A rifampicina é um antibiótico usado principalmente no tratamento da tuberculose, sempre em associação com outros medicamentos. É muito eficaz, mas acelera a eliminação de muitos outros medicamentos, pelo que pode reduzir o efeito de tratamentos que toma em simultâneo.
Também conhecido como: Rifadin, Rimactane
A Rifampicina acelera o metabolismo do Omeprazol e reduz o seu efeito de supressão ácida.
O omeprazol é metabolizado pelo CYP2C19 e CYP3A4; a rifampicina induz estas enzimas e pode reduzir as suas concentrações em mais de 50%, com diminuição da supressão ácida gástrica (relevante em úlcera, DRGE grave ou profilaxia de stress). Recomenda-se vigiar a resposta clínica e considerar aumentar a dose de omeprazol ou preferir um IBP menos afetado (ex.: pantoprazol) durante a associação.
Omeprazol + rifampicina: a rifampicina reduz os níveis de omeprazol (indução do CYP2C19/3A4), diminuindo a supressão ácida. Vigiar a resposta e considerar ajuste.
Indução do CYP2C19, principal via do metabolismo do Omeprazol.
Controlo dos sintomas (dispepsia, DRGE, úlcera).
Recidiva de sintomas gástricos.
Considerar aumentar a dose ou usar alternativa (ex.: IBP menos dependente do CYP2C19).
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Rifampicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=b389b1a3-672f-47e3-916c-4a9c044b211b ; rótulo aprovado Omeprazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=37291cab-e350-d8e3-e063-6294a90a9cb1
A Rifampicina (indutor do CYP450) reduz acentuadamente as concentrações de Cetoconazol, com risco de falência terapêutica antifúngica.
A interação é bidirecional: a rifampicina induz o CYP3A4 e reduz drasticamente as concentrações de cetoconazol (perda do efeito antifúngico), enquanto o cetoconazol inibe o CYP3A4 e pode aumentar os níveis de rifampicina, com risco de hepatotoxicidade. Deve evitar-se a associação; se for inevitável, monitorizar a resposta antifúngica e a função hepática, considerando alternativas antifúngicas não dependentes do CYP3A4 (ex.: anfotericina B, equinocandinas).
Cetoconazol + rifampicina: a rifampicina reduz os níveis de cetoconazol (falência antifúngica) e o cetoconazol eleva os de rifampicina. Evitar a associação.
Indução enzimática (CYP3A4/glicoproteína-P) pela rifampicina, acelerando a eliminação do cetoconazol e reduzindo a sua eficácia.
Resposta clínica ao antifúngico; níveis de cetoconazol (se disponíveis); provas de função hepática.
Persistência/agravamento da infeção fúngica, febre recorrente.
Evitar a associação. Se forem necessários ambos, usar antifúngico alternativo e monitorizar a resposta clínica e micológica.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Cetoconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=f162e616-21b4-49b1-b437-15e21001a6f0 ; rótulo aprovado Rifampicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=b389b1a3-672f-47e3-916c-4a9c044b211b — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A Rifampicina reduz as concentrações de Fluconazol, com risco de falência terapêutica antifúngica.
A rifampicina induz o CYP2C9 e o CYP3A4, vias de metabolização do fluconazol, e pode reduzir as suas concentrações em cerca de 25–50% e encurtar a semivida; o efeito antifúngico pode ficar comprometido em infeções graves. Recomenda-se vigiar a resposta clínica e considerar aumentar a dose de fluconazol durante a associação, monitorizando a função hepática.
Fluconazol + rifampicina: a rifampicina reduz os níveis de fluconazol (~25–50%), podendo comprometer o tratamento antifúngico. Vigiar e considerar ajuste de dose.
Indução enzimática da rifampicina, acelerando o metabolismo do fluconazol.
Resposta clínica, provas de função hepática.
Persistência/agravamento da infeção fúngica.
