A estreptomicina é um antibiótico (aminoglicosídeo) administrado por injeção intramuscular, usado principalmente no tratamento da tuberculose e de algumas infeções graves, sempre em associação com outros antibióticos. O principal risco é a toxicidade para o ouvido (audição e equilíbrio) e para os rins.
Também conhecido como: Estreptomicina
A associação de Ceftazidima e Estreptomicina (aminoglicosídeo) aumenta o risco de nefrotoxicidade e ototoxicidade.
O rótulo da ceftazidima documenta explicitamente que "foi notificada nefrotoxicidade após a administração concomitante de cefalosporinas com antibacterianos aminoglicosídeos ou diuréticos potentes como a furosemida", recomendando que "a função renal seja cuidadosamente monitorizada, especialmente se forem administradas doses mais altas de aminoglicosídeos ou se a terapêutica for prolongada, devido ao potencial de nefrotoxicidade e ototoxicidade dos aminoglicosídeos". O rótulo da estreptomicina, por seu lado, classifica a associação com fármacos nefrotóxicos/neurotóxicos (incluindo outros aminoglicosídeos e cefalosporinas nefrotóxicas) como a evitar. A associação é usada em infeções graves (ex.: brucelose, endocardite, pneumonia nosocomial) — usar com monitorização diária de creatinina, ajuste de doses ao clearance renal e vigilância auditiva/vestibular.
Ceftazidima + estreptomicina: nefrotoxicidade documentada na associação de cefalosporinas com aminoglicosídeos. Monitorizar função renal, sobretudo em doses altas ou terapêutica prolongada.
Efeito nefrotóxico e ototóxico aditivo dos aminoglicosídeos e das cefalosporinas, sobretudo na insuficiência renal ou com doses elevadas.
Creatinina/urose, diurese, audição (tinnitus, hipoacusia), equilíbrio.
Aumento da creatinina, oligúria/insuficiência renal, tinnitus ou perda auditiva.
Monitorizar a função renal (creatinina) e a função auditiva; ajustar as doses pela depuração de creatinina; evitar associação prolongada.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Ceftazidima: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=78982c98-7866-49f1-989f-a289c4242358 ; rótulo aprovado Estreptomicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=abd1f64e-4283-4370-aae8-3666316aa36e — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Os AINE (Ibuprofeno) com aminoglicósidos (Estreptomicina) aumentam o risco de lesão renal, sobretudo em idosos ou desidratação.
A estreptomicina é um aminoglicosídeo com nefrotoxicidade e ototoxicidade conhecidas; o ibuprofeno, ao inibir as prostaglandinas renais, reduz o fluxo sanguíneo renal e pode potenciar a lesão tubular. A associação aumenta o risco de insuficiência renal aguda, sobretudo em idosos, desidratados ou com doença renal prévia. Recomenda-se vigiar a creatinina durante o tratamento, manter hidratação adequada e usar o AINE apenas se estritamente necessário e na menor dose eficaz.
Estreptomicina + ibuprofeno: risco aditivo de nefrotoxicidade. Vigiar função renal e manter hidratação adequada.
Redução do fluxo sanguíneo renal pelos AINE e toxicidade tubular do aminoglicósido.
Função renal (creatinina, diurese).
Oligúria, edema, elevação da creatinina.
Evitar AINE durante o tratamento; garantir hidratação.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Estreptomicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=abd1f64e-4283-4370-aae8-3666316aa36e ; rótulo aprovado Ibuprofeno: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=14515409-736f-4119-b6a0-cb19ee2e948e
Risco nefrotóxico aditivo entre Estreptomicina e Diclofenac (AINE).
Os AINE (incluindo o diclofenac) inibem a síntese de prostaglandinas renais, reduzindo o fluxo sanguíneo renal e a taxa de filtração glomerular — o que aumenta a exposição e a nefrotoxicidade dos aminoglicosídeos. O rótulo da estreptomicina adverte que "o uso concomitante ou sequencial de outros fármacos neurotóxicos e/ou nefrotóxicos... deve ser evitado" e que "a nefrotoxicidade ocorre, embora raramente, sendo a estreptomicina o menos nefrotóxico dos aminoglicosídeos". Em doentes idosos, hipovolémicos, diabéticos ou com insuficiência renal prévia, a associação de um AINE a um aminoglicosídeo pode precipitar lesão renal aguda. Sempre que possível, evitar; se inevitável (ex.: tuberculose com dor inflamatória), usar a menor dose de AINE pelo menor tempo, garantir hidratação e monitorizar creatinina e débito urinário.
