A cloroquina é um medicamento antimalárico, usado no tratamento e prevenção da malária em zonas onde o parasita ainda é sensível. Também é usada em algumas doenças reumáticas e lúpus. Requer vigilância oftalmológica em tratamentos prolongados.
Também conhecido como: Cloroquina fosfato
Associação de dois antimaláricos que prolongam o QT — risco arritmogénico acrescido, sem benefício terapêutico.
Tanto a cloroquina como a mefloquina prolongam o intervalo QT e podem causar arritmias ventriculares; o rótulo da cloroquina alerta para o risco aumentado durante a administração concomitante com QT-prolongantes, e o rótulo da mefloquina tem uma secção dedicada ao prolongamento do QTc e às interações (desaconselhando, por exemplo, a halofantrina e o cetoconazol pelo risco de prolongamento potencialmente fatal). A associação cloroquina+mefloquina deve ser evitada (não são usadas em conjunto na prática antimalárica); se inevitável, monitorizar o ECG e os eletrólitos e corrigir hipocaliemia/hipomagnesemia.
Cloroquina + mefloquina: risco aditivo de prolongamento do QT. Evitar a associação; monitorizar ECG se inevitável.
Prolongamento aditivo do intervalo QT; efeitos aditivos sobre o SNC.
ECG e vigilância neurológica.
Palpitações, convulsões, alterações do comportamento.
Evitar; usar um único esquema antimalárico.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Cloroquina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=06c69e2b-211b-4746-9f3a-f86d36520570 ; rótulo aprovado Mefloquina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=09716a24-d7da-42b2-af29-c03a1b6670bd
Risco elevado de prolongamento do QT e arritmias ventriculares; associação a evitar na maioria dos doentes.
A cloroquina bloqueia os canais de potássio e sódio cardíacos e prolonga o intervalo QT; com a amiodarona, o efeito é aditivo e o risco de arritmias ventriculares aumenta, sobretudo com hipocaliemia, bradicardia ou cardiopatia. Em doentes crónicos com amiodarona (ex.: FA), preferir outro antimalárico para o tratamento da malária aguda. Se a associação for inevitável, vigiar ECG e eletrólitos e corrigir hipocaliemia/hipomagnesemia.
Cloroquina + amiodarona: prolongamento aditivo do QT com risco de torsades de pointes. Evitar a associação ou vigiar ECG.
Efeito aditivo na repolarização cardíaca (Cloroquina e Amiodarona prolongam o QT por bloqueio de canais de potássio).
ECG (QTc), potássio e magnésio.
Síncope, palpitações, convulsões.
Evitar a associação; se inevitável, ECG e eletrólitos antes e durante, com precaução máxima.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Cloroquina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=06c69e2b-211b-4746-9f3a-f86d36520570 ; rótulo aprovado Amiodarona: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=51a88e8e-da02-4b97-9e7e-442fbffd908d
Prolongamento do QT aditivo com risco de arritmias ventriculares.
A cloroquina e a claritromicina prolongam ambas o intervalo QT (bloqueio do hERG); o efeito é aditivo e o risco de torsades de pointes aumenta, sobretudo com hipocaliemia, bradicardia, insuficiência renal ou cardiopatia. Em doentes a receber cloroquina (malária, lúpus), preferir um antibiótico sem efeito no QT; se a associação for inevitável, vigiar ECG e eletrólitos e corrigir hipocaliemia/hipomagnesemia.
Cloroquina + claritromicina: prolongamento aditivo do QT com risco de torsades de pointes. Evitar a associação ou vigiar ECG.
Ambos bloqueiam os canais de potássio cardíacos; efeito aditivo na repolarização.
ECG (QTc) e eletrólitos.
Palpitações, síncope, tonturas.
Usar com precaução; monitorizar o ECG; considerar alternativa antibiótica.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Cloroquina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=06c69e2b-211b-4746-9f3a-f86d36520570 ; rótulo aprovado Claritromicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=d836ae7e-fdbf-4dcb-a90d-ede1dcbc3e67
Os antiácidos reduzem a absorção da Cloroquina, podendo diminuir a sua eficácia.
