A teofilina é um broncodilatador usado na asma crónica e na DPOC, quando outros tratamentos não são suficientes. Tem uma janela terapêutica estreita — níveis altos causam efeitos graves (vómitos, arritmias, convulsões) e exige análises regulares.
Também conhecido como: aminofilina, aminophylline, Uniphyllin
Mucolítico + metilxantina: sem interação farmacocinética clinicamente significativa.
A acetilcisteina não afecta significativamente o metabolismo da teofilina. Efeito aditivo terapêutico possível (mucolítico + broncodilatador).
Não requer ajuste de dose.
DailyMed/FDA; EMC-UK
A associação de teofilina com salbutamol tem efeitos aditivos (tremores, taquicardia, hipocaliemia).
O salbutamol (β2-agonista) e a teofilina aumentam ambos o AMPc — o primeiro por ativação direta do recetor β2, a segunda por inibição da fosfodiesterase — e o efeito farmacodinâmico é aditivo. A teofilina "aumenta a libertação de catecolaminas endógenas" e o rótulo associa esse efeito ao "risco aumentado de arritmias ventriculares"; o salbutamol "pode produzir hipocaliemia significativa... com potencial para efeitos cardiovasculares adversos". A associação é comum na prática (asma/DPOC grave), mas doses elevadas de ambos somam taquicardia, tremores, náuseas e perda de potássio, com risco de arritmia sobretudo em doentes idosos ou com doença cardíaca. Usar as menores doses eficazes, monitorizar potássio sérico e sintomas (palpitações, tremores, ansiedade) e reduzir a teofilina se surgirem sinais de toxicidade.
Salbutamol + teofilina: estimulação β-adrenérgica aditiva — taquicardia, tremores, hipocaliemia e risco de arritmias. Monitorizar potássio e sintomas cardiovasculares.
Ambos os fármacos estimulam a adenilciclase / aumentam o AMPc e podem potenciar o efeito β2 e a perda de potássio.
Vigiar tremores, palpitações e dosear o potássio em doentes de risco.
Hipocaliemia sintomática, arritmias.
Monitorizar o potássio sérico e o ritmo cardíaco, sobretudo em doentes com doença cardiovascular.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Teofilina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=5e64036a-ee3e-42e7-9e59-881f88a4e298 ; rótulo aprovado Salbutamol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=3236f82c-14e9-dfd4-e063-6294a90ac43d — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Descongestionante + teofilina: estimulação aditiva e hipocaliemia.
A teofilina e a pseudoefedrina (simpatomimético, isómero da efedrina) são ambas estimulantes do SNC e cardiovasculares. O rótulo da teofilina documenta a associação com a efedrina como de "efeitos sinérgicos no SNC, com aumento da frequência de náuseas, nervosismo e insónia" — a mesma classe da pseudoefedrina. Em conjunto aumentam o risco de taquicardia, palpitações, tremores, ansiedade e insónia, e em doentes suscetíveis podem precipitar arritmias ou convulsões (a teofilina baixa o limiar convulsivo). A associação é frequente em fórmulas de constipação/gripe vendidas sem receita — perguntar sempre ao doente sobre descongestionantes. Usar com precaução, preferir descongestionantes tópicos ou teofilina em dose reduzida, e vigiar sintomas adrenérgicos, sobretudo em idosos e cardíacos.
Pseudoefedrina + teofilina: estimulação aditiva do SNC e cardiovascular — náuseas, nervosismo, insónia, taquicardia e tremores. Usar com precaução.
Efeitos estimulantes aditivos (taquicardia, tremores) e possível perda de potássio.
Potássio e sintomas adrenérgicos.
Palpitações, tremores, insónia.
Vigiar sintomas cardiovasculares; monitorizar potássio em doentes de risco.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Pseudoefedrina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=78faa497-6743-b85b-e053-2a91aa0ae822 ; rótulo aprovado Teofilina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=5e64036a-ee3e-42e7-9e59-881f88a4e298 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Adrenalina + teofilina: efeitos cardíacos e hipocaliemia aditivos.
