O ibuprofeno é um anti-inflamatório não esteroide (AINE) usado para aliviar a dor, a febre e a inflamação. Está disponível sem receita, mas pode aumentar o risco de hemorragia e de problemas no estômago ou nos rins, sobretudo em tratamentos prolongados ou combinado com outros medicamentos.
Também conhecido como: Brufen
Os AINE (Ibuprofeno) com aminoglicósidos (Estreptomicina) aumentam o risco de lesão renal, sobretudo em idosos ou desidratação.
A estreptomicina é um aminoglicosídeo com nefrotoxicidade e ototoxicidade conhecidas; o ibuprofeno, ao inibir as prostaglandinas renais, reduz o fluxo sanguíneo renal e pode potenciar a lesão tubular. A associação aumenta o risco de insuficiência renal aguda, sobretudo em idosos, desidratados ou com doença renal prévia. Recomenda-se vigiar a creatinina durante o tratamento, manter hidratação adequada e usar o AINE apenas se estritamente necessário e na menor dose eficaz.
Estreptomicina + ibuprofeno: risco aditivo de nefrotoxicidade. Vigiar função renal e manter hidratação adequada.
Redução do fluxo sanguíneo renal pelos AINE e toxicidade tubular do aminoglicósido.
Função renal (creatinina, diurese).
Oligúria, edema, elevação da creatinina.
Evitar AINE durante o tratamento; garantir hidratação.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Estreptomicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=abd1f64e-4283-4370-aae8-3666316aa36e ; rótulo aprovado Ibuprofeno: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=14515409-736f-4119-b6a0-cb19ee2e948e
Bifosfonato + AINE: risco gastrointestinal aditivo.
O alendronato, como os bisfosfonatos orais, pode irritar a mucosa esofágica e gástrica, enquanto o ibuprofeno inibe as prostaglandinas gastroprotetoras (COX-1), aumentando o risco de úlcera e hemorragia. A associação potencia o risco de lesão gastrointestinal alta: esofagite, úlcera péptica e hemorragia, particularmente em idosos, em doentes com história de úlcera ou com doses elevadas de AINE. Recomenda-se tomar o alendronato em jejum com água (conforme a posologia), considerar gastroproteção nos doentes de risco e usar a menor dose eficaz de ibuprofeno pelo menor tempo possível, vigiando sintomas como dor epigástrica, disfagia e melenas.
Alendronato + ibuprofeno: risco aditivo de irritação e lesão gastrointestinal alta (esofagite/úlcera). Usar com precaução, sobretudo em idosos e com história de úlcera.
Ambos podem irritar a mucosa esofagogástrica.
Sintomas GI (dispepsia, dor, disfagia).
Dor epigástrica, disfagia, melena.
Vigiar sintomas digestivos; considerar gastroprotecção se fatores de risco.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Alendronato: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=c7e470d6-508e-466e-a78d-060bbbc9745c ; rótulo aprovado Ibuprofeno: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=291602fa-8ebe-4200-bba7-9798c90f8a50 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
O ibuprofeno aumenta o risco de hemorragia em doentes tratados com apixabano.
O apixabano inibe o fator Xa, reduzindo a coagulação, e o ibuprofeno acrescenta inibição plaquetária reversível e lesão da mucosa gastrointestinal — dois mecanismos independentes que aumentam o risco de hemorragia, incluindo digestiva alta e intracraniana. O risco é maior em idosos (mais de 75 anos), com função renal diminuída, com história de úlcera ou hemorragia, ou com uso concomitante de outros antiagregantes. Sempre que possível, evitar a associação; se inevitável, usar a menor dose eficaz de ibuprofeno pelo menor tempo, considerar gastroproteção e instruir o doente para sinais de alarme (sangue nas fezes, hematúria, equimoses extensas, cefaleia súbita).
Apixabano + ibuprofeno: risco hemorrágico aditivo (inibição plaquetária + lesão da mucosa gastrointestinal). Evitar ou usar com precaução extrema e vigiar sinais de hemorragia.
O ibuprofeno inibe a agregação plaquetária e irrita a mucosa gastrointestinal, somando-se ao efeito anticoagulante.
Vigiar sintomas dispépticos, melenas e hemograma.
Hemorragia gastrointestinal, anemia ferropriva aguda.