Os antiácidos contendo caulim, magnésio ou alumínio adsorvem a cloroquina no lúmen gastrointestinal e reduzem a sua absorção, podendo diminuir as concentrações plasmáticas e comprometer o tratamento ou a profilaxia antimalárica. O rótulo da cloroquina recomenda separar a administração por pelo menos 4 horas quando é necessário usar um antiácido. Esta precaução é especialmente relevante em doentes a fazer profilaxia de malária ou tratamento de doenças autoimunes (lúpus, artrite reumatoide), onde a adesão ao esquema e a eficácia são críticas.
Antiácidos + cloroquina: os antiácidos (caulim, magnésio, alumínio) reduzem a absorção da cloroquina. Separar a toma por pelo menos 4 horas.
Quelação e alteração do pH gástrico que reduzem a solubilidade e a absorção da Cloroquina.
Resposta clínica; reavaliar se falência terapêutica.
Falta de resposta ao tratamento.
Separar as tomas por 2–4 horas (antiácidos após a Cloroquina).
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Cloroquina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=06c69e2b-211b-4746-9f3a-f86d36520570 ; rótulo aprovado Antiácidos: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=c72f0736-ee20-45b4-baf0-b80f1e3fa9cb
Associação de Fluconazol e Cloroquina com risco de prolongamento do intervalo QT.
A cloroquina prolonga o intervalo QT (torsade de pointes e arritmias ventriculares reportadas, com risco maior em doses elevadas e com QT-prolongantes concomitantes — o rótulo da cloroquina alerta explicitamente para esse risco), e o fluconazol pode também prolongar o QT (o rótulo contraindica a associação de fluconazol com fármacos QT-prolongantes metabolizados pelo CYP3A4). A associação soma o risco de arritmias ventriculares, sobretudo em doentes com QT longo, hipocaliemia, hipomagnesemia, bradicardia ou doença cardíaca. Sempre que possível, evitar ou escolher um antifúngico alternativo; se inevitável, monitorizar o ECG e os eletrólitos e corrigir hipocaliemia/hipomagnesemia.
Cloroquina + fluconazol: risco aditivo de prolongamento do QT. Evitar ou vigiar ECG em doentes de risco.
Efeito aditivo sobre a repolarização cardíaca (ambos prolongam o QT).
ECG (intervalo QT), eletrólitos (K+, Mg2+).
Síncope, palpitações.
Usar com precaução; monitorizar ECG (QT) e eletrólitos.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Fluconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=7961c029-746c-48c3-888b-8f8344102873 ; rótulo aprovado Cloroquina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=06c69e2b-211b-4746-9f3a-f86d36520570
A associação de Moxifloxacina com Cloroquina pode prolongar o intervalo QT e aumentar o risco de arritmias ventriculares (torsades de pointes).
A cloroquina prolonga o intervalo QT (torsade de pointes e arritmias ventriculares reportadas, com risco maior com QT-prolongantes concomitantes — rótulo da cloroquina), e a moxifloxacina também prolonga o QT, com casos de torsade de pointes; o rótulo da moxifloxacina recomenda evitar o uso em doentes com prolongamento conhecido, condições pró-arrítmicas (bradicardia clinicamente significativa, isquemia miocárdica aguda), hipocaliemia, hipomagnesemia e com fármacos que prolonguem o QT. A associação deve ser evitada sempre que possível; se inevitável, monitorizar o ECG e os eletrólitos e usar a menor duração de antibiótico possível.
Cloroquina + moxifloxacina: risco aditivo de prolongamento do QT. Evitar ou vigiar ECG em doentes de risco.
A Moxifloxacina prolonga o intervalo QT e a Cloroquina também afeta a repolarização cardíaca; o efeito aditivo aumenta o risco de arritmias ventriculares graves.