Diclofenac + estreptomicina: o AINE reduz a perfusão renal e aumenta o risco nefrotóxico do aminoglicosídeo. Monitorizar função renal; evitar se possível.
Idem associação de AINE com aminoglicósido.
Creatinina e diurese.
Insuficiência renal aguda (oligúria, fadiga, edema).
Evitar AINE; hidratar; vigiar função renal.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Estreptomicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=abd1f64e-4283-4370-aae8-3666316aa36e ; rótulo aprovado Diclofenac: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=b0931350-28a9-4f00-9254-1d72e31f04c3
A associação de Estreptomicina (aminoglicósido) com diuréticos de ansa (Furosemida) aumenta o risco de ototoxicidade e nefrotoxicidade.
A estreptomicina tem potencial ototóxico próprio (predominantemente vestibular, com cefaleia, náuseas, vómitos e desequilíbrio, e perda auditiva de altas frequências), e a furosemida aumenta esse potencial. O rótulo da estreptomicina indica explicitamente que os efeitos ototóxicos dos aminoglicosídeos, incluindo a estreptomicina, são potenciados pela coadministração de furosemida e outros diuréticos; o rótulo da furosemida desaconselha a associação com aminoglicosídeos, exceto em situações de risco de vida, sobretudo com função renal comprometida. Se inevitável, monitorizar a função renal, audiometria e sinais vestibulares, e ajustar as doses.
Estreptomicina + furosemida: ototoxicidade aditiva (vestibular e auditiva). Evitar a associação, exceto em situações de risco de vida.
Toxicidade aditiva no ouvido interno e no rim.
Audição (acufenos, hipoacusia) e função renal (creatinina).
Acufenos, hipoacusia, tonturas; aumento da creatinina.
Evitar se possível; se inevitável, reduzir as doses e vigiar função renal e audição.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Estreptomicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=abd1f64e-4283-4370-aae8-3666316aa36e ; rótulo aprovado Furosemida: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=7cdcd001-ab4b-4210-a455-2e17a7bc4972
Cefepima + estreptomicina: risco aumentado de nefrotoxicidade e ototoxicidade — monitorizar a função renal.
O rótulo FDA da cefepima documenta a classe dos aminoglicosídeos com aumento do potencial de nefrotoxicidade e ototoxicidade (7.2). A estreptomicina é o aminoglicosídeo clássico, ainda usado em endocardites (ex.: por Streptococcus) e na tuberculose; a associação com cefepima tem risco renal e auditivo aditivo. A ototoxicidade vestibular e coclear da estreptomicina é conhecida e pode ser irreversível. A monitorização deve incluir função renal, sintomas vestibulares (vertigem, nistagmo) e auditivos (tinitus, hipoacusia), e a duração da associação deve ser a mais curta possível. No doente renal ou idoso, o intervalo do aminoglicosídeo deve ser prolongado.
Cefepima + estreptomicina: nefrotoxicidade e ototoxicidade aditivas (aminoglicosídeo) — monitorizar função renal e sintomas auditivos.
O rótulo FDA da cefepima documenta a classe: "Aminoglycosides: increased potential of nephrotoxicity and ototoxicity. Monitor renal function" (7.2). A estreptomicina é o aminoglicosídeo clássico — a associação com cefepima (ex.: em endocardite por Streptococcus) tem risco renal e auditivo aditivo.
Vigiar níveis séricos da estreptomicina quando aplicável.
Aumento da creatinina, oligúria, tinitus ou hipoacusia durante a associação.
Monitorizar a função renal e vigiar ototoxicidade durante a associação.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Cefepima (WG CRITICAL CARE), secção 7.2: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=5fd857e5-591f-44ca-80cf-fd903660b03c ; rótulo aprovado Estreptomicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=78982c98-7866-49f1-989f-a289c4242358
Amicacina e estreptomicina são ambos aminoglicosídeos com ototoxicidade e nefrotoxicidade aditivas. CONTRAINDICADA a coadministração.