Preferir paracetamol ou AINE seletivo COX-2 se possível; limitar a duração do AINE.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Apixabano: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=a454cd24-0c6d-46e8-b1e4-197388606175 ; rótulo aprovado Ibuprofeno: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=291602fa-8ebe-4200-bba7-9798c90f8a50 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Dois AINE (coxib + clássico): sem benefício e com risco GI/renal/ cardiovascular acrescido.
Combinar dois AINEs — o celecoxib, inibidor seletivo da COX-2, com o ibuprofeno, não seletivo — não acrescenta eficácia analgésica, mas aumenta a toxicidade: risco gastrointestinal (dispepsia, úlcera, hemorragia), renal (retenção de sódio, insuficiência renal aguda em doentes de risco) e cardiovascular (hipertensão, eventos trombóticos). Os coxibes mantêm o risco cardiovascular e renal mesmo com a poupança gastrointestinal relativa. Deve escolher-se um único AINE na dose eficaz mais baixa; a associação crónica de dois AINEs deve ser evitada, sobretudo em idosos e em doentes com doença renal, cardiovascular ou história de úlcera.
Celecoxib + ibuprofeno (dois AINEs): sem benefício analgésico adicional e com risco aumentado de efeitos gastrointestinais, renais e cardiovasculares. Não associar.
Efeitos adversos aditivos na mucosa gástrica, função renal e equilíbrio cardiovascular.
Função renal, tensão arterial e sintomas GI.
Dispepsia, edema, elevação da tensão arterial.
Não combinar AINE; usar um único AINE à menor dose eficaz.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Celecoxib: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=b06ced10-81c6-4f48-a205-1e0db228cb8b ; rótulo aprovado Ibuprofeno: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=291602fa-8ebe-4200-bba7-9798c90f8a50 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
O ibuprofeno aumenta o risco de hemorragia com dabigatrano.
O dabigatrano é um inibidor direto da trombina; o ibuprofeno inibe reversivelmente a COX-1 plaquetária e lesa a mucosa gástrica. A soma destes efeitos aumenta o risco de hemorragia gastrointestinal e de outras localizações. Fatores que agravam o risco: idade avançada, insuficiência renal (o dabigatrano é eliminado por via renal), peso baixo, história de hemorragia ou úlcera. Preferir, se necessário, um analgésico sem efeito antiagregante (paracetamol) e, se o AINE for inevitável, usá-lo na menor dose e pelo menor tempo possível, com vigilância de hemorragia e da função renal.
Dabigatrano + ibuprofeno: risco hemorrágico aditivo (antiagregação + lesão gastrointestinal). Evitar em doentes de alto risco e vigiar sinais de hemorragia.
O dabigatrano e o ibuprofeno têm efeitos anti-hemostáticos aditivos; o AINE também lesa a mucosa gástrica.
Vigiar hemograma e sintomas gastrointestinais.
Hemorragia gastrointestinal, anemia aguda.
Preferir analgesia alternativa; se AINE inevitável, vigiar de perto.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Dabigatrano: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=f7ea7e2c-ca54-4ecc-9fc7-bd3571b0ebc2 ; rótulo aprovado Ibuprofeno: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=291602fa-8ebe-4200-bba7-9798c90f8a50 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Não é recomendado usar dois AINE em simultâneo: aumenta o risco de hemorragia, ulceração gastrointestinal e lesão renal sem acrescentar eficácia.
A associação de dois AINEs não seletivos não melhora a analgesia e soma os efeitos adversos: lesão gastrointestinal (dispepsia, úlcera, hemorragia), retenção de sódio e lesão renal (sobretudo em idosos, hipovolémicos ou com doença renal prévia) e risco cardiovascular. Ambos inibem a COX-1, pelo que o efeito antiagregante e gástrico é aditivo. Deve usar-se um único AINE, na menor dose eficaz, e optar por alternativas não farmacológicas ou paracetamol quando adequado. A associação crónica deve ser evitada.
Diclofenac + ibuprofeno (dois AINEs): sem benefício analgésico e com risco aumentado de toxicidade gastrointestinal, renal e cardiovascular. Não associar.
Efeito aditivo na inibição das COX e na redução de prostaglandinas protetoras gástricas e renais.
Sinais gastrointestinais (dispepsia, melena) e função renal em uso prolongado.
Dor abdominal, melena, hematemeses, edema, agravamento da tensão arterial.