Vigiar o ECG (QT), potássio/magnésio e sintomas cardíacos; atenção a doentes com QT longo ou cardiopatia.
Palpitações, síncope ou QT muito prolongado exigem intervenção urgente.
Evitar a associação quando possível; monitorizar o ECG e corrigir distúrbios eletrolíticos em doentes de risco.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Moxifloxacina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=1ed191f5-7df5-488c-bb72-91ac0b618d9a ; rótulo aprovado Cloroquina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=06c69e2b-211b-4746-9f3a-f86d36520570 — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Efeito aditivo no prolongamento do QT; risco baixo-moderado, maior em doentes com fatores de risco.
A cloroquina, antimalárico e imunomodulador, prolonga o intervalo QT e pode causar torsade de pointes; a ciprofloxacina pertence à classe das fluoroquinolonas, também associada a prolongamento do QT. A associação soma o risco, sobretudo em doentes com QT longo, hipocaliemia, doença cardíaca ou com outros fármacos QT-prolongantes. Sempre que possível, evitar a associação ou escolher um antibiótico alternativo; se inevitável, monitorizar o ECG e os eletrólitos e usar a menor duração de tratamento possível.
Ciprofloxacina + cloroquina: risco aditivo de prolongamento do QT. Evitar ou vigiar ECG em doentes de risco.
A Ciprofloxacina e a Cloroquina prolongam ligeiramente o QT — efeito aditivo na repolarização.
ECG se fatores de risco ou sintomas.
Palpitações, síncope.
Precaução em doentes de risco (QT longo, hipocaliemia, idosos); monitorizar se sintomas.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Cloroquina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=06c69e2b-211b-4746-9f3a-f86d36520570 ; rótulo aprovado Ciprofloxacina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=14c3bc33-201d-492e-9aee-a4d84c813a3d
O Omeprazol pode reduzir a absorção da Cloroquina por aumento do pH gástrico.
A cloroquina é uma base fraca cuja absorção gastrointestinal pode ser reduzida quando o pH gástrico está elevado, como acontece com os inibidores da bomba de protões. Embora o impacto clínico seja variável, a redução da absorção pode comprometer a profilaxia ou o tratamento antimalárico ou o uso em doenças autoimunes. Recomenda-se separar a administração (por exemplo, omeprazol em jejum e cloroquina em horário afastado), garantir a adesão e monitorizar a resposta clínica; em doentes com falência terapêutica inexplicada, reavaliar a associação.
Omeprazol + cloroquina: o pH elevado pode reduzir a absorção da cloroquina. Monitorizar a resposta e separar a toma.
Menor solubilidade da Cloroquina em pH mais alto.
Resposta ao tratamento.
Falência terapêutica da malária.
Considerar alternativa e monitorizar a resposta clínica.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Cloroquina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=06c69e2b-211b-4746-9f3a-f86d36520570 ; rótulo aprovado Omeprazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=37291cab-e350-d8e3-e063-6294a90a9cb1
A Cloroquina pode potenciar o efeito da Warfarina, aumentando o INR e o risco hemorrágico.
A cloroquina e os seus análogos podem inibir o metabolismo da warfarina e aumentar o INR, embora o mecanismo exato não esteja totalmente esclarecido (possível inibição do CYP2C9 e efeito na flora intestinal). Existem relatos de aumento do INR e hemorragia quando a cloroquina é adicionada à warfarina. Recomenda-se monitorizar o INR no início e no fim do tratamento antimalárico e ajustar a dose de warfarina; vigiar sinais de hemorragia, sobretudo em tratamentos prolongados (ex.: lúpus eritematoso sistémico, artrite reumatoide).
A cloroquina pode aumentar o efeito da warfarina (inibição do metabolismo). Monitorizar o INR ao iniciar e suspender o antimalárico.
Mecanismo não totalmente esclarecido; possível redução do clearance da Warfarina.
INR (mais frequente nas primeiras semanas) e sinais de hemorragia.