O rótulo da adrenalina documenta explicitamente os "fármacos que potenciam os efeitos hipocaliémicos da epinefrina — diuréticos depletores de potássio, corticosteroides e teofilina" e recomenda "observar o desenvolvimento de arritmias cardíacas" com essas associações. Em sentido inverso, a teofilina "aumenta a libertação de catecolaminas endógenas", com "risco aumentado de arritmias ventriculares" (rótulo da teofilina), e baixa o limiar convulsivo. A associação é sobretudo relevante em contexto hospitalar (adrenalina em perfusão + teofilina/aminofilina) e em doentes com doença cardíaca isquémica ou hipocaliemia prévia. Monitorizar potássio sérico, ECG e sinais de toxicidade (tremores, palpitações, arritmias); corrigir a hipocaliemia e reduzir doses sempre que possível.
Adrenalina + teofilina: a teofilina potencia a hipocaliemia da adrenalina e ambas aumentam o risco de arritmias. Monitorizar potássio e ritmo cardíaco.
Ambos são estimulantes β-adrenérgicos; aumentam o risco de taquicardia, tremores e hipocaliemia.
Potássio sérico e eletrocardiograma.
Taquiarritmias, tremores, hipocaliemia sintomática.
Monitorizar potássio e ritmo cardíaco, sobretudo em doentes cardiovasculares.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Adrenalina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=5726eeca-db88-ba8e-e063-6294a90a927d ; rótulo aprovado Teofilina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=5e64036a-ee3e-42e7-9e59-881f88a4e298 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Metilxantina + anticoagulante: teofilina pode aumentar ligeiramente efeito da warfarina.
A teofilina pode competir parcialmente pelo metabolismo CYP1A2/CYP2C9 da warfarina, aumentando ligeiramente o INR. O efeito é geralmente modesto mas clinicamente relevante em doentes com INR already no limite superior. Monitorizar INR nas primeiras 2-3 semanas.
Teofilina pode aumentar ligeiramente efeito da warfarina. Monitorizar INR.
A teofilina pode competir parcialmente pelo metabolismo CYP1A2/CYP2C9 da warfarina, aumentando ligeiramente o INR.
INR.
Monitorizar INR nas primeiras 2-3 semanas após início/alteração de teofilina.
DailyMed/FDA; EMC-UK
Metilxantina + inibidor CYP1A2: fluconazol aumenta níveis de teofilina 30-50%. Risco de toxicidade.
A teofilina tem índice terapêutico estreito (10-20 μg/mL) e é metabolizada principalmente por CYP1A2 (70%). O fluconazol inibe CYP1A2 moderadamente, aumentando os níveis de teofilina 30-50%. Acima de 20 μg/mL, risco de náusea, vómitos e taquicardia. Acima de 30 μg/mL, risco de convulsões e arritmias ventriculares potencialmente fatais. O Prontuário Terapêutico recomenda: reduzir dose de teofilina 25-50%, monitorizar níveis semanalmente, e suspender se >20 μg/mL. Alternativa: trocar fluconazol por voriconazol (menos inibição CYP1A2) ou itraconazol.
Fluconazol inibe CYP1A2, aumentando níveis de teofilina 30-50%. Risco de toxicidade (convulsões, arritmias).
A teofilina é metabolizada por CYP1A2 (70%). O fluconazol inibe CYP1A2 moderadamente, aumentando os níveis de teofilina 30-50%. O índice terapêutico é estreito (10-20 μg/mL) — mesmo aumentos moderados podem causar toxicidade.
Níveis de teofilina, sinais de toxicidade (náusea, vómitos, taquicardia, convulsões).
Convulsões, arritmias, morte (níveis >30 μg/mL).
Reduzir dose de teofilina 25-50%. Monitorizar níveis de teofilina semanalmente durante coadministração.
DailyMed/FDA; EMC-UK
Metilxantina + inibidor CYP potente: ritonavir pode aumentar níveis de teofilina significativamente.