Evitar a associação; usar apenas um AINE na menor dose eficaz, com proteção gástrica se inevitável.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Ibuprofeno: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=14515409-736f-4119-b6a0-cb19ee2e948e ; rótulo aprovado Diclofenac: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=ddd2278b-70be-41ca-8a84-e3fe0f1a1561
Redução do efeito anti-hipertensor e risco de lesão renal. Os AINE atenuam a ação do IECA e aumentam o risco de insuficiência renal, sobretudo em doentes idosos ou desidratados.
Os AINEs inibem a síntese de prostaglandinas renais, essenciais para manter a vasodilatação da arteríola aferente em doentes com fluxo renal reduzido; os IECA bloqueiam a angiotensina II, que contrai a arteríola eferente. A associação pode causar insuficiência renal aguda (sobretudo em idosos, desidratação, insuficiência cardíaca ou uso de diuréticos), reduzir o efeito anti-hipertensor e nefroprotetor do enalapril e causar retenção de sódio e possível hipercaliemia. Recomenda-se vigiar a pressão arterial, a creatinina e o potássio após iniciar ou ajustar o AINE, garantir hidratação adequada e considerar uma alternativa analgésica (paracetamol).
Enalapril + ibuprofeno: o AINE reduz o efeito anti-hipertensor e nefroprotetor do IECA e pode deteriorar a função renal. Vigiar pressão arterial, creatinina e potássio.
Os AINE inibem as prostaglandinas renais e retêm sódio/água, opondo-se ao mecanismo do IECA.
PA e creatinina a partir das 2 semanas de uso regular do AINE.
Edema, diminuição do débito urinário, elevação da PA.
Preferir Paracetamol como analgésico. Se o AINE for necessário, usar a menor dose durante o menor tempo, com monitorização da função renal.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Enalapril: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=b31372f7-cda3-4ead-a481-4cde62e843fd ; rótulo aprovado Ibuprofeno: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=14515409-736f-4119-b6a0-cb19ee2e948e
AINE + metotrexato: redução da depuração renal e aumento da toxicidade do MTX.
O metotrexato é eliminado maioritariamente por secreção tubular renal; os AINEs reduzem essa excreção (por competição e por redução do fluxo renal) e podem aumentar as concentrações do metotrexato e o risco de mielossupressão, mucosite, hepatotoxicidade e nefrotoxicidade. Com doses altas de metotrexato (quimioterapia) a associação é contraindicada; com doses baixas (artrite reumatoide, psoríase) deve usar-se com precaução, vigiando hemograma, função renal e mucosite, sobretudo em idosos.
Ibuprofeno + metotrexato: o AINE reduz a depuração renal do metotrexato, com risco de mielossupressão e toxicidade grave. Evitar com doses altas; vigiar de perto com doses baixas.
Os AINE inibem a excreção renal do metotrexato, elevando as suas concentrações séricas.
Hemograma e função renal; sinais clínicos de toxicidade do MTX.
Úlceras orais, mielossupressão, hepatotoxicidade.
Evitar AINE em doentes em metotrexato; se necessário, preferir paracetamol e monitorizar.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Metotrexato: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=757d6cef-6696-7a1c-8074-01258aaa8bdd ; rótulo aprovado Ibuprofeno: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=291602fa-8ebe-4200-bba7-9798c90f8a50 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Dois AINE em simultâneo: sem benefício adicional e com maior risco GI/renal.
Tal como noutras associações de dois AINEs, ibuprofeno + naproxeno não aumenta a eficácia analgésica mas soma os riscos: hemorragia e úlcera gastrointestinal, retenção de sódio e deterioração renal, e eventos cardiovasculares. Ambos inibem a COX-1 plaquetária e gástrica, pelo que o efeito antiagregante e lesivo para a mucosa é aditivo. Recomenda-se usar um único AINE na menor dose eficaz, alternando com paracetamol se necessário, e evitar a toma simultânea crónica.
Ibuprofeno + naproxeno (dois AINEs): risco aditivo de toxicidade gastrointestinal, renal e cardiovascular, sem benefício analgésico. Não associar.
Efeitos aditivos na mucosa gástrica, na função renal e na agregação plaquetária.
Função renal e sinais de intolerância gastrointestinal em doentes de risco.
Dispepsia, dor epigástrica, oligúria, edema.