Hemorragias, equimoses fáceis, fezes escuras.
Monitorizar o INR após iniciar/parar a Cloroquina e ajustar a dose de Warfarina.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Cloroquina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=06c69e2b-211b-4746-9f3a-f86d36520570 ; rótulo aprovado Warfarina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=541c9a70-adaf-4ef3-94ba-ad4e70dfa057
A Cloroquina pode aumentar os níveis de Digoxina, com risco de toxicidade digitálica.
A cloroquina inibe a glicoproteína-P e pode reduzir a eliminação da digoxina, aumentando as suas concentrações plasmáticas e o risco de toxicidade digitálica. Existem relatos de aumento dos níveis de digoxina com a administração concomitante de cloroquina. Recomenda-se monitorizar a digoxinemia e o ECG quando se inicia a cloroquina (sobretudo em tratamentos prolongados, como no lúpus ou na artrite reumatoide) e vigiar sinais de toxicidade digitálica, ajustando a dose de digoxina se necessário.
A cloroquina pode inibir a glicoproteína-P e aumentar os níveis de digoxina. Monitorizar a digoxinemia durante o tratamento antimalárico.
Inibição da glicoproteína-P renal, reduzindo a excreção da Digoxina.
Digoxinemia, ECG e função renal.
Náuseas, vómitos, perturbações visuais, bradicardia, arritmias.
Monitorizar a digoxinemia e sinais de toxicidade; reduzir a dose se necessário.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Cloroquina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=06c69e2b-211b-4746-9f3a-f86d36520570 ; rótulo aprovado Digoxina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=5886e233-b2da-4acb-be05-9bf40fb8e7f4
Dois fármacos da mesma família (4-aminoquinolinas) — associação sem benefício, com risco aditivo de toxicidade ocular, QT e cardíaca.
A cloroquina e a hidroxicloroquina são antimaláricos da mesma classe (4-aminoquinolinas), ambos associados a prolongamento do QT, arritmias ventriculares e, com uso prolongado, cardiomiopatia (o rótulo da hidroxicloroquina descreve cardiomiopatia e arritmias ventriculares fatais ou potencialmente fatais; o da cloroquina, prolongamento do QT, torsade de pointes e risco maior com outros QT-prolongantes). A associação não traz benefício adicional e soma o risco cardíaco e de retinopatia. Evitar; se por algum motivo forem coadministrados (não recomendado), monitorizar ECG, eletrólitos e sinais de cardiotoxicidade.
Cloroquina + hidroxicloroquina: QT aditivo e cardiotoxicidade cumulativa. Evitar a associação (fármacos da mesma classe).
Sobreposição de mecanismos: bloqueio de canais de potássio, acumulação tecidual e risco retiniano aditivo.
Não aplicável se não combinado; em uso prolongado de qualquer um: rastreio oftalmológico.
Alterações visuais, palpitações, miopatia.
Não combinar; escolher um único fármaco antimalárico.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Cloroquina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=06c69e2b-211b-4746-9f3a-f86d36520570 ; rótulo aprovado Hidroxicloroquina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=34496b43-05a2-45fb-a769-52b12e099341
Risco de prolongamento do QT e de toxicidade aditiva do tipo cinconismo (acufenos, tonturas, alterações visuais).
Tanto a cloroquina como a quinina prolongam o intervalo QT e podem causar torsade de pointes e arritmias ventriculares; o rótulo da quinina contraindica o uso em doentes com prolongamento do QT e descreve um caso fatal de arritmia ventricular em doente com QT prolongado, e o rótulo da cloroquina alerta para o risco aumentado com QT-prolongantes concomitantes. A associação cloroquina+quinina deve ser evitada (são alternativas antimaláricas, não complementares); se inevitável, monitorizar o ECG e os eletrólitos, corrigir hipocaliemia/hipomagnesemia e vigiar sinais de cardiotoxicidade.
