Dapsona é o antibiótico base do tratamento da lepra (doença de Hansen) e também usado na dermite herpetiforme e, em associação com pirimetamina, na toxoplasmose. Faz parte dos regimes multi-medicamentosos da OMS, gratuitos em programas oficiais.
Também conhecido como: DDS, Acnedap
A Dexametasona pode reduzir os níveis de Dapsona, diminuindo a sua eficácia terapêutica e profilática.
A Dexametasona induz enzimas hepáticas que aceleram o metabolismo da dapsona.
Sinais de infeção oportunista ou recidiva.
Febre, sintomas respiratórios, lesões cutâneas.
Vigiar eficácia profilática (Pneumocystis, lepra) e considerar ajuste de dose da dapsona.
DailyMed — rótulo Dapsone Tablet [Macleods], Drug Interactions (indutores enzimáticos): https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=839d7440-ba0e-4c56-b648-d374b155cf03
A Probenecida aumenta os níveis de Dapsona (redução da excreção renal do metabolito N-hidroxilado), aumentando o risco de toxicidade (metemoglobinemia, hemólise).
A Probenecida inibe a excreção tubular renal de metabólitos da dapsona.
Saturação de O2 não responsiva, cores de pele azul-acinzentadas, hemoglobina.
Cianose inexplicada, fadiga extrema, urina escura.
Vigiar cianose, fadiga e sinais de anemia hemolítica; considerar dose alternativa.
DailyMed — rótulo Dapsone Tablet [Macleods], Drug Interactions (probenecid): https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=839d7440-ba0e-4c56-b648-d374b155cf03
A associação de Dapsona com Zidovudina aumenta o risco de anemia (toxicidade medular aditiva), especialmente em doentes com VIH avançado.
Ambos podem causar toxicidade hematológica; o rótulo da dapsona documenta risco aumentado de anemia com zidovudina.
Hemograma (Hb) no início e periodicamente; sinais de anemia.
Fadiga progressiva, palidez, dispneia de esforço, taquicardia.
Monitorizar hemograma regularmente; avaliar alternativa profilática se anemia se instalar.
DailyMed — rótulo Dapsone Tablet [Macleods], Drug Interactions (zidovudine, risco de anemia) + rótulo Zidovudine Tablet [Coupler]: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=437f55b2-f6d9-0065-e063-6294a90ab929
Tomar com alimentos ou leite reduz as náuseas, o efeito adverso mais comum da dapsona.
Tome com alimentos ou leite, sempre à mesma hora.
EMC-UK — Dapsone SmPC 4.2/PIL (take with food or milk).
A dapsona causa hemólise oxidativa — triagem de G6PD obrigatória antes do início (populações de risco em Angola).
Triar G6PD antes do início; suspender se hemólise surgir.
Ficha do site (dapsona — triar G6PD antes do início, hemólise grave).
A dapsona causa metemoglobinemia dose-dependente — contra-indicada em quem já tem metemoglobinemia ou deficiência de NADH-metHb redutase.
Monitorizar metemoglobinemia se sintomático (dispneia, cianose).
Ficha do site (dapsona — monitorizar metemoglobinemia).
A dapsona causa agranulocitose rara e agrava anemia — precaução em citopenias prévias.
Hemograma basal e periódico.
Ficha do site (dapsona — monitorizar hemograma).
O Anexo 1 regista "Hemólise e metahemoglobinemia neonatal; administrar 5 mg/dia de ácido fólico à mãe" (3.º trimestre, factor CM). A dapsona é usada na malária (com pirimetamina) e na hanseníase na gravidez quando o benefício justifica; monitorizar bilirrubina e metemoglobina do RN.
Usar apenas se claramente necessário; suplementar ácido fólico (5 mg/dia, Prontuário) durante o tratamento; evitar no termo se possível pela hemólise neonatal.
Compatível com vigilância: "continuar a lactação; risco muito pequeno para o lactente excepto se há défice em G6PD; anemia hemolítica" (Anexo 2, l. 42493). Não amamentar se o lactente tiver G6PD desconhecida/défice — rastreio antes se possível.
Prontuário Terapêutico INFARMED — Anexo 1: "Dapsona — Hemólise e metahemoglobinemia neonatal; administrar 5 mg/dia de ácido fólico à mãe" (l. 39906-07); Anexo 2: "Dapsona... défice em G6PD; anemia hemolítica" (l. 42493). EMC-UK (MHRA) — SmPC Dapsone.
Ferramenta de apoio clínico e educativo. A informação não substitui a prescrição médica nem o parecer de um profissional de saúde qualificado.
Sulfona bacteriostática pedra angular da lepra; a meia-vida longa e o preço baixo permitem regimes MDT simples da OMS. O uso exige triagem de G6PD e vigilância de reações de hipersensibilidade.
Análogo estrutural do PABA: inibe competitivamente a dihidropteroato sintase de Mycobacterium leprae e de protozoários (com pirimetamina), bloqueando a síntese de dihidrofolato → dTHF → purinas e timina — efeito bacteriostático dependente da capacidade sintética do microrganismo. Ação antileprótica complementada por inibição da mieloperoxidase neutrofílica (efeito anti-inflamatório na dermite herpetiforme).
Absorção oral quase completa (> 90%), pico 2–8 h; distribuição ampla com concentração elevada na pele, músculos, fígado e rins; liga-se parcialmente às proteínas. Alimentos não alteram significativamente a extensão.
N-acetilação (NAT2 — acetiladores rápidos/lentos, sem relevância clínica de dose) e N-hidroxilação (CYP2C9/3A4) a hidroxilaminas — responsáveis pela metemoglobinemia e hemólise; conjugação glucuronídica e excreção renal de metabolitos. Circulação enterohepática relevante.
20–30 h — permite dose única diária; a circulação enterohepática e a alta lipofilia prolongam a exposição. Neonatos e insuficiência renal: meia-vida mais longa.
Medicamentos do mesmo grupo terapêutico (classificação ATC) ou da mesma classe farmacológica.