Monitorizar a resposta clínica; pode ser necessário aumentar a dose de fluconazol ou usar antifúngico alternativo.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Fluconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=7961c029-746c-48c3-888b-8f8344102873 ; rótulo aprovado Rifampicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=b389b1a3-672f-47e3-916c-4a9c044b211b — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A Rifampicina (indutor do CYP450) reduz acentuadamente as concentrações de Itraconazol, com risco de falência terapêutica antifúngica.
O itraconazol é metabolizado pelo CYP3A4; a rifampicina, indutora potente, pode reduzir as suas concentrações e as do metabolito ativo (hidroxi-itraconazol) para níveis indetetáveis, com perda total do efeito antifúngico. A associação é praticamente contraindicada; se for inevitável, considerar um antifúngico alternativo (anfotericina B, equinocandinas) ou monitorizar os níveis de itraconazol se disponíveis.
Itraconazol + rifampicina: a rifampicina reduz drasticamente os níveis de itraconazol (indução do CYP3A4), com falência antifúngica. Contraindicado na prática.
Indução enzimática (CYP3A4/glicoproteína-P) pela rifampicina, acelerando a eliminação do itraconazol e reduzindo a sua eficácia.
Resposta clínica ao antifúngico; provas de função hepática.
Persistência/agravamento da infeção fúngica.
Evitar a associação. Se ambos forem necessários, usar antifúngico alternativo e monitorizar a resposta clínica e micológica.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Itraconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=a4d555fa-787c-40fb-bb7d-b0d4f7318fd0 ; rótulo aprovado Rifampicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=b389b1a3-672f-47e3-916c-4a9c044b211b — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A Rifampicina reduz os níveis de Linezolida — risco de perda de eficácia do tratamento da TB.
A rifampicina aumenta a clearance da linezolida e reduz a sua exposição em cerca de 30%, mesmo que a linezolida não seja metabolizada de forma significativa pelo CYP; a relevância clínica é debatida, mas o risco de falência é maior em infeções graves (ex.: endocardite, pneumonia por estafilococos resistentes). Recomenda-se vigiar a resposta clínica e considerar alternativa (ex.: vancomicina, daptomicina) quando a associação for desaconselhada pelo contexto.
Linezolida + rifampicina: a rifampicina reduz os níveis de linezolida (~30%), com possível perda de eficácia. Vigiar a resposta clínica.
Indução de enzimas e transportadores que eliminam a Linezolida.
Resposta clínica à TB.
Febre persistente, baciloscopia positiva.
Considerar monitorização farmacoterapêutica ou ajustar o esquema; vigiar a resposta.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Linezolida: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=374af2a7-d994-40bd-a86a-cd9038d0b72c ; rótulo aprovado Rifampicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=b389b1a3-672f-47e3-916c-4a9c044b211b
A associação de Praziquantel com Rifampicina está contraindicada: a Rifampicina reduz acentuadamente as concentrações de Praziquantel, com risco de falência terapêutica.
O praziquantel sofre extenso metabolismo de primeira passagem pelo CYP3A4; a rifampicina, indutora potente, reduz as suas concentrações de forma marcada e compromete a eficácia contra esquistossomose, teníase e outras parasitoses — interação clássica documentada no rótulo. Recomenda-se evitar a coadministração; se for inevitável, tratar a parasitose após concluir o esquema com rifampicina ou escolher alternativa terapêutica.
Praziquantel + rifampicina: a rifampicina reduz drasticamente os níveis de praziquantel (indução do CYP3A4), com falência do tratamento antiparasitário. Evitar a associação.
A Rifampicina, forte indutor do CYP3A4, aumenta o metabolismo hepático do Praziquantel, diminuindo de forma significativa a sua exposição.
Vigiar a resposta terapêutica à parasitose (por exemplo eliminação de ovos) quando a associação for inevitável.
Persistência da parasitose apesar do tratamento sugere falência e exige estratégia alternativa.
Não coadministrar; concluir o tratamento com Rifampicina antes de iniciar o Praziquantel ou escolher tratamento alternativo da parasitose.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Praziquantel: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=34ce1cdd-648e-4f1e-8512-bf3d4cc22eb9 ; rótulo aprovado Rifampicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=b389b1a3-672f-47e3-916c-4a9c044b211b — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A Rifampicina reduz os níveis de Prednisolona — menor efeito anti-inflamatório e imunossupressor.