Cloroquina + quinina: risco aditivo de prolongamento do QT. Evitar a associação; monitorizar ECG se inevitável.
Efeitos aditivos na repolarização cardíaca e sobre o sistema nervoso.
ECG, audição e visão, sinais de toxicidade.
Acufenos, surdez, tonturas graves, convulsões.
Evitar a associação; não são combinados na prática clínica atual.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Cloroquina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=06c69e2b-211b-4746-9f3a-f86d36520570 ; rótulo aprovado Quinina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=1f32f05c-a215-40be-b951-e41a7b54a8a0
A toma com alimentos reduz as náuseas associadas à cloroquina sem afetar de forma relevante a absorção.
Tomar com alimentos ou leite para melhorar a tolerância gastrointestinal.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Cloroquina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=06c69e2b-211b-4746-9f3a-f86d36520570
A toranja pode alterar o metabolismo da cloroquina (CYP2C8/CYP3A4), com efeito variável nas concentrações.
Limitar o consumo de sumo de toranja durante o tratamento.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Cloroquina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=06c69e2b-211b-4746-9f3a-f86d36520570
A cloroquina pode causar hemólise em doentes com deficiência de G6PD, sobretudo em doses elevadas.
Usar com precaução em deficiência de G6PD; vigiar sinais de hemólise.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Cloroquina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=06c69e2b-211b-4746-9f3a-f86d36520570
A cloroquina acumula-se na retina e pode causar retinopatia irreversível, sobretudo em tratamentos prolongados.
Vigilância oftalmológica de base e periódica em tratamentos > 5 anos ou dose cumulativa elevada.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Cloroquina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=06c69e2b-211b-4746-9f3a-f86d36520570
A cloroquina atravessa a placenta; não é teratogénica nas doses antimaláricas, mas os dados são limitados.
Pode ser usada na profilaxia e tratamento da malária na gravidez, sob vigilância.
Excretada no leite; compatível com a amamentação.
Sem contraceção adicional específica.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Cloroquina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=06c69e2b-211b-4746-9f3a-f86d36520570
Ferramenta de apoio clínico e educativo. A informação não substitui a prescrição médica nem o parecer de um profissional de saúde qualificado.
Antimalárico 4-aminoquinolina. Absorção rápida e quase completa pelo trato gastrointestinal; cerca de 55% do fármaco plasmático liga-se a constituintes não difusíveis. Deposita-se nos tecidos em quantidades consideráveis (200 a 700 vezes a concentração plasmática no fígado, baço, rim e pulmão; 10 a 30 vezes no cérebro). Prolonga o intervalo QTc de forma dose-dependente, com risco maior em doses altas.
Atua contra as formas eritrocíticas das espécies suscetíveis de Plasmodium, concentrando-se nas vesículas ácidas do parasita e inibindo a polimerização do heme; pode também inibir certas enzimas por interação com o ADN. Não é ativa contra gametócitos nem contra as formas exoeritrocíticas (hipnozoítos de P. vivax e P. ovale).
Rápida e quase completa absorção gastrointestinal; apenas uma pequena proporção aparece nas fezes. A excreção é lenta e aumentada pela acidificação da urina. Antiácidos e caulino reduzem a absorção — recomenda-se um intervalo de pelo menos 4 horas; a cimetidina inibe o seu metabolismo, aumentando os níveis plasmáticos.
Sofre degradação apreciável no organismo; o principal metabolito é a desetilcloroquina (cerca de um quarto do material urinário, com atividade antimalárica); a bisdesetilcloroquina, um derivado de ácido carboxílico, e outros produtos aparecem em pequenas quantidades. Pouco mais de metade dos produtos urinários é cloroquina inalterada.
Excreção lenta, com deposição tecidular importante; a semivida prolongada reflete a grande distribuição pelos tecidos (a excreção urinária é aumentada pela acidificação da urina e reduzida pela alcalinização).
Medicamentos do mesmo grupo terapêutico (classificação ATC) ou da mesma classe farmacológica.