Lidocaína é um anestésico local aplicado por injeção, spray ou adesivo para adormecer a pele, gengivas e mucosas em pequenas cirurgias e procedimentos. Em doses controladas também serve como antiarrítmico no hospital.
Também conhecido como: Xilocaína, Xylocaine
Não há interações fármaco–fármaco documentadas para este fármaco.
Sem interações documentadas com alimentos ou bebidas.
A lidocaína IV (antiarrítmica classe Ib) está contra-indicada em bloqueio AV de 2.º/3.º grau (depressão da condução).
ECG antes de perfusão IV; uso tópico/infiltração não é afectado.
Prontuário Terapêutico INFARMED, 3.1 (lidocaína IV — bloqueio AV).
A lidocaína é fortemente metabolizada no fígado — a doença hepática reduz a clarificação e eleva o risco de toxicidade do SNC.
Reduzir dose em insuficiência hepática; vigiar sinais de toxicidade do SNC.
Prontuário Terapêutico INFARMED (lidocaína — metabolismo hepático, reduzir dose).
A toxicidade sistémica da lidocaína manifesta-se com convulsões — precaução em epilépticos.
Respeitar dose máxima (3 mg/kg sem epinefrina); aspirar antes de injetar.
Prontuário/ficha do site (lidocaína — dose máxima, toxicidade do SNC).
A lidocaína em doses de anestesia local é considerada segura na gravidez; o Anexo 1 regista "não se conhecem malformações; usar se o benefício for superior ao risco" (3.º trimestre, factor C). Doses IV elevadas (toxicidade sistémica) associam-se a depressão do SNC e arritmias fetais — respeitar as doses máximas.
Compatível em todos os trimestres para uso local/Regional; evitar doses tóxicas IV.
Presente no leite em quantidades muito pequenas para ser perigosa (Prontuário, Anexo 2, l. 42834) — compatível com a amamentação.
Prontuário Terapêutico INFARMED — Anexo 1: "Lidocaína... usar se o benefício for superior" (l. 40810); Anexo 2: "Presente no leite em quantidades muito pequenas" (l. 42834). EMC-UK (MHRA) — SmPC Lidocaine.
Ferramenta de apoio clínico e educativo. A informação não substitui a prescrição médica nem o parecer de um profissional de saúde qualificado.
Anestésico local amida de referência, com bloqueio nervoso reversível dependente da dose, concentração e tempo de exposição do tecido; adicionada de epinefrina, duração e margem de segurança aumentam.
Bloqueia canais de sódio voltagem-dependentes da membrana neuronal (estado ativado/inativado — uso-dependente): interrompe a propagação do potencial de ação nas fibras nociceptivas antes nas pequenas (mielínicas finas e C) do que nas motoras grossas. A epinefrina vasoconstri o leito local, reduzindo a absorção e o pico plasmático.
Infiltração local: absorção proporcional à vascularização do local (intercostal > caudal > epidural > subcutânea); pico 30–45 min. A epinefrina reduz a taxa de absorção em ~1/3. Biodisponibilidade oral irrelevante (primeira passagem total).
Oxidação N-dealquilação (CYP1A2 e CYP3A4) a monoetilglicinaxilidida (MEGX) e glicinaxilidida, excretadas renais; extração hepática alta (clearance dependente de fluxo). Antiarrítmico: eficácia reduzida na insuficiência cardíaca (menor fluxo hepático).
1,5–2 h (pós-infusão); na toxicidade sistémica a distribuição rápida é seguida de re-elevação (segunda fase). Neonatos: 3–4 h.
Medicamentos do mesmo grupo terapêutico (classificação ATC) ou da mesma classe farmacológica.