A prednisolona é metabolizada pelo CYP3A4; a rifampicina induz esta enzima e pode reduzir as suas concentrações em 30–50%, atenuando o efeito anti-inflamatório/imunossupressor (relevante em doenças autoimunes, transplante e doenças respiratórias). Recomenda-se monitorizar a resposta clínica e considerar aumentar a dose de prednisolona durante a associação, com redução após a suspensão da rifampicina.
Prednisolona + rifampicina: a rifampicina reduz os níveis de prednisolona (indução do CYP3A4), diminuindo o efeito do corticoide. Considerar ajuste de dose.
Indução do CYP3A4 que acelera a eliminação do corticosteroide.
Resposta clínica; sinais de exacerbação da doença de base.
Exacerbação da doença (asma, DPOC, doença autoimune).
Ajustar a dose com base na resposta; considerar reforço durante crises.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Rifampicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=b389b1a3-672f-47e3-916c-4a9c044b211b ; rótulo aprovado Prednisolona: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=52e6e21d-94b8-41a0-8d13-371c0e66bcee
A Rifampicina reduz marcadamente os níveis de Amiodarona — risco de recidiva de arritmias.
A rifampicina é um indutor potente do CYP3A4 e da glicoproteína-P e pode reduzir as concentrações de amiodarona (e do seu metabolito ativo) em mais de 50%, com perda do controlo antiarrítmico. O efeito persiste semanas após a suspensão da rifampicina dada a semivida muito longa da amiodarona (até 60 dias). Recomenda-se evitar a associação quando possível; se inevitável, monitorizar o ritmo, considerar o ajuste (frequentemente aumento) da dose de amiodarona e vigiar o ECG.
Rifampicina + amiodarona: a rifampicina induz fortemente o CYP3A4 e pode reduzir os níveis de amiodarona para níveis subterapêuticos. Evitar ou vigiar de perto.
Indução do CYP3A4, principal via de metabolização da Amiodarona.
ECG/ritmo, sinais de recidiva arrítmica.
Palpitações, síncope, taquicardia.
Evitar se possível; se inevitável, vigiar o ritmo e considerar alternativa.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Rifampicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=b389b1a3-672f-47e3-916c-4a9c044b211b ; rótulo aprovado Amiodarona: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=51a88e8e-da02-4b97-9e7e-442fbffd908d
Interação recíproca: a Rifampicina reduz os níveis de Carbamazepina e a Carbamazepina reduz os da Rifampicina — possível perda de eficácia de ambos.
A rifampicina é um indutor potente do CYP3A4 e pode reduzir as concentrações de carbamazepina em mais de 50%, com risco de recaída das crises epiléticas; o efeito desenvolve-se em dias a semanas e persiste após a suspensão da rifampicina. Ambas são hepatotóxicas, com risco aditivo. Recomenda-se vigiar os níveis plasmáticos de carbamazepina e aumentar a dose conforme necessário durante e após o tratamento antituberculoso, monitorizando transaminases.
Rifampicina + carbamazepina: a rifampicina induz fortemente o CYP3A4 e reduz os níveis de carbamazepina, com risco de perda do controlo das crises. Vigiar níveis e ajustar dose.
Indução enzimática mútua (CYP3A4/2C9).
Níveis de carbamazepina, controlo de crises, resposta à TB.
Crises convulsivas, febre persistente na TB.
Monitorizar níveis de carbamazepina e resposta clínica; ajustar doses.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Rifampicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=b389b1a3-672f-47e3-916c-4a9c044b211b ; rótulo aprovado Carbamazepina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=9f3d91cd-a959-4e07-a51b-8a4e9ba9ece2
A Rifampicina reduz muito os níveis de Atorvastatina — perda do efeito hipolipemiante.
A rifampicina é um indutor potente do CYP3A4, a principal via de metabolização da atorvastatina; em uso crónico, reduz substancialmente as suas concentrações e compromete o controlo lipídico. Recomenda-se vigiar o perfil lipídico e aumentar a dose de atorvastatina conforme necessário, ou preferir uma estatina menos dependente do CYP3A4 (ex.: pravastatina, rosuvastatina) durante o tratamento com rifampicina.
