Os analgésicos aliviam a dor, classificada pela OMS em escalão 1 (não-opióides), 2 (opióides fracos) e 3 (opióides fortes). O paracetamol (analgesia e antipirese — mecanismo central, inibição da COX-3/PC-2) é o fármaco mais amplamente usado, mas com risco de hepatotoxicidade em sobredosagem. Os AINE (ibuprofeno, naproxeno, diclofenaco, nimesulida, piroxicam, meloxicam) inibem as ciclo-oxigenases COX-1 e/ou COX-2, reduzindo a síntese de prostaglandinas — ações analgésicas, anti-inflamatórias e antipiréticas, mas com risco GI e cardiovascular. A metamizol (pirazolona) tem potente efeito antipirético e espasmolítico, mas com risco de agranulocitose. Os opióides fracos — codeina (pro-fármaco convertido a morfina pelo CYP2D6), tramadol (recaptação serotonérgica/noradrenérgica + agonismo mu parcial) — são usados em dor moderada. Os opióides fortes — morfina (agonista mu puro — padrão de ouro), fentanilo (50-100x mais potente que morfina — patches e injetável), metadona (agonista mu + antagonista NMDA — used in opioid substitution therapy) — são usados em dor intensa e cuidados paliativos. (Fontes: DailyMed/FDA, EMC-UK/MHRA, OMS Escalão Analgésico)