O ritonavir é um inibidor potente de CYP3A4 e pode inibir CYP1A2. A teofilina é substrato de CYP1A2 (70%) e CYP3A4 (15%). O efeito resultante é imprevisível — depende do fenótipo CYP do doente e das doses. Casos de toxicidade teofilina com ritonavir foram documentados. Não há guidelines específicas para esta combinação. Recomendação: evitar. Se inevitável, reduzir teofilina 50%, monitorizar níveis 2x/semana, e ter theophylline IV disponível para emergências.
Ritonavir inibe CYP3A4/1A2 — efeito imprevisível sobre níveis de teofilina. Evitar combinação.
O ritonavir inibe CYP3A4 e pode inibir CYP1A2, aumentando os níveis de teofilina. O efeito é imprevisível e pode ser significativo.
Níveis de teofilina, ECG, sinais de toxicidade.
Toxicidade teofilina grave.
Evitar combinação se possível. Se necessária, reduzir dose de teofilina 50% e monitorizar níveis semanalmente.
DailyMed/FDA; EMC-UK
A carbamazepina induz o metabolismo hepático e pode reduzir os níveis de teofilina; a interação é bidirecional e variável.
A carbamazepina é um potente indutor de CYP1A2, CYP3A4 e UGT. A teofilina é substrato de CYP1A2 (70%). A coadministração reduz os níveis de teofilina 20-40%, podendo comprometer o controlo de asma/COPD. Ajustar dose de teofilina conforme níveis (alvo: 10-20 μg/mL). Monitorizar mensalmente. A carbamazepina também pode induzir o metabolismo de outros fármacos concomitantes.
Carbamazepina induz CYP1A2, reduzindo teofilina 20-40%. Ajustar dose conforme níveis.
A carbamazepina é indutora enzimática (CYP3A4), acelerando a depuração da teofilina.
Vigiar a eficácia terapêutica da teofilina e sinais de convulsões ou toxicidade.
Perda de controlo da asma (teofilina subterapêutica) ou toxicidade ao interromper a carbamazepina.
Monitorizar os níveis de ambos os fármacos ao iniciar, ajustar ou suspender qualquer um deles.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Teofilina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=5e64036a-ee3e-42e7-9e59-881f88a4e298 ; rótulo aprovado Carbamazepina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=97e6e175-75e8-437b-b457-ddb1ae4e857d — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Indutor CYP1A2 + substrato CYP1A2: fenitoína reduz níveis de teofilina 20-30%.
A fenitoína induz CYP1A2 moderadamente, reduzindo os níveis de teofilina 20-30%. O efeito é menor que com carbamazepina. Ajustar dose de teofilina conforme níveis.
Fenitoína induz CYP1A2, reduzindo teofilina 20-30%. Ajustar dose conforme níveis.
A fenitoína induz CYP1A2, reduzindo os níveis de teofilina. O efeito é moderado.
Níveis de teofilina.
Ajustar dose de teofilina conforme níveis.
DailyMed/FDA; EMC-UK
Inibidor CYP1A2 + substrato CYP1A2: fluoxetina pode aumentar níveis de teofilina 10-20%.
A fluoxetina inibe fracamente CYP1A2. O efeito sobre os níveis de teofilina é geralmente modesto (10-20%), clinicamente significativo apenas em doses elevadas de fluoxetina (>40 mg/dia) ou em metabolizadores lentos de CYP2D6. Monitorizar níveis se dose elevada.
Fluoxetina inibe fracamente CYP1A2, aumentando teofilina 10-20%. Efeito geralmente modesto.
A fluoxetina inibe fracamente CYP1A2, podendo aumentar ligeiramente os níveis de teofilina. O efeito é geralmente modesto.
Níveis de teofilina.
Monitorizar níveis de teofilina se dose elevada de fluoxetina.
DailyMed/FDA; EMC-UK
A ciprofloxacina reduz a depuração da teofilina e pode aumentar a sua toxicidade.