Atorvastatina + rifampicina: a rifampicina induz o CYP3A4 e reduz os níveis de atorvastatina, diminuindo o efeito hipolipemiante. Vigiar o LDL e ajustar a dose.
Indução do CYP3A4, via principal de metabolização da Atorvastatina.
Perfil lipídico.
Elevação do LDL apesar da terapêutica.
Considerar outra estatina ou ajustar a dose vigiando os lípidos.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Rifampicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=b389b1a3-672f-47e3-916c-4a9c044b211b ; rótulo aprovado Atorvastatina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=86841382-4229-4e03-958e-3ac22639efd4
A Rifampicina reduz os níveis de Doxiciclina — risco de subdosagem (ex.: profilaxia da malária, brucelose, riquetsioses).
A rifampicina induz as enzimas hepáticas que metabolizam a doxiciclina e pode reduzir a sua semivida e as concentrações em cerca de 50%, comprometendo o tratamento de brucelose, rickettsioses e outras zoonoses (associação clássica documentada). Recomenda-se evitar a associação; se for inevitável, considerar duplicar a dose de doxiciclina (com vigilância) ou escolher um esquema alternativo.
Doxiciclina + rifampicina: a rifampicina acelera o metabolismo da doxiciclina e reduz os seus níveis em ~50%, com risco de falência terapêutica. Evitar ou usar dose dupla.
Indução enzimática que acelera a eliminação da Doxiciclina.
Resposta clínica à infeção.
Febre persistente, falência do tratamento.
Considerar alternativa antibiótica ou ajustar a dose.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Rifampicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=b389b1a3-672f-47e3-916c-4a9c044b211b ; rótulo aprovado Doxiciclina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=cf95b2ca-2cf8-49a8-8e3a-f9b0f5b2072c
A Rifampicina reduz substancialmente os níveis de Bedaquilina (cerca de 50%) — risco de falência e resistência na TB multirresistente.
A bedaquilina é metabolizada pelo CYP3A4 e a rifampicina, indutora potente, pode reduzir as suas concentrações em mais de 50%, comprometendo o tratamento da tuberculose multirresistente. O rótulo da bedaquilina desaconselha a associação com indutores potentes do CYP3A4. Deve evitar-se a coadministração; se for necessária, considerar esquemas alternativos e monitorizar a resposta clínica e microbiológica.
Bedaquilina + rifampicina: a rifampicina reduz drasticamente os níveis de bedaquilina (indução do CYP3A4), com risco de falência terapêutica. Evitar a associação.
Indução do CYP3A4, principal via de metabolização da Bedaquilina.
Resposta microbiológica (cultura e baciloscopia).
Persistência da positividade, resistência emergente.
Evitar a coadministração; se inevitável, considerar monitorização farmacoterapêutica.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Bedaquilina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=1534c9ae-4948-4cf4-9f66-222a99db6d0e ; rótulo aprovado Rifampicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=b389b1a3-672f-47e3-916c-4a9c044b211b
A Rifampicina reduz os níveis de Sildenafil — perda de eficácia (ou necessidade de doses maiores).
O sildenafil é metabolizado pelo CYP3A4; a rifampicina induz esta enzima e pode reduzir as suas concentrações de forma marcada, diminuindo o efeito na disfunção erétil ou na hipertensão pulmonar. Recomenda-se monitorizar a resposta e considerar aumentar a dose de sildenafil (dentro dos limites aprovados) durante a associação, ou preferir alternativa menos dependente do CYP3A4.
Sildenafil + rifampicina: a rifampicina reduz os níveis de sildenafil (indução do CYP3A4), diminuindo a eficácia. Considerar ajuste de dose.
Indução do CYP3A4, via de metabolização do Sildenafil.
Resposta clínica.
Falta de efeito.
Vigiar a resposta; ajustar a dose (sem exceder o máximo diário).