Não combinar AINE; usar um único AINE à menor dose eficaz.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Naproxeno: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=24d44eb6-921e-4150-a6b2-81f42ced32ab ; rótulo aprovado Ibuprofeno: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=291602fa-8ebe-4200-bba7-9798c90f8a50 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A associação de Levofloxacina com Ibuprofeno (AINE) aumenta o risco de convulsões, pela redução do limiar convulsivo.
As fluoroquinolonas, como a levofloxacina, antagonizam os recetores GABA, diminuindo o limiar convulsivo; os AINEs (ibuprofeno) podem potenciar este efeito, aumentando o risco de convulsões, sobretudo em doentes com epilepsia, lesão cerebral ou insuficiência renal. O rótulo da levofloxacina e o Prontuário Terapêutico desaconselham a associação em doentes predispostos. Se o antibiótico for necessário, preferir um analgésico alternativo ou vigiar de perto; alertar o doente para sintomas neurológicos (tonturas, confusão, tremor) e suspender perante qualquer sinal.
Levofloxacina + ibuprofeno: risco aumentado de estimulação do SNC e convulsões. Evitar em doentes com epilepsia ou história de convulsões.
Os AINEs e as quinolonas podem reduzir o limiar convulsivo (interferência central, nomeadamente com o GABA); a co-administração soma o efeito e aumenta o risco de convulsões, sobretudo em doentes com epilepsia ou predisposição.
Vigiar sintomas neurológicos (tonturas, tremores, alterações do comportamento) e sinais prodrómicos de convulsão.
Qualquer convulsão ou suspeita exige a suspensão e avaliação neurológica urgente.
Preferir um antibiótico alternativo em doentes com epilepsia/história convulsiva; se a associação for necessária, vigiar muito de perto.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Levofloxacina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=5c6c117c-9d91-48f4-9aaa-ee70b99218c2 ; rótulo aprovado Ibuprofeno: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=14515409-736f-4119-b6a0-cb19ee2e948e — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Risco acrescido de lesão renal e sintomas gastrointestinais com uso prolongado ou em doses elevadas dos dois analgésicos. Em doses habituais e de curto prazo é geralmente bem tolerada.
O paracetamol e o ibuprofeno têm mecanismos diferentes, mas a utilização crónica e em doses elevadas de ambos aumenta o risco de nefrotoxicidade (necrose papilar, insuficiência renal) e, segundo alguns estudos, o risco de hemorragia gastrointestinal e de eventos cardiovasculares quando comparado com cada fármaco isolado. Para analgesia pontual a associação é aceitável (efeito aditivo), mas deve evitar-se o uso prolongado sem supervisão, respeitar os limites diários (paracetamol até 3–4 g/dia; ibuprofeno conforme apresentação) e vigiar a função renal em doentes de risco.
Ibuprofeno + paracetamol: uso combinado prolongado e em doses altas aumenta o risco de lesão renal e hemorragia gastrointestinal. Respeitar limites diários e vigiar função renal.
Efeitos aditivos: o Ibuprofeno inibe a síntese renal de prostaglandinas; em uso crónico soma-se a carga sobre a função renal. A associação em doses terapêuticas não potencia a hepatotoxicidade do Paracetamol.
Função renal e sinais de toxicidade em doentes de risco ou em uso prolongado. Evitar a combinação em crianças sem dose ajustada por peso.
Dor lombar de novo, edema, redução do débito urinário, elevação da tensão arterial.
Usar as menores doses eficazes pelo menor tempo necessário. Dar preferência a um único analgésico. Em doentes com doença renal, hipertensão ou idade avançada, reforçar a vigilância.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Paracetamol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=4c737cd6-fe56-4cef-887c-cd6cf83b254c ; rótulo aprovado Ibuprofeno: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=14515409-736f-4119-b6a0-cb19ee2e948e
Risco hemorrágico gastrointestinal acrescido pela associação de corticoide com AINE.
A prednisolona, como os corticosteroides sistémicos, inibe a reparação da mucosa e pode mascarar sinais de perfuração; o ibuprofeno reduz as prostaglandinas gastroprotetoras e inibe a agregação plaquetária. Em conjunto, o risco de úlcera, hemorragia e perfuração digestiva aumenta, sobretudo em idosos, em doses altas e em terapêuticas prolongadas. Sempre que possível, usar a menor dose de corticoide pelo menor tempo, considerar gastroproteção (inibidor da bomba de protões) nos doentes de risco e vigiar sintomas digestivos e sinais de anemia.