A ciprofloxacina é um inibidor do CYP1A2, a enzima que metaboliza a teofilina, podendo aumentar as concentrações séricas da teofilina em cerca de 40% (conforme o rótulo da teofilina) e precipitar toxicidade (náuseas, vómitos, taquicardia, tremores, convulsões, arritmias). O rótulo da teofilina recomenda monitorizar os níveis séricos e ajustar a dose quando se inicia ou suspende a ciprofloxacina, e vigiar sinais de toxicidade (o rótulo da ciprofloxacina relata reações graves e fatais com a associação). A interação é particularmente relevante em doentes com DPOC/asma em uso crónico de teofilina.
Ciprofloxacina + teofilina: a ciprofloxacina inibe o CYP1A2 e pode elevar a teofilina (~40%), com risco de toxicidade. Monitorizar níveis.
A ciprofloxacina inibe o CYP1A2, elevando as concentrações de teofilina.
Vigiar sinais de toxicidade da teofilina (náuseas, tremores, taquicardia, convulsões).
Convulsões, arritmias graves.
Reduzir a dose de teofilina ou monitorizar os níveis durante o tratamento com ciprofloxacina.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Teofilina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=5e64036a-ee3e-42e7-9e59-881f88a4e298 ; rótulo aprovado Ciprofloxacina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=c527d138-e32c-418f-9573-a3d8a796279f — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A claritromicina inibe o metabolismo da teofilina e pode aumentar os seus níveis, com risco de toxicidade (náuseas, taquicardia, convulsões).
A teofilina é metabolizada pelo CYP1A2 e CYP3A4; a claritromicina inibe o CYP3A4 e pode aumentar as suas concentrações, com risco de toxicidade (náuseas, vómitos, taquicardia, tremores e, em casos graves, convulsões e arritmias). A teofilina tem janela terapêutica estreita, pelo que se recomenda vigiar os seus níveis plasmáticos e reduzir a dose se necessário durante a associação.
Teofilina + claritromicina: a claritromicina inibe o metabolismo da teofilina e pode elevar os seus níveis, com risco de toxicidade. Vigiar níveis de teofilina.
A claritromicina inibe o CYP1A2/CYP3A4, reduzindo a depuração da teofilina, de margem terapêutica estreita.
Vigiar náuseas, vómitos, taquicardia, tremores e sinais neurológicos (convulsões).
Taquicardia, arritmias, vómitos repetidos, convulsões.
Vigiar os níveis de teofilina e reduzir a dose se necessário; considerar antibiótico alternativo.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Teofilina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=5e64036a-ee3e-42e7-9e59-881f88a4e298 ; rótulo aprovado Claritromicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=d836ae7e-fdbf-4dcb-a90d-ede1dcbc3e67 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Teofilina + verapamilo: o verapamilo diminui o metabolismo da teofilina, aumentando os seus níveis e o risco de toxicidade (QUADRO 2).
O verapamilo inibe o CYP1A2, a principal enzima que metaboliza a teofilina, podendo aumentar as concentrações desta em 20-25% ou mais. O QUADRO 2 do Anexo 7 regista a teofilina entre os fármacos com interação com os bloqueadores da entrada de cálcio. A toxicidade da teofilina manifesta-se por náuseas, vómitos, taquicardia, tremores, insónia e, em níveis elevados, convulsões e arritmias. O risco é maior em fumadores que suspendem o tabaco, idosos ou com insuficiência cardíaca. Ao iniciar verapamilo, considerar reduzir a dose de teofilina e monitorizar os níveis séricos e sinais de toxicidade; preferir outros bloqueadores da entrada de cálcio quando possível.
Teofilina + verapamilo: o verapamilo inibe o metabolismo da teofilina — risco de toxicidade (náuseas, taquicardia, convulsões); reduzir dose e monitorizar.
O verapamilo (bloqueador da entrada de cálcio) inibe o metabolismo hepático da teofilina — aumento dos níveis plasmáticos (QUADRO 2, Teofilina: "Fármacos que diminuem o metabolismo da teofilina: ... Verapamilo").