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Rifampicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=b389b1a3-672f-47e3-916c-4a9c044b211b ; rótulo aprovado Sildenafil: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=00ee09dd-2de0-4dc4-85f6-b51ed6eabd5b
A Rifampicina (indutor potente) reduz acentuadamente as concentrações de Voriconazol, com alto risco de falência terapêutica.
O voriconazol é metabolizado pelo CYP2C19 e CYP3A4; a rifampicina, indutora potente de ambas as vias, pode reduzir as suas concentrações para valores quase indetetáveis, com perda do efeito antifúngico. A associação é praticamente contraindicada; se for inevitável, considerar outro antifúngico (anfotericina B lipossómica, equinocandinas) e monitorizar os níveis de voriconazol se disponíveis.
Voriconazol + rifampicina: a rifampicina reduz drasticamente os níveis de voriconazol (indução do CYP3A4/CYP2C19), com falência antifúngica. Contraindicado na prática.
Indução potente do CYP3A4/CYP2C19 pela rifampicina, acelerando fortemente a eliminação do voriconazol.
Resposta clínica e micológica; considerar monitorização de níveis.
Falência do tratamento antifúngico (infeção fúngica invasiva).
Evitar a associação (considerada contraindicada). Usar antifúngico alternativo quando coexiste tuberculose.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Voriconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=f6a1a792-141b-42e8-8bd1-884e4408eb8a ; rótulo aprovado Rifampicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=b389b1a3-672f-47e3-916c-4a9c044b211b — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A rifampicina reduz muito os níveis de tadalafil no sangue (até 88% de redução da exposição), podendo diminuir a eficácia do tratamento.
A rifampicina é um indutor potente do CYP3A4 e reduziu a exposição (AUC) ao tadalafil em 88%. Outros indutores (fenobarbital, fenitoína, carbamazepina) têm efeito semelhante esperado. A eficácia do tadalafil pode ficar comprometida.
CYP3A4 indutor: a rifampicina reduziu a AUC do tadalafil em 88%; a eficácia pode diminuir. Considerar alternativa ou ajuste.
Indução do CYP3A4 pela rifampicina, acelerando o clearance do tadalafil.
Resposta clínica ao tadalafil.
Falta de efeito terapêutico.
Vigiar a resposta clínica; considerar alternativa ao tadalafil durante o curso de rifampicina.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Tadalafil: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=bcd8f8ab-81a2-4891-83db-24a0b0e25895 ; rótulo aprovado Rifampicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=b389b1a3-672f-47e3-916c-4a9c044b211b ; Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A rifampicina reduz os níveis de vardenafil no sangue, podendo diminuir a eficácia do tratamento.
O vardenafil é metabolizado predominantemente pelo CYP3A4; a rifampicina, indutora potente desta enzima, reduz as concentrações plasmáticas e pode comprometer a eficácia.
CYP3A4 indutor: a rifampicina acelera o clearance do vardenafil (metabolizado pelo CYP3A4); vigiar a resposta clínica.
Indução do CYP3A4 pela rifampicina.
Resposta clínica ao vardenafil.
Falta de efeito terapêutico.
Vigiar a resposta clínica; considerar alternativa durante o curso de rifampicina.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Vardenafil: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=2782efed-6198-47b9-81ac-3e255e2ab7f6 ; rótulo aprovado Rifampicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=b389b1a3-672f-47e3-916c-4a9c044b211b ; Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A rifampicina pode reduzir bastante a quantidade de tamoxifeno no organismo, diminuindo o efeito do tratamento. Fale com o médico se precisar de tomar rifampicina.
O rótulo aprovado do tamoxifeno (DailyMed) documenta que a rifampicina, indutor do CYP3A4, reduz a AUC e a Cmax do tamoxifeno em 86% e 55%, respetivamente — uma perda de exposição que pode comprometer a eficácia antitumoral. A SmPC EMC-UK reforça a precaução com indutores do CYP3A4. Esta associação surge sobretudo no contexto de tuberculose ou profilaxia antibiótica; a gestão deve ser multidisciplinar.
Indutor potente do CYP3A4 (rifampicina) reduz a AUC do tamoxifeno em até 86%. Evitar a associação sempre que possível; se inevitável, considerar alternativa de tratamento do cancro da mama e monitorizar.
