Hidralazina é um vasodilatador usado por via oral na hipertensão (incluindo na gravidez) e por via injetável na urgência hipertensiva e na pré-eclâmpsia grave. Baixa a pressão relaxando diretamente os músculos das artérias.
Também conhecido como: Apresoline
A Hidralazina provoca taquicardia reflexa, geralmente controlada pelo Metoprolol; a interrupção do betabloqueante expõe a taquicardia e risco de isquemia.
Vasodilatador arterial direto + betabloqueante: associações clássicas (ex.: para hipertensão na gravidez) mas dependentes do betabloqueante.
Frequência cardíaca, angina, tensão arterial.
Palpitações, angina após suspensão do betabloqueante.
A associação é intencional em vários protocolos; nunca suspender o betabloqueante sem substituição; vigiar pulso.
DailyMed — rótulos Hydralazine Hydrochloride (taquicardia reflexa; usar com betabloqueante) e Metoprolol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=47ad263b-ad3d-4f98-b0aa-d9e82ab6cb67
A associação de Hidralazina com Propranolol é terapeuticamente útil (controle da taquicardia reflexa), mas a interrupção do propranolol expõe à taquicardia e aumenta o trabalho cardíaco.
Vasodilatação arterial direta pela Hidralazina desencadeia taquicardia reflexa bloqueada pelo Propranolol.
Frequência cardíaca, angina, tensão arterial.
Palpitações súbitas, dor torácica.
Interrupção do propranolol deve ser gradual; vigiar pulso e sintomas de isquemia.
DailyMed — rótulo Hydralazine Hydrochloride, taquicardia reflexa (coadministração com betabloqueante): https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=47ad263b-ad3d-4f98-b0aa-d9e82ab6cb67
A biodisponibilidade da hidralazina duplica quando tomada com alimentos — tomar sempre da mesma forma para evitar variações da tensão.
Tome com as refeições, sempre da mesma forma (com ou sem alimentos, mas consistente).
DailyMed — Apresoline (hydralazine): bioavailability increased with food; Prontuário 7.3.
A hidralazina causa taquicardia reflexa — precaução em cardiopatia isquémica e disseção de aneurisma.
Associar sempre a betabloqueador para atenuar taquicardia reflexa.
Prontuário Terapêutico INFARMED, 7.3 (hidralazina — precaução em cardiopatia isquémica, disseção de aneurisma).
A retenção de sódio e taquicardia podem descompensar IC — precaução; associar diurético.
Não usar isolada em IC; associar diurético e/ou betabloqueador.
Prontuário Terapêutico INFARMED, 7.3 (hidralazina — retenção de sódio, taquicardia reflexa).
A hidralazina IV é usada há décadas na hipertensão grave/pre-eclâmpsia da grávida com ampla experiência clínica, mas dados de segurança sistematizados são limitados: o EMC-UK nota "not been established" e relatos de taquicardia fetal e hipoglicemia neonatal com uso prolongado. Preferir metildopa ou labetalol quando disponíveis; hidralazina reserva-se para crises hipertensivas.
Uso IV/IM em ambiente hospitalar para crises hipertensivas na gravidez e pré-eclâmpsia; monitorizar frequência cardíaca fetal e glicemia neonatal se uso prolongado.
Excreção no leite não bem caracterizada; usar com precaução e vigiar o lactente quanto a hipotensão. Em geral preferir metildopa se amamentar.
EMC-UK (MHRA) — SmPC Hydralazine (Apresoline): https://www.medicines.org.uk/emc/product/2372/smpc (secção 4.6). Prontuário Terapêutico INFARMED — 4.3.1 (hidralazina como alternativa nas crises).
Ferramenta de apoio clínico e educativo. A informação não substitui a prescrição médica nem o parecer de um profissional de saúde qualificado.
Vasodilatador arterial direto para hipertensão refratária (oral, em combinação) e urgência hipertensiva obstétrica (IV); o uso em monoterapia é limitado pela taquicardia reflexa e retenção hidrossalina.
Abre canais de K+ e ativa a guanilato ciclase no músculo liso arteriolar (mais do que venular), reduzindo a pós-carga; a queda da pressão desencadeia taquicardia reflexa (barorreflexo), ativação simpática e libertação de renina — daí a combinação com betabloqueador e diurético.
Absorção oral boa (> 75% para a forma hidralazina) mas biotransformação de primeira passagem substancial (biodisponibilidade sistémica 25–55% em acetiladores lentos); pico 45–90 min. Alimentos aumentam a absorção.
Acetilação hepática (N-acetiltransferase 2 — polimorfismo acetilador rápido/lento) e hidroxilação; acetiladores lentos têm níveis mais altos e mais efeitos adversos (incluindo lupus induzido). Metabolitos excretados na urina.
3–7 h (plasmática); ação vasodilatadora mais prolongada (ligação ao tecido vascular). Na insuficiência renal, meia-vida pode chegar a 7–16 h.
Medicamentos do mesmo grupo terapêutico (classificação ATC) ou da mesma classe farmacológica.