Mucolítico + metilxantina: sem interação farmacocinética clinicamente significativa.
A acetilcisteina não afecta significativamente o metabolismo da teofilina. Efeito aditivo terapêutico possível (mucolítico + broncodilatador).
Não requer ajuste de dose.
DailyMed/FDA; EMC-UK
Acetilcisteína + nitroglicerina: risco de hipotensão e cefaleias quando administradas em conjunto.
O Prontuário Terapêutico regista a interação entre a acetilcisteína e a nitroglicerina (hipotensão e cefaleias) na monografia da acetilcisteína (5.2.2). O mecanismo é a potenciação vasodilatadora: a acetilcisteína é um precursor do glutationa e aumenta a disponibilidade do óxido nítrico, reforçando o efeito vasodilatador e hipotensor da nitroglicerina. A associação é clinicamente relevante sobretudo no doente coronário que recebe nitratos e faz acetilcisteína (ex.: como mucolítico), porque a hipotensão sintomática e as cefaleias podem surgir nas primeiras administrações. A orientação prática é monitorizar a tensão arterial, advertir o doente para o risco de cefaleias e tonturas, e, em caso de hipotensão significativa, avaliar o espaçamento das tomas ou a suspensão de um dos fármacos. Não é uma interação de gravidade major, mas exige vigilância clínica ativa.
Acetilcisteína + nitroglicerina: risco de hipotensão e cefaleias — vigiar a tensão arterial na co-administração.
O Prontuário Terapêutico regista a interação entre a acetilcisteína e a nitroglicerina (hipotensão e cefaleias) na monografia da acetilcisteína (5.2.2). O mecanismo é a potenciação vasodilatadora — a acetilcisteína aumenta a disponibilidade do óxido nítrico, reforçando o efeito vasodilatador e hipotensor da nitroglicerina.
Vigilância clínica de sintomas (cefaleias, tonturas, hipotensão) nas primeiras administrações conjuntas.
Hipotensão sintomática, síncope ou cefaleias intensas após a toma conjunta.
Monitorizar a tensão arterial durante a co-administração; advertir o doente para o risco de cefaleias e hipotensão ortostática.
Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012) — Acetilcisteína, 5.2.2
A NAC pode ser tomada com ou sem alimentos; apenas sucos ácidos inactivam parcialmente a solução oral (não comprimidos efervescentes correctamente dissolvidos).
Não dilua a solução oral em sucos ácidos; dissolva o efervescente em água (ficha do site).
Ficha do site (NAC — não diluir com sucos ácidos, inativação).
A acetilcisteína pode ser tomada com ou sem alimentos; a toma com alimentos reduz o desconforto gastrointestinal.
Tomar com alimentos se ocorrer desconforto gástrico.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Acetilcisteína: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=5558a5f5-e821-473b-7d8a-5d33d09f0586
O álcool pode reduzir os níveis de glutationa e contrariar o efeito antioxidante da acetilcisteína; limitar o consumo.
Limitar o consumo de álcool durante o tratamento.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Acetilcisteína: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=5558a5f5-e821-473b-7d8a-5d33d09f0586
A NAC é usada profilaticamente na nefropatia por contraste, mas a evidência é incerta — precaução na insuficiência renal (doses ajustadas).
Dose ajustada conforme clearance; não substituir hidratação IV por NAC.
EMC-UK — SmPC N-acetylcysteine (via IV, precauções renais).
A inalação de acetilcisteína pode desencadear broncospasmo, sobretudo em doentes asmáticos.
Usar com precaução; ter broncodilatador de curta ação disponível.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Acetilcisteína: https://www.medicines.org.uk/emc/product/2488/smpc
Sem entrada nos anexos; a NAC IV é o antídoto da intoxicação por paracetamol — nestas situações de emergência, o benefício materno (salvar a vida) é absoluto e o tratamento deve ser administrado sem hesitação. Dados observacionais de gravidezes expostas não mostram malformações. A NAC não é teratogénica em animais.
Uso de emergência sem restrição (intoxicação por paracetamol, profilaxia de contraste); o benefício materno prevalece sempre.
Compatível; doses do antídoto são válidas durante a amamentação.
EMC-UK (MHRA) — SmPC Acetylcysteine: https://www.medicines.org.uk/emc/product/3501/smpc (secção 4.6). MHRA — paracetamol overdose treatment guideline.
Ferramenta de apoio clínico e educativo. A informação não substitui a prescrição médica nem o parecer de um profissional de saúde qualificado.
Prevenção da hepatotoxicidade por paracetamol (NAPQI neutralizado); mucólise por quebra de dissulfuretos.
Doador de cisteína: ↑ glutatião hepático que conjuga o NAPQI (metabolito reativo do paracetamol) a mercapturato inofensivo. Mucolítico: rompe ligações dissulfureto das glicoproteínas do muco, reduzindo a viscosidade.
Oral: 6–10% (primeira passagem extensa — razão da preferência IV na sobredosagem); IV: 100%.
Desacetilação a cisteína; metabolização por oxidases hepáticas e renais; excreção renal.
~ 2–6 h (IV; dose-dependente).
Medicamentos do mesmo grupo terapêutico (classificação ATC) ou da mesma classe farmacológica.