Indução do CYP3A4 pela rifampicina, acelerando a eliminação do tamoxifeno.
Resposta ao tratamento e adesão; eventos adversos do tamoxifeno.
Agravamento clínico; sinais de progressão da doença.
Evitar a associação; se a rifampicina for indispensável (tuberculose), reavaliar a terapêutica antineoplásica com o oncologista.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Tamoxifeno: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=509f8ba3-214d-aec8-e063-6294a90af498 ; rótulo aprovado Rifampicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=b389b1a3-672f-47e3-916c-4a9c044b211b ; Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A rifampicina pode reduzir o efeito da pioglitazona, exigindo vigilância da glicemia e possível aumento de dose.
A pioglitazona é metabolizada principalmente pelo CYP2C8; a rifampicina, indutor potente desta isoenzima, reduz a AUC da pioglitazona em cerca de 54% (SmPC EMC-UK). A diminuição da exposição pode comprometer o controlo glicémico. Esta associação ocorre em doentes com tuberculose e diabetes.
A rifampicina (indutor do CYP2C8) reduz a AUC da pioglitazona em 54%; pode ser necessário aumentar a dose de pioglitazona com monitorização da glicemia.
Indução do CYP2C8 pela rifampicina, acelerando o metabolismo da pioglitazona.
Glicemia capilar e HbA1c durante o tratamento concomitante.
Hiperglicemia — sede, poliúria, fadiga.
Monitorizar glicemia e considerar aumento da dose de pioglitazona durante a rifampicina; reajustar no fim do antibiótico.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Pioglitazona: https://www.medicines.org.uk/emc/product/12841/smpc ; DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Rifampicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=b389b1a3-672f-47e3-916c-4a9c044b211b ; Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A rifampicina pode reduzir a eficácia do levonorgestrel. O rótulo do próprio medicamento avisa para consultar o médico se toma rifampicina (tratamento da tuberculose).
O rótulo de venda livre do levonorgestrel (DailyMed) instrui explicitamente a consultar médico ou farmacêutico antes do uso se estiver a tomar efavirenz ou rifampicina (tratamento da tuberculose) ou medicamentos para epilepsia, pois estes podem reduzir a eficácia do levonorgestrel. A rifampicina induz o CYP3A4 e acelera a eliminação do progestagénio. Em doentes com tuberculose, a contraceção de emergência hormonal é pouco fiável — o DIU de cobre é a alternativa.
O rótulo OTC do levonorgestrel avisa que a rifampicina pode reduzir a eficácia. Em doentes a tomar rifampicina, preferir DIU de cobre na contraceção de emergência e método não hormonal na contraceção regular.
Indução do CYP3A4 pela rifampicina, acelerando a eliminação do levonorgestrel.
Eficácia contracetiva.
Gravidez não planeada.
Preferir DIU de cobre na contraceção de emergência; método não hormonal na contraceção regular durante a rifampicina.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Levonorgestrel: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=07567b80-d8a1-41c0-95e4-33afa584bbc4 ; rótulo aprovado Rifampicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=b389b1a3-672f-47e3-916c-4a9c044b211b ; Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A rifampicina pode reduzir o efeito do estradiol, diminuindo a eficácia da terapêutica hormonal. Informe o médico se vai tomar rifampicina.
O rótulo aprovado do estradiol (DailyMed) cita a rifampicina entre os indutores do CYP3A4 que reduzem as concentrações plasmáticas de estrogénios, com possível diminuição do efeito terapêutico e alterações do padrão hemorrágico. Em doentes a tomar rifampicina (ex.: tuberculose), o efeito da terapêutica hormonal de substituição pode ser insuficiente e a eficácia contracetiva hormonal fica comprometida.
A rifampicina (indutor potente do CYP3A4) reduz as concentrações de estrogénios; monitorizar o efeito e considerar ajuste de dose durante o antibiótico.
Indução do CYP3A4 pela rifampicina, acelerando a eliminação dos estrogénios.
Sintomas vasomotores e padrão de hemorragia.
