (aminoglicosídeo) como a furosemida (diurético de ansa) são ototóxicos, e a associação potencia o risco de lesão auditiva e vestibular, sobretudo em doentes com insuficiência renal, doses elevadas ou administração intravenosa rápida. O rótulo da amicacina recomenda evitar o uso concomitante com diuréticos potentes (etacrinato ou furosemida), porque os diuréticos podem causar ototoxicidade por si e, administrados por via intravenosa, podem aumentar a toxicidade do aminoglicosídeo ao alterar as suas concentrações séricas e teciduais; o rótulo da furosemida indica que pode aumentar o potencial ototóxico dos aminoglicosídeos, especialmente com função renal comprometida, e desaconselha a associação exceto em situações de risco de vida. Se inevitável, monitorizar a função renal, a audiometria e os sinais de vestibulotoxicidade (tonturas, nistagmo, acufenos).
Amicacina + furosemida: ototoxicidade aditiva (auditiva e vestibular). Evitar a associação, exceto em situações de risco de vida.
A Amicacina (aminoglicosídeo) e a Furosemida (diurético de ansa) são ototóxicas e nefrotóxicas; a co-administração potencia a toxicidade vestibular/coclear e renal, especialmente com insuficiência renal ou desidratação.
Monitorizar função renal, débito urinário, eletrólitos e sinais ototóxicos; doseamentos séricos de amicacina em regimes prolongados.
Zumbidos, vertigens, hipoacusia ou deterioração renal exigem suspensão e avaliação imediata.
Evitar a associação; se necessária, minimizar a duração, hidratar adequadamente e ajustar a dose de amicacina à função renal.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Amicacina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=f260ff2a-76a0-4672-9516-91c344b67890 ; rótulo aprovado Furosemida: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=7cdcd001-ab4b-4210-a455-2e17a7bc4972 — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A associação de Estreptomicina (aminoglicósido) com diuréticos de ansa (Furosemida) aumenta o risco de ototoxicidade e nefrotoxicidade.
A estreptomicina tem potencial ototóxico próprio (predominantemente vestibular, com cefaleia, náuseas, vómitos e desequilíbrio, e perda auditiva de altas frequências), e a furosemida aumenta esse potencial. O rótulo da estreptomicina indica explicitamente que os efeitos ototóxicos dos aminoglicosídeos, incluindo a estreptomicina, são potenciados pela coadministração de furosemida e outros diuréticos; o rótulo da furosemida desaconselha a associação com aminoglicosídeos, exceto em situações de risco de vida, sobretudo com função renal comprometida. Se inevitável, monitorizar a função renal, audiometria e sinais vestibulares, e ajustar as doses.
Estreptomicina + furosemida: ototoxicidade aditiva (vestibular e auditiva). Evitar a associação, exceto em situações de risco de vida.
Toxicidade aditiva no ouvido interno e no rim.
Audição (acufenos, hipoacusia) e função renal (creatinina).
Acufenos, hipoacusia, tonturas; aumento da creatinina.
Evitar se possível; se inevitável, reduzir as doses e vigiar função renal e audição.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Estreptomicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=abd1f64e-4283-4370-aae8-3666316aa36e ; rótulo aprovado Furosemida: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=7cdcd001-ab4b-4210-a455-2e17a7bc4972
A associação de Gentamicina com Furosemida aumenta o risco de ototoxicidade e, em menor grau, de nefrotoxicidade, por efeito aditivo sobre o ouvido interno e a função renal.
A gentamicina (aminoglicosídeo) é ototóxica e nefrotóxica, e a furosemida aumenta o potencial ototóxico dos aminoglicosídeos, especialmente na presença de insuficiência renal; o rótulo da furosemida recomenda evitar a associação exceto em situações de risco de vida. A hipovolemia induzida pela furosemida pode ainda reduzir a depuração renal da gentamicina e aumentar o risco de nefrotoxicidade. Se a associação for inevitável, usar as menores doses eficazes, monitorizar a função renal, os níveis séricos do aminoglicosídeo (quando disponíveis), a audiometria e os sinais vestibulares, e manter hidratação adequada.
Furosemida + gentamicina: ototoxicidade e nefrotoxicidade aditivas. Evitar a associação, exceto em situações de risco de vida.
A Furosemida (diurético de ansa) e a Gentamicina (aminoglicosídeo) são ambas ototóxicas e nefrotóxicas; a co-administração resulta em toxicidade aditiva sobre a cóclea/vestíbulo e sobre o túbulo renal, sobretudo em doentes com insuficiência renal ou depleção volémica.