Monitorizar sintomas de toxicidade da teofilina (náuseas, taquicardia, tremores).
Toxicidade da teofilina (taquicardia, tremores, convulsões) após iniciar verapamilo.
Monitorizar níveis de teofilina ao iniciar o verapamilo; considerar redução da dose de teofilina.
Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012) — Anexo 7, QUADRO 2 (Teofilina)
Teofilina + fenobarbital: o fenobarbital induz o metabolismo da teofilina, diminuindo os seus níveis e o efeito broncodilatador (QUADRO 2).
O fenobarbital é um indutor do CYP1A2 e do CYP3A4, acelerando o metabolismo da teofilina e reduzindo as suas concentrações plasmáticas e o efeito broncodilatador. O QUADRO 2 do Anexo 7 regista esta interação na secção dos barbitúricos. A relevância clínica é maior em doentes asmáticos ou com DPOC cujo controlo piora após iniciar fenobarbital, podendo exigir aumento da dose de teofilina. Inversamente, se o fenobarbital for suspenso, os níveis de teofilina sobem e pode surgir toxicidade. Monitorizar a resposta clínica e, se disponível, a teofilinemia; ajustar a dose ao iniciar, ajustar ou suspender o barbitúrico.
Teofilina + fenobarbital: indução enzimática pelo fenobarbital — redução das concentrações de teofilina e do efeito broncodilatador; monitorizar.
Os barbitúricos induzem as enzimas microssomais hepáticas que metabolizam a teofilina — diminuição dos níveis plasmáticos e da atividade ao fim de 10-12 dias (QUADRO 2, Barbitúricos: "Teofilina: diminuição dos níveis plasmáticos e da atividade ao fim de 10-12 dias").
Monitorizar a resposta broncodilatadora (agravamento da asma/DPOC).
Agravamento da asma/DPOC ou níveis subterapêuticos de teofilina com fenobarbital.
Monitorizar níveis de teofilina e ajustar a dose quando se inicia/suspende o fenobarbital.
Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012) — Anexo 7, QUADRO 2 (Barbitúricos)
Teofilina + rifampicina: a rifampicina aumenta o metabolismo da teofilina, reduzindo o seu efeito (QUADRO 2).
A rifampicina é um potente indutor do CYP1A2 e CYP3A4, podendo reduzir as concentrações de teofilina em 30-50% e comprometer o controlo broncodilatador. O QUADRO 2 do Anexo 7 regista esta interação na secção da rifampicina. A diminuição do efeito pode surgir em poucos dias e manter-se durante semanas após suspender a rifampicina. Doentes com asma ou DPOC podem piorar clinicamente e exigir aumento substancial da dose de teofilina; ao suspender a rifampicina, o risco é inverso (toxicidade). Monitorizar a teofilinemia quando disponível e a função respiratória; alertar o doente para o agravamento do broncospasmo.
Teofilina + rifampicina: indução enzimática pela rifampicina — redução acentuada das concentrações de teofilina e do efeito; monitorizar e ajustar dose.
A rifampicina é um indutor potente das enzimas microssomais — aumento do metabolismo da teofilina e redução do efeito (QUADRO 2, Rifampicina: "Teofilina: aumento do metabolismo da teofilina; redução do efeito da teofilina").
Monitorizar níveis de teofilina e resposta clínica durante a rifampicina.
Agravamento da asma/DPOC ou níveis subterapêuticos com a rifampicina.
Aumentar a dose de teofilina sob monitorização de níveis ao iniciar a rifampicina.
Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012) — Anexo 7, QUADRO 2 (Rifampicina)
Alimentos ricos em xantinas podem adicionar ao efeito estimulante da teofilina, aumentando risco de insónia e taquicardia.
Limitar consumo de chá, café e chocolate durante tratamento com teofilina.
A cafeína é uma metilxantina com efeitos aditivos aos da teofilina (estimulação do SNC, taquicardia, tremores).