Retorno dos sintomas, hemorragia irregular.
Vigiar sintomas de retorno da menopausa e considerar ajuste de dose; usar contraceção não hormonal se aplicável.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Estradiol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=5718f042-e8c0-b721-e063-6294a90a5bef ; rótulo aprovado Rifampicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=b389b1a3-672f-47e3-916c-4a9c044b211b ; Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A Rifampicina (indutor potente do CYP3A4) reduz drasticamente os níveis de Arteméter e Lumefantrina — risco elevado de falência do tratamento da malária.
O arteméter e a lumefantrina são metabolizados pelo CYP3A4; a rifampicina é um indutor potente desta isoenzima e pode reduzir a exposição à lumefantrina em mais de 90% (AUC), com perda de eficácia antimalárica e risco de recidiva ou falência terapêutica. O rótulo aprovado da associação arteméter-lumefantrina contraindica a coadministração com rifampicina. Sempre que possível, deve escolher-se outro antimalárico ou ajustar a estratégia terapêutica; se a associação for inevitável, monitorizar de perto a resposta clínica e a parasitemia.
A rifampicina (indutor potente do CYP3A4) reduz drasticamente os níveis de arteméter e lumefantrina — risco de falência do tratamento da malária. Evitar a associação; se inevitável, considerar alternativa antimalárica.
Indução enzimática que acelera o metabolismo do ACT, com reduções importantes da exposição à Lumefantrina.
Resposta clínica e parasitológica; vigilância de malária recorrente.
Febre persistente ou recorrente, parasitemia na lâmina.
Evitar a associação. Se a rifampicina for essencial, usar um esquema antimalárico alternativo e confirmar a cura parasitológica.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Rifampicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=b389b1a3-672f-47e3-916c-4a9c044b211b ; rótulo aprovado Arteméter + Lumefantrina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=7866ec19-dfac-47d4-a53f-511a12643cbf
A Rifampicina acelera o metabolismo da Warfarina e reduz o INR — risco de trombose por anticoagulação insuficiente.
A rifampicina é um dos indutores enzimáticos mais potentes do CYP2C9 e do CYP3A4, as enzimas que metabolizam a warfarina. A indução acelera a eliminação da warfarina e reduz drasticamente o INR, com risco de tromboembolismo; estudos mostram reduções superiores a 50% na exposição à warfarina. Em alguns doentes é necessário duplicar ou mesmo triplicar a dose de warfarina, com monitorização frequente do INR, e reajustar a dose nas 1–2 semanas após suspender a rifampicina, porque o efeito indutor desaparece gradualmente e o INR pode então subir. Esta interação é particularmente relevante no tratamento da tuberculose em doentes anticoagulados.
A rifampicina é um indutor potente do CYP2C9/CYP3A4 e pode REDUZIR muito o efeito da warfarina (INR baixo, risco de trombose). Pode ser necessário duplicar ou triplicar a dose de warfarina com monitorização apertada.
Indução do CYP2C9 (e CYP3A4), principal via de metabolização da Warfarina.
INR semanal no início; sinais de trombose.
TVP/EP, AVC, isquemia dos membros.
Monitorizar o INR ao iniciar/parar a rifampicina e ajustar a dose.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Rifampicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=b389b1a3-672f-47e3-916c-4a9c044b211b ; rótulo aprovado Warfarina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=541c9a70-adaf-4ef3-94ba-ad4e70dfa057
A Rifampicina reduz os níveis de Digoxina (indução da glicoproteína-P) — risco de perda de controlo da insuficiência cardíaca ou da fibrilhação auricular.
A rifampicina é um indutor potente da glicoproteína-P: aumenta a expressão do transportador e acelera a eliminação da digoxina, reduzindo as suas concentrações plasmáticas. O efeito pode diminuir a eficácia da digoxina (perda de controlo da frequência na fibrilhação auricular ou da insuficiência cardíaca), exigindo por vezes aumento da dose. A interação é particularmente relevante no tratamento da tuberculose em doentes cardiopatas. Recomenda-se monitorizar a digoxinemia ao iniciar e suspender a rifampicina, ajustar a dose de digoxina conforme necessário e reavaliar após a suspensão (os níveis podem subir quando o efeito indutor desaparece).