Prednisolona + ibuprofeno: risco aditivo de úlcera péptica e hemorragia gastrointestinal. Considerar gastroproteção, sobretudo em idosos.
Efeitos lesivos na mucosa gástrica somados (redução de prostaglandinas protetoras).
Vigiar sintomas dispépticos e sangue oculto nas fezes.
Dor abdominal intensa, melenas, hematemeses.
Considerar proteção gástrica (IBP) se a associação for inevitável; usar as menores doses eficazes.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Ibuprofeno: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=14515409-736f-4119-b6a0-cb19ee2e948e ; rótulo aprovado Prednisolona: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=52e6e21d-94b8-41a0-8d13-371c0e66bcee
O ibuprofeno aumenta o risco hemorrágico com rivaroxabano.
O rivaroxabano inibe o fator Xa e o ibuprofeno acrescenta inibição plaquetária e lesão da mucosa gastrointestinal, aumentando o risco de hemorragia, em particular digestiva. Fatores de risco: idade avançada, insuficiência renal ou hepática, história de hemorragia ou úlcera e uso de outros antiagregantes. Preferir paracetamol para analgesia; se o AINE for necessário, usar a menor dose eficaz pelo menor tempo, considerar gastroproteção e instruir o doente para sinais de hemorragia (fezes escuras, hematúria, equimoses, cefaleia súbita).
Rivaroxabano + ibuprofeno: risco hemorrágico aditivo. Evitar se possível; se inevitável, usar menor dose, menor tempo e vigiar sinais de hemorragia.
Efeito antiagregante e gastroirritativo do ibuprofeno adiciona-se ao efeito do rivaroxabano.
Vigiar sinais de hemorragia gastrointestinal.
Melenas, hematemeses, dor abdominal com anemia.
Evitar AINE de forma prolongada; usar a menor dose e a menor duração.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Rivaroxabano: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=481b7802-5093-43e7-bbd9-1532197eb6e6 ; rótulo aprovado Ibuprofeno: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=291602fa-8ebe-4200-bba7-9798c90f8a50 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A associação de Lítio com Ibuprofeno aumenta as concentrações séricas de Lítio, com risco de toxicidade.
Os AINEs, ao inibirem a síntese de prostaglandinas renais, reduzem o fluxo sanguíneo renal e a excreção do lítio, podendo aumentar a litemia e precipitar toxicidade (náuseas, tremor grosseiro, confusão, ataxia, convulsões) em poucos dias. O efeito é particularmente relevante em idosos e em doentes com função renal diminuída. O rótulo do lítio e o Prontuário Terapêutico recomendam monitorizar a litemia e os sinais de toxicidade ao iniciar, ajustar ou suspender o AINE, e preferir paracetamol como analgésico.
Ibuprofeno + lítio: o AINE reduz a depuração renal do lítio, com risco de aumento da litemia e toxicidade (tremor, confusão, convulsões). Monitorizar litemia.
Os anti-inflamatórios não esteroides, como o Ibuprofeno, reduzem a excreção renal de Lítio, elevando os seus níveis.
Doseamentos de Lítio após introdução ou ajuste do AINE.
Confusão, tremor grosseiro, ataxia, vómitos, diarreia ou convulsões sugerem intoxicação por Lítio e exigem avaliação urgente.
Evitar AINEs em doentes medicados com Lítio; se inevitável, usar a menor dose e vigiar os níveis de Lítio.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Lítio: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=0e6b0a2d-b79c-44d8-b785-5267df9e8f72 ; rótulo aprovado Ibuprofeno: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=14515409-736f-4119-b6a0-cb19ee2e948e — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
O Ibuprofeno pode reduzir o efeito cardioprotetor da Aspirina de baixa dose.
O ibuprofeno, quando tomado antes da aspirina de baixa dose (antiagregante), pode ocupar reversivelmente o local ativo da COX-1 plaquetária e impedir a acetilação irreversível pela aspirina, reduzindo o efeito antiagregante e a proteção cardiovascular. O risco é maior com ibuprofeno de venda livre tomado regularmente. Recomenda-se tomar o ibuprofeno pelo menos 30–60 minutos depois da aspirina (ou 8 horas antes, em dose única), ou preferir paracetamol para analgesia pontual. Em doentes com alto risco cardiovascular, esta interação deve ser evitada.