Monitorizar a função renal (creatinina/clearance), o débito urinário, os eletrólitos e sinais de ototoxicidade (zumbidos, vertigens, hipoacusia). Vigiar níveis séricos do aminoglicosídeo em terapêutica prolongada.
Zumbidos, vertigens, perda auditiva, oligúria ou elevação rápida da creatinina impõem a suspensão e avaliação imediata.
Evitar a associação sempre que possível; se inevitável, usar a menor duração possível e ajustar as doses à função renal. Considerar alternativa a um dos fármacos.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Gentamicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=441b6232-bb60-40ad-85ec-7c41ba43fd5f ; rótulo aprovado Furosemida: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=7cdcd001-ab4b-4210-a455-2e17a7bc4972 — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Corticosteroide + diurético de ansa: risco de hipocaliemia aditiva.
A furosemida causa perda renal de potássio e alcalose hipoclorémica, e os corticosteroides, como a prednisolona, aumentam a excreção de potássio (retenção de sódio e água, perda de potássio, alcalose hipocaliémica — listadas como perturbações hidroelectrolíticas nos rótulos dos corticosteroides). A associação soma o risco de hipocaliemia, que pode precipitar arritmias, fraqueza muscular e piorar o controlo da insuficiência cardíaca. Recomenda-se monitorizar os eletrólitos séricos, especialmente potássio, e considerar suplementação de potássio ou um diurético poupador de potássio sob orientação.
Furosemida + prednisolona: risco aditivo de hipocaliemia e alcalose hipocaliémica. Monitorizar potássio e considerar suplementação.
Ambos aumentam a perda renal de potássio.
Potássio sérico e sintomas de hipocaliemia.
Fraqueza, cãibras, arritmias.
Monitorizar o potássio sérico; considerar suplementação se necessário.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Prednisolona: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=52e6e21d-94b8-41a0-8d13-371c0e66bcee ; rótulo aprovado Furosemida: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=6d9caaab-d874-4cf1-b9fe-408452a18998 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
O acetazolamida somado à furosemida pode aprofundar a acidose e a depleção de potássio.
A acetazolamida (inibidor da anidrase carbónica) promove perda renal de bicarbonato, sódio, água e potássio, e a furosemida causa também perda de potássio e alcalose hipoclorémica; o rótulo da acetazolamida contraindica o uso quando os níveis séricos de sódio e/ou potássio estão deprimidos. Em conjunto, o risco de hipocaliemia, hiponatremia e alcalose é aditivo, com potencial para arritmias, fraqueza e piora do estado clínico em doentes com insuficiência cardíaca ou hepática. Recomenda-se monitorizar os eletrólitos séricos (potássio, sódio, bicarbonato) e a função renal durante a associação.
Acetazolamida + furosemida: perda renal aditiva de potássio com risco de hipocaliemia e alcalose. Monitorizar eletrólitos.
Ambos causam perda de bicarbonato/cloro e potássio; risco de acidose metabólica acentuada.
Potássio, cloro, pH.
Sinais de acidose (respiração de Kussmaul) ou arritmia.
Monitorizar gasometria e eletrólitos; usar com precaução em idosos.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Acetazolamida: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=268db224-d5db-457c-86bc-972c9fe07917 ; rótulo aprovado Furosemida: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=6d9caaab-d874-4cf1-b9fe-408452a18998 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A primeira dose de IECA em doente com diurético ativo pode causar hipotensão.
O ramipril (IECA) pode causar hipotensão sintomática, sobretudo após a primeira dose, e o risco é maior em doentes com depleção de volume e/ou sódio por terapia diurética prolongada (como a furosemida); o rótulo do ramipril recomenda corrigir a depleção de volume/sódio antes de iniciar o IECA. A associação também pode aumentar a creatinina sérica (sobretudo em doentes com insuficiência renal prévia ou estenose das artérias renais), podendo exigir redução da dose do IECA e/ou do diurético. Iniciar o ramipril com a dose mais baixa, de preferência à noite ou com o doente deitado, monitorizar a pressão arterial nas primeiras horas após a primeira dose, e vigiar creatinina e potássio nas primeiras semanas.
Furosemida + ramipril: risco de hipotensão sintomática de primeira dose (depleção de volume pelo diurético) e de deterioração renal. Vigiar pressão arterial, creatinina e potássio.
A depleção volémica pelo diurético acentua a queda pressórica após a primeira dose do IECA.
