Clorpromazina é um medicamento antipsicótico clássico, usado para tratar surtos psicóticos, agitação intensa e náuseas/vómitos graves. É um dos fármacos mais usados na saúde mental em todo o mundo pela sua eficácia e custo baixo.
Também conhecido como: Largactil, Thorazine
A associação de Clorpromazina com Midazolam aumenta o risco de sedação profunda, hipotensão e depressão respiratória.
Efeitos depressores do SNC aditivos e inibição do metabolismo do midazolam (CYP3A4/2D6) pela clorpromazina.
Nível de consciência, tensão arterial e frequência respiratória.
Sonolência que não desperta com estímulos, respiração lenta, hipotensão.
Evitar a associação fora de ambiente monitorizado; reduzir a dose do midazolam; só em contexto clínico com suporte de via aérea.
DailyMed — rótulo Thorazine (chlorpromazine), CNS depression; EMC-UK — Midazolam SmPC, contraindicação com antipsicóticos sedativos: https://www.medicines.org.uk/emc/product/5682
A associação de Clorpromazina com Lítio pode causar confusão, redução do limiar convulsivo e, raramente, encefalopatia.
O Lítio reduz o limiar convulsivo; a Clorpromazina pode alterar a resposta neurológica e mascarar sinais de toxicidade pelo lítio.
Litemia, tremor, nível de consciência.
Tremor grosseiro, confusão, vómitos, ataxia.
Monitorizar litemia e estado neurológico; considerar ajuste de dose na associação.
DailyMed — rótulo Lithium Carbonate, interações com antipsicóticos: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=b839ff4b-f62d-41ab-a823-550a756d58ec
O Efavirenz pode reduzir os níveis de Clorpromazina por indução enzimática, diminuindo o seu efeito terapêutico.
Controlo dos sintomas psicóticos, efeitos extrapiramidais.
Recaída de sintomas psicóticos após início do antirretroviral.
Vigiar resposta clínica; considerar ajuste de dose da clorpromazina se perda de eficácia.
DailyMed — rótulo Sustiva (efavirenz), secção Drug Interactions (indução CYP3A4 de substratos): https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=92603fa5-7a2c-4bfb-9a70-aadb4fba952c
O álcool potencia a sedação e reduz o limiar convulsivo em associação com a clorpromazina (Prontuário 10.1 — antipsicóticos fenotiazínicos).
Evite o álcool durante o tratamento (ficha do site).
Prontuário Terapêutico INFARMED, 10.1 (l. 30138 — "além do álcool … potencial os efeitos sedativos"); ficha do site.
A clorpromazina bloqueia D2 e agravam os sintomas extrapiramidais do Parkinson.
Evitar; se antipsicótico necessário, preferir quinpiramina/atipicos sob supervisão.
Prontuário Terapêutico INFARMED (fenotiazinas — doença de Parkinson).
A clorpromazina prolonga o QT — contra-indicada em QT longo prévio ou com fármacos que prolongam o QT.
ECG basal e em doses altas; rever todos os prolongadores do QT.
Ficha do site (clorpromazina — precaução com prolongadores do QT).
As fenotiazinas não são seguras na porfiria — risco de crise aguda.
Confirmar diagnóstico de porfiria antes de prescrever.
Prontuário Terapêutico INFARMED, 10.1 (porfiria — anti-histamínicos/fenotiazinas não seguros).
A clorpromazina reduz o limiar convulsivo — precaução em epilépticos.
Manter antiepilépticos; vigiar convulsões.
Prontuário Terapêutico INFARMED (fenotiazinas — limiar convulsivo).
Fenotiazina com ampla experiência na gravidez (náuseas gravídicas, psicose): não há evidência consistente de teratogenicidade em doses habituais. Riscos a vigiar no 3.º trimestre/parto: depressão neonatal, icterícia, sintomas extrapiramidais transitórios no RN.
Usar apenas se claramente necessário, na menor dose eficaz; evitar doses altas no 3.º trimestre (risco de sintomas neonatais).
Excreta-se no leite; o Anexo 2 remete para "Antipsicóticos": sonolência e letargia possíveis no lactente (padrão documentado para a cloropromazina). Preferir alternativa se amamentar; se usar, vigiar sedação do lactente.
Prontuário Terapêutico INFARMED — Anexo 2 (cloropromazina, sob "Antipsicóticos"; l. 42424); Anexo 1: sem entrada específica (uso clínico histórico em náuseas gravídicas). EMC-UK (MHRA) — SmPC Chlorpromazine.
Ferramenta de apoio clínico e educativo. A informação não substitui a prescrição médica nem o parecer de um profissional de saúde qualificado.
Antipsicótico típico fenotiazínico de largo perfil receptorial (D2 > alfa-1 ≈ M1 ≈ H1), o que explica eficácia e também o fardo de efeitos adversos; ainda essencial na saúde pública pela robustez e custo.
Antagonismo potente de recetores D2 mesolímbicos/mesocorticais (antipsicótico, antiemético no centro do vómito) com antagonismo aditivo: alfa-1 (hipotensão ortostática), M1 (boca seca, midríase, retenção), H1 (sedação) e 5-HT2. Prolonga o QT (bloqueio hERG) e reduz o limiar convulsivo.
Absorção oral variável (32–50% por primeira passagem; IM dobra a exposição); pico 2–4 h (oral) / 15–30 min (IM). Alta ligação a proteínas (> 95%) e grandes depósitos tecidulares — efeitos persistem após suspensão.
Oxidação, N-desmetilação e conjugação hepáticas (CYP2D6 e CYP1A2; polimorfismo altera exposição); > 100 metabolitos descritos, a maioria inativos. Excreção: urina (metabolitos) e bile.
16–30 h (plasmática), prolongada em idosos e hepatopatas; depósitos tecidulares prolongam o efeito (bipolaridade clínica por semanas).
Medicamentos do mesmo grupo terapêutico (classificação ATC) ou da mesma classe farmacológica.