Limitar o consumo de café, chá e bebidas com cafeína durante o tratamento com teofilina.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Teofilina: https://www.medicines.org.uk/emc/product/100851/smpc
O álcool pode alterar o metabolismo da teofilina e potenciar os efeitos no sistema nervoso central.
Limitar o consumo de álcool durante o tratamento.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Teofilina: https://www.medicines.org.uk/emc/product/100851/smpc
Clearance renal da teofilina pode ser reduzida em insuficiência renal grave.
TFG <30: reduzir dose 25%. Monitorizar níveis.
DailyMed/FDA; EMC-UK
A teofilina pode reduzir o limiar convulsivo, sobretudo em níveis elevados.
Usar com precaução e manter os níveis séricos dentro da margem terapêutica.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Teofilina: https://www.medicines.org.uk/emc/product/100851/smpc
A depuração da teofilina está reduzida na doença hepática, com risco de acumulação e toxicidade.
Reduzir a dose e monitorizar os níveis séricos de teofilina.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Teofilina: https://www.medicines.org.uk/emc/product/100851/smpc
Redução posológica na insuficiência hepática.
Reduzir a posologia na insuficiência hepática.
Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012) — Anexo 3, Fármacos e insuficiência hepática: Redução posológica na insuficiência hepática.
A teofilina pode ser usada na gravidez se necessária, com monitorização apertada dos níveis.
Manter os níveis séricos na margem terapêutica baixa; vigiar taquicardia fetal.
Excretada no leite em pequenas quantidades; usar com precaução.
Sem contraceção adicional específica.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Teofilina: https://www.medicines.org.uk/emc/product/100851/smpc
Ferramenta de apoio clínico e educativo. A informação não substitui a prescrição médica nem o parecer de um profissional de saúde qualificado.
Broncodilatador (metilxantina). A broncodilatação ocorre entre 5 e 20 mcg/mL séricos; a melhoria clinicamente importante exige geralmente picos superiores a 10 mcg/mL, e acima de 20 mcg/mL aumentam a frequência e a gravidade das reações adversas. Aumenta a força de contração dos músculos diafragmáticos. Janela terapêutica recomendada: picos de 10 a 15 mcg/mL.
Relaxamento do músculo liso das vias aéreas por inibição de duas isoenzimas da fosfodiesterase (PDE III e, em menor grau, PDE IV); os efeitos profiláticos não broncodilatadores envolvem mecanismos moleculares distintos, que não a inibição da PDE III nem o antagonismo dos recetores de adenosina. Alguns efeitos adversos são mediados pela inibição da PDE III e pelo antagonismo dos recetores de adenosina.
Rápida e completa absorção oral (solução ou comprimidos de libertação imediata); pico sérico 1 a 2 horas após a toma (5 mg/kg: cerca de 10 mcg/mL). Não sofre eliminação pré-sistémica apreciável. Alimentos e antiácidos não alteram significativamente a absorção das formas de libertação imediata.
Cerca de 90% da dose é metabolizada no fígado (demetilação a 1- e 3-metilxantina e hidroxilação a 1,3-dimetilúrico; cerca de 6% N-metilada a cafeína); o CYP1A2 catalisa a demetilação a 3-metilxantina. Cinética não linear — a depuração diminui e a semivida aumenta com concentrações mais altas. A depuração é reduzida 50% ou mais na insuficiência hepática, insuficiência cardíaca e no idoso; aumentada nos fumadores.
Semivida média de 8,7 horas em adultos saudáveis não fumadores (6,1 a 12,8); 3,4 horas em crianças de 1 a 4 anos; 30 horas em recém-nascidos prematuros; 32 horas na cirrose; prolongada na insuficiência cardíaca (depuração reduzida 50% ou mais). Estado estacionário em 30 a 65 horas (média 40 horas) nos adultos.
Como este fármaco se relaciona com enzimas e transportadores (CYP450, COX, P-gp, MAO e outros). Cada papel tem ligação ao perfil do alvo.
Medicamentos do mesmo grupo terapêutico (classificação ATC) ou da mesma classe farmacológica.