Enzimas, transportadores e recetores que os medicamentos modulam — o que são, o que fazem e como explicam as interações.
É o alvo mais frequente nas interações: fármacos que a inibem (ex.: cetoconazol, claritromicina, sumo de toranja) aumentam as concentrações dos substratos; fármacos que a induzem (ex.: rifampicina, carbamazepina, fenitoína) reduzem-nas e podem causar perda de eficácia.
Ver detalhe →A inibição do CYP2D6 (ex.: fluoxetina, paroxetina) pode duplicar as concentrações de substratos como a codeína, o tramadol e a metoprolol; nos metabolizadores lentos, pró-fármacos ativados por esta enzima (codeína → morfina) podem ter efeito reduzido.
Ver detalhe →A inibição do CYP2C9 (ex.: fluconazol, amiodarona, metronidazol, cotrimoxazol) é o mecanismo central das interações que aumentam o INR com os cumarínicos; a indução (rifampicina) reduz o efeito anticoagulante.
Ver detalhe →A inibição do CYP1A2 (ex.: ciprofloxacina + teofilina) aumenta o risco de toxicidade da teofilina (náuseas, taquicardia, convulsões); os fumadores que deixam de fumar podem acumular substratos metabolizados por esta enzima.
Ver detalhe →A inibição do CYP2C19 (ex.: omeprazol + clopidogrel) reduz a formação do metabolito ativo do clopidogrel e pode diminuir a proteção antiagregante; a indução (rifampicina) acelera o metabolismo dos substratos.
Ver detalhe →A inibição do CYP2C8 (ex.: gemfibrozil + repaglinida) aumenta as concentrações do substrato e o risco de hipoglicemia; a indução reduz o efeito.
Ver detalhe →A indução do CYP2B6 (ex.: rifampicina, fenobarbital) reduz as concentrações do efavirenz e da bupropiona; a inibição aumenta a exposição.
Ver detalhe →O consumo crónico de álcool induz o CYP2E1 e aumenta a formação de NAPQI a partir do paracetamol, elevando o risco de hepatotoxicidade com doses terapêuticas.
Ver detalhe →A inibição da COX-1 pelos AINEs e pela aspirina explica os efeitos gastrolesivos (úlcera, hemorragia) e, na aspirina, o efeito antiagregante plaquetar. É o alvo das interações AINE + anticoagulante/antiagregante.
Ver detalhe →Os inibidores seletivos da COX-2 poupam a COX-1 e têm menor risco gastrointestinal, mas mantêm o risco cardiovascular (tromboembólico) e renal; as interações com anticoagulantes continuam a ser relevantes.
Ver detalhe →Fármacos que inibem a P-gp (ex.: amiodarona, claritromicina, cetoconazol, verapamilo, diltiazem) aumentam a absorção e as concentrações de substratos como a digoxina, o dabigatrano e o tacrolimus; os indutores reduzem-nas.
Ver detalhe →A inibição do BCRP aumenta a exposição a substratos como a rosuvastatina, o metotrexato e a sulfassalazina; a associação com inibidores (ex.: ciclosporina) pode exigir redução de dose.
Ver detalhe →A inibição do OATP1B1 (ex.: ciclosporina, claritromicina) reduz a captação hepática das estatinas e aumenta as concentrações sistémicas, com risco de miopatia e rabdomiólise.
Ver detalhe →A inibição da MAO-A aumenta as monoaminas sinápticas; a associação com ISRS, tramadol, petidina ou dextrometorfano pode causar síndrome serotoninérgica, e a ingestão de alimentos ricos em tiramina pode causar crise hipertensiva.
Ver detalhe →A inibição seletiva da MAO-B em doses terapêuticas tem menor risco de interação com tiramina, mas a associação com fármacos serotoninérgicos (ISRS, petidina) mantém risco de síndrome serotoninérgica.
Ver detalhe →A varfarina e o acenocumarol inibem a VKORC1, reduzindo a síntese de fatores dependentes da vitamina K; a ingestão alimentar de vitamina K antagoniza este efeito e altera o INR.
Ver detalhe →Fármacos oxidantes podem causar hemólise aguda em doentes com deficiência de G6PD: primaquina, sulfonamidas (cotrimoxazol), nitrofurantoína, dapsona, aspirina em doses altas.
Ver detalhe →Fármacos que inibem a TPMT (ex.: alopurinol) aumentam a toxicidade da azatioprina; a associação alopurinol + azatioprina é a interação clássica e exige redução de dose da azatioprina.
Ver detalhe →A associação de inibidores da PDE5 com nitratos (nitroglicerina, isossorbida) causa hipotensão grave potencialmente fatal, por potenciação do óxido nítrico; também potenciam a hipotensão com alfabloqueadores e com o riociguat.
Ver detalhe →As estatinas (simvastatina, atorvastatina) são metabolizadas pelo CYP3A4 e transportadas pelo OATP1B1; a inibição por cetoconazol, claritromicina, ciclosporina ou amiodarona aumenta o risco de miopatia e rabdomiólise.
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