O ibuprofeno pode reduzir o efeito cardioprotetor da aspirina de baixa dose. Tomar o ibuprofeno 30–60 min após a aspirina ou usar paracetamol.
O Ibuprofeno ocupa o local de ligação da ciclo-oxigenase-1, impedindo a inibição irreversível pela Aspirina.
Sem monitorização laboratorial; considerar uma alternativa analgésica em doentes de alto risco.
Sinais de novo evento cardiovascular — dor torácica, falta de ar súbita.
Se ambos forem necessários, tomar o Ibuprofeno 2 horas depois da Aspirina de libertação imediata.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Ácido acetilsalicílico: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=3ba0a9f2-062a-401e-82eb-54383a822366 ; rótulo aprovado Ibuprofeno: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=14515409-736f-4119-b6a0-cb19ee2e948e
Corticosteroide + AINE: risco gastrointestinal (úlcera/hemorragia) aditivo.
Tanto os corticosteroides como os AINEs podem lesar a mucosa gastrointestinal; a associação aumenta o risco de úlcera péptica, perfuração e hemorragia digestiva, sobretudo em idosos, em doses altas e em tratamentos prolongados. A dexametasona também pode mascarar sinais de infeção e alterar o metabolismo, enquanto o ibuprofeno acrescenta inibição plaquetária. Usar a menor dose de corticoide pelo menor tempo, considerar gastroproteção (inibidor da bomba de protões) nos doentes de risco e vigiar sintomas digestivos.
Dexametasona + ibuprofeno: risco aditivo de úlcera e hemorragia gastrointestinal. Considerar gastroproteção nos doentes de risco.
Ambos enfraquecem a proteção da mucosa gástrica.
Sintomas digestivos e hemograma se hemorragia.
Dor epigástrica, melena, hematemese.
Evitar a associação quando possível; se necessária, usar gastroprotecção.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Dexametasona: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=7cbd9005-7df2-47ee-adb3-7244c1c69bc3 ; rótulo aprovado Ibuprofeno: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=291602fa-8ebe-4200-bba7-9798c90f8a50 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
O ibuprofeno pode aumentar o efeito da glibenclamida e baixar demasiado o açúcar no sangue. Vigie a glicemia se tomar os dois.
A SmPC da glimepirida (EMC-UK) inclui os anti-inflamatórios não esteróides entre os fármacos que potenciam o efeito hipoglicemiante das sulfonilureias. O mecanismo envolve deslocação da ligação proteica e inibição do metabolismo. Em doentes diabéticos, o uso de AINEs deve ser acompanhado de monitorização da glicemia, especialmente em cursos prolongados.
Os AINEs potenciam o efeito hipoglicemiante das sulfonilureias. Vigiar glicemia durante o uso de ibuprofeno, sobretudo em doses elevadas ou uso prolongado.
Deslocação da ligação proteica e inibição do metabolismo da sulfonilureia pelos AINEs.
Glicemia capilar; sintomas de hipoglicemia.
Hipoglicemia — sudação, tremor, confusão.
Monitorizar glicemia durante o uso de AINEs; usar a menor dose e duração possíveis.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Glimepirida: https://www.medicines.org.uk/emc/product/10742/smpc ; DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Glibenclamida: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=524eec41-37ee-419a-b7a1-d23e888ae6ab ; rótulo aprovado Ibuprofeno: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=14515409-736f-4119-b6a0-cb19ee2e948e ; Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Risco hemorrágico grave. Os AINE (Ibuprofeno) aumentam o risco de hemorragia gastrointestinal e potenciam o efeito anticoagulante da Warfarina.
O ibuprofeno aumenta o risco hemorrágico em doentes anticoagulados por dois mecanismos: lesão direta da mucosa gastrointestinal e inibição reversível da COX-1, que reduz o tromboxano A2 e prejudica a agregação plaquetária. O efeito sobre o INR é variável, mas o aumento do risco de hemorragia — em particular hemorragia gastrointestinal alta — está bem documentado mesmo com doses ocasionais de AINE. Em doentes a tomar varfarina, o paracetamol é a analgesia de primeira linha; se um AINE for indispensável, usar a menor dose eficaz pelo menor tempo, considerar proteção gástrica com inibidor da bomba de protões e manter vigilância de sinais de hemorragia (fezes escuras, equimoses espontâneas, hemorragias).