Pressão arterial, sintomas de pré-síncope.
Hipotensão sintomática ou síncope na 1.ª toma.
Ajustar o diurético antes de iniciar o IECA e vigiar a tensão arterial.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Ramipril: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=3806abdc-6aec-4252-bd79-e2c115b849aa ; rótulo aprovado Furosemida: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=6d9caaab-d874-4cf1-b9fe-408452a18998 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A associação de Tobramicina com Furosemida aumenta o risco de ototoxicidade e nefrotoxicidade, por efeito aditivo sobre o ouvido interno e o rim.
A tobramicina (aminoglicosídeo) é ototóxica e nefrotóxica, e o rótulo da tobramicina indica que os aminoglicosídeos não devem ser administrados concomitantemente com diuréticos potentes, como o etacrinato e a furosemida, porque alguns diuréticos causam ototoxicidade por si e os diuréticos intravenosos podem aumentar a toxicidade do aminoglicosídeo ao alterar as suas concentrações séricas e teciduais. O rótulo da furosemida acrescenta que pode aumentar o potencial ototóxico dos aminoglicosídeos, sobretudo com função renal comprometida, e desaconselha a associação exceto em situações de risco de vida. Se inevitável, monitorizar a função renal, os níveis do aminoglicosídeo, a audiometria e os sinais vestibulares.
Furosemida + tobramicina: ototoxicidade e nefrotoxicidade aditivas. Evitar a associação, exceto em situações de risco de vida.
A Tobramicina (aminoglicosídeo) e a Furosemida (diurético de ansa) partilham toxicidade coclear/vestibular e renal; a administração conjunta soma os efeitos, com risco acrescido em doentes com função renal comprometida.
Monitorizar função renal, diurese, eletrólitos e sinais de ototoxicidade; doseamentos séricos da tobramicina se indicado.
Zumbidos, vertigens, hipoacusia ou piora renal impõem suspensão e reavaliação imediata.
Evitar a associação; se inevitável, reduzir a duração, otimizar hidratação e ajustar doses à função renal.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Tobramicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=c4751a4f-c9c1-60c5-e053-2995a90aeba9 ; rótulo aprovado Furosemida: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=7cdcd001-ab4b-4210-a455-2e17a7bc4972 — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
O alcaçuz causa depleção de potássio e retenção de sódio, que se somam ao efeito da furosemida, aumentando o risco de hipocaliemia.
Evitar o consumo excessivo de alcaçuz durante o tratamento.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Furosemida: https://www.medicines.org.uk/emc/product/2380/smpc
A furosemida está contraindicada em doentes com anúria, pois o efeito diurético depende da função renal.
Não usar em doentes com anúria.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Furosemida: https://www.medicines.org.uk/emc/product/2380/smpc
A furosemida atravessa a placenta; os dados em grávidas são limitados e a utilização apenas se o benefício superar o risco.
Evitar como diurético de rotina na gravidez; restringir a situações com indicação clara.
A furosemida é excretada no leite materno e pode suprimir a lactação; considerar a supressão da lactação em doses elevadas.
Diuréticos não são indicados na gravidez normal; rever a terapêutica crónica em idade fértil.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Furosemida: https://www.medicines.org.uk/emc/product/2380/smpc
Ferramenta de apoio clínico e educativo. A informação não substitui a prescrição médica nem o parecer de um profissional de saúde qualificado.
Diurético de alça de alta eficácia. O início da diurese após administração intravenosa ocorre em cerca de 5 minutos, com efeito máximo na primeira meia hora; a duração do efeito diurético é de aproximadamente 2 horas.
Inibe principalmente a reabsorção de sódio e cloreto na ansa de Henle (e também nos túbulos proximal e distal), de forma independente da anidrase carbónica e da aldosterona. Este local de ação único confere a sua alta eficácia.
A furosemida liga-se extensamente às proteínas plasmáticas, sobretudo à albumina (91 a 99% para concentrações de 1 a 400 mcg/ml). A biodisponibilidade entérica relativamente à via intravenosa é de cerca de 79%.
A principal (ou única) via de biotransformação no homem é a formação do glucurónido da furosemida. Uma parte significativa da dose é eliminada na forma inalterada pela urina.
A meia-vida terminal é de aproximadamente 2 horas. Nos idosos, a ligação à albumina pode estar reduzida, com depuração renal menor e efeito diurético inicial diminuído.
Medicamentos do mesmo grupo terapêutico (classificação ATC) ou da mesma classe farmacológica.