A rifampicina induz a P-gp e pode REDUZIR os níveis de digoxina, com perda de eficácia. Monitorizar a digoxinemia e ajustar a dose.
Indução do transportador glicoproteína-P que elimina a Digoxina.
Digoxinemia, frequência cardíaca, sinais de insuficiência cardíaca.
Agravamento da dispneia, taquiarritmias.
Monitorizar digoxinemia e os sinais clínicos; ajustar a dose.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Rifampicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=b389b1a3-672f-47e3-916c-4a9c044b211b ; rótulo aprovado Digoxina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=5886e233-b2da-4acb-be05-9bf40fb8e7f4
Os alimentos reduzem a absorção da rifampicina; a toma em jejum maximiza os níveis plasmáticos.
Tomar a rifampicina em jejum, 1 hora antes ou 2 horas depois das refeições.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Rifampicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=b389b1a3-672f-47e3-916c-4a9c044b211b
O álcool adiciona hepatotoxicidade à da rifampicina e pode interferir com a adesão ao tratamento da tuberculose.
Evitar o consumo de álcool durante o tratamento.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Rifampicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=b389b1a3-672f-47e3-916c-4a9c044b211b
A rifampicina induz a síntese de porfirinas e pode precipitar crises em doentes com porfiria.
Usar com precaução em doentes com porfiria.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Rifampicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=b389b1a3-672f-47e3-916c-4a9c044b211b
A rifampicina é hepatotóxica e pode agravar a doença hepática pré-existente.
Vigiar transaminases; reduzir a dose ou suspender se houver lesão hepática.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Rifampicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=b389b1a3-672f-47e3-916c-4a9c044b211b
A rifampicina atravessa a placenta; os dados são limitados, mas é usada na gravidez para tratar tuberculose ativa.
Usar na tuberculose ativa, com suplementação de vitamina K no recém-nascido e vitamina B6 materna.
Excretada no leite; compatível com a amamentação sob vigilância.
A rifampicina reduz a eficácia dos contracetivos hormonais — usar método adicional (barreira).
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Rifampicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=b389b1a3-672f-47e3-916c-4a9c044b211b
Ferramenta de apoio clínico e educativo. A informação não substitui a prescrição médica nem o parecer de um profissional de saúde qualificado.
Rifamicina bactericida de largo espetro. Distribui-se amplamente pelo organismo, atingindo concentrações eficazes em muitos órgãos e fluidos, incluindo o líquido cefalorraquidiano. Cerca de 80% liga-se às proteínas plasmáticas. Indutor potente de múltiplos enzimas e transportadores (CYP1A2, 2B6, 2C8, 2C9, 2C19, 3A4, UGT, P-gp, MRP2) — reduz a exposição de inúmeros fármacos.
Inibe a atividade da RNA-polimerase dependente de ADN das bactérias suscetíveis, nomeadamente Mycobacterium tuberculosis; não inibe o enzima dos mamíferos. A resistência surge por mutações de um só passo na RNA-polimerase, pelo que nunca se usa em monoterapia na tuberculose.
Bem absorvida pelo trato gastrointestinal: após 600 mg orais o pico sérico médio é de 7 mcg/mL (variação 4–32 mcg/mL), atingido 1 a 2 horas após a toma. Os alimentos reduzem a absorção em cerca de 30%.
Após absorção, é rapidamente eliminada na biliar, com circulação entero-hepática e desacetilação progressiva (o metabolito desacetilado mantém atividade antibacteriana). Até 30% da dose é excretada na urina, cerca de metade como fármaco inalterado.
A semivida biológica média é de 3,35 ± 0,66 horas após 600 mg orais (5,08 ± 2,45 h após 900 mg); com administração repetida diminui para cerca de 2 a 3 horas. Aumenta na insuficiência renal grave: até 11 horas em doentes anúricos (a 900 mg).
Medicamentos do mesmo grupo terapêutico (classificação ATC) ou da mesma classe farmacológica.