AINE + cumarínico: risco hemorrágico acentuado (hemorragia gastrointestinal e aumento variável do INR). Preferir paracetamol; se o AINE for inevitável, dose mínima, curso curto e proteção gástrica; vigiar sinais de hemorragia.
Lesão da mucosa gástrica + inibição plaquetária + deslocação da Warfarina da albumina.
INR e vigilância de sinais hemorrágicos; hemograma se suspeita de perda oculta.
Hematemeses, melenas, sangue nas fezes, hematomas extensos.
Evitar a associação. Usar Paracetamol; se um AINE for indispensável, avaliar proteção gástrica e INR apertado.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Warfarina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=541c9a70-adaf-4ef3-94ba-ad4e70dfa057 ; rótulo aprovado Ibuprofeno: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=14515409-736f-4119-b6a0-cb19ee2e948e
A toma com alimentos reduz a irritação gástrica.
Tomar com alimentos ou leite se houver desconforto gástrico.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Ibuprofeno: https://www.medicines.org.uk/emc/product/6713/smpc
O álcool agrava o risco de hemorragia gástrica associada ao AINE.
Limitar ou evitar o consumo de álcool.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Ibuprofeno: https://www.medicines.org.uk/emc/product/6713/smpc
Os AINE podem aumentar o risco cardiovascular.
Usar com precaução em doença cardiovascular.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Ibuprofeno: https://www.medicines.org.uk/emc/product/6713/smpc
Os AINE podem agravar a função renal.
Evitar ou usar a menor dose com monitorização de creatinina.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Ibuprofeno: https://www.medicines.org.uk/emc/product/6713/smpc
Risco de broncospasmo em doentes sensíveis a AINE.
Evitar em asma sensível a aspirina; usar com precaução.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Ibuprofeno: https://www.medicines.org.uk/emc/product/6713/smpc
Os AINE podem agravar ou perfurar úlcera ativa.
Contraindicado; procurar alternativa (paracetamol).
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Ibuprofeno: https://www.medicines.org.uk/emc/product/6713/smpc
Evitar no 3.º trimestre (fecho do canal arterial, oligohidrâmnios). Uso ocasional no 1.º/2.º trimestre com precaução.
Evitar no 3.º trimestre; usar a menor dose pelo menor tempo possível.
Concentração no leite baixa; uso ocasional compatível.
Usar paracetamol na gravidez; não há exigência específica de contraceção.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Ibuprofeno: https://www.medicines.org.uk/emc/product/6713/smpc
Ferramenta de apoio clínico e educativo. A informação não substitui a prescrição médica nem o parecer de um profissional de saúde qualificado.
AINE não seletivo com atividade analgésica, anti-inflamatória e antipirética. Em doses baixas inibe reversivelmente a agregação plaquetária. Nas condições crónicas, a resposta terapêutica surge em dias a semanas (habitualmente até duas semanas); para dor ligeira a moderada, doses de 400 mg a cada 4 a 6 horas, sem benefício adicional comprovado acima de 400 mg.
Inibe de forma não seletiva as ciclo-oxigenases COX-1 e COX-2, reduzindo a síntese de prostaglandinas (mediadores da inflamação, da dor e da febre). A inibição da COX-1 explica os efeitos gastrointestinais e plaquetários; a inibição da COX-2 está associada aos efeitos anti-inflamatório e analgésico.
A absorção oral é rápida e quase completa; as concentrações plasmáticas máximas são atingidas 1 a 2 horas após a toma. A presença de alimentos retarda a absorção, embora a extensão da absorção não seja significativamente alterada.
Metabolizado no fígado, sobretudo por hidroxilação e carboxilação mediadas pelo CYP2C9 (com menor participação do CYP2C19 e CYP3A4), originando metabolitos inativos, e por conjugação com ácido glucurónico. Os metabolitos são eliminados principalmente por via renal.
A meia-vida de eliminação é de cerca de 2 horas (1,8 a 3,5 h), permitindo a toma a cada 4 a 6 horas nas situações de dor aguda.
Medicamentos do mesmo grupo terapêutico (classificação ATC) ou da mesma classe farmacológica.