A amicacina e a estreptomicina são ambos aminoglicosídeos com o mesmo mecanismo de ototoxicidade (destruição de células ciliadas cocleares e vestibulares) e nefrotoxicidade (dano tubular proximal). A coadministração causa toxicidade aditiva com risco muito elevado de surdez bilateral e insuficiência renal aguda. Não existe cenário clínico justificável para associar dois aminoglicosídeos — a OMS e os guidelines internacionais proíbem explicitamente esta combinação.
Amicacina + estreptomicina: dois aminoglicosídeos = toxicidade aditiva. CONTRAINDICADO.
Ambos danificam as células ciliadas cocleares e vestibulares por mecanismo idêntico. A associação potencia a toxicidade de forma aditiva, com risco elevado de surdez e nefrotoxicidade.
Audiograma, creatinina, eletrólitos.
Surdez bilateral, insuficiência renal aguda.
CONTRAINDICADO. Nunca associar dois aminoglicosídeos. Escolher apenas um.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Amicacina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=f260ff2a-76a0-4672-9516-91c344b67890
Não existe interação direta conhecida entre a estreptomicina e o álcool; recomenda-se prudência pelo risco de efeitos no SNC.
Limitar o consumo de álcool durante o tratamento.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Estreptomicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=abd1f64e-4283-4370-aae8-3666316aa36e
A estreptomicina é administrada por via intramuscular ou intravenosa; não tem interação alimentar relevante.
Não é necessário ajustar a toma em função das refeições.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Estreptomicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=abd1f64e-4283-4370-aae8-3666316aa36e
A estreptomicina é ototóxica (coclear e vestibular); está contraindicada em doentes com hipoacusia prévia ou doença vestibular pelo risco de surdez irreversível.
Contraindicado em hipoacusia prévia; vigiar acuidade auditiva e equilíbrio.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Estreptomicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=abd1f64e-4283-4370-aae8-3666316aa36e
A estreptomicina é nefrotóxica e excretada por via renal; na insuficiência renal a acumulação aumenta o risco de ototoxicidade — ajustar a dose.
Ajustar a dose à função renal; vigiar função renal e sinais de ototoxicidade.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Estreptomicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=abd1f64e-4283-4370-aae8-3666316aa36e
A estreptomicina atravessa a placenta e pode causar ototoxicidade fetal irreversível (lesão do 8.º par craniano); está contraindicada na gravidez.
Contraindicada na gravidez; escolher esquema antituberculoso alternativo.
Excretada no leite em pequenas quantidades; compatível com a amamentação sob vigilância.
Sem contraceção adicional específica.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Estreptomicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=abd1f64e-4283-4370-aae8-3666316aa36e ; Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012) — Anexo 1, Fármacos e Gravidez: Toxicidade no 8º par de nervos cranianos; não é teratogénica.
Ferramenta de apoio clínico e educativo. A informação não substitui a prescrição médica nem o parecer de um profissional de saúde qualificado.
Antibiótico aminoglicosídeo bactericida que interfere com a síntese proteica bacteriana, com atividade contra micobactérias (incluindo M. tuberculosis) e vários gram-negativos. Após injeção intramuscular de 1 g, atinge-se um pico sérico de 25–50 mcg/mL em 1 hora, diminuindo para ~50% ao fim de 5–6 horas.
A estreptomicina liga-se à subunidade ribossomal 30S bacteriana, causando leitura incorreta do ARNm e incorporação de aminoácidos errados — a síntese proteica é interrompida e a bactéria morre. A ação é bactericida e dependente da concentração.
Após injeção intramuscular, a absorção é rápida e completa, com pico sérico de 25–50 mcg/mL 1 hora após 1 g. Concentrações apreciáveis são encontradas em todos os tecidos exceto o cérebro; atravessa a placenta (níveis no sangue do cordão semelhantes aos maternos) e pequenas quantidades passam para o leite.
A estreptomicina é excretada por filtração glomerular. Em doentes com função renal normal, entre 29% e 89% de uma dose única de 600 mg é excretada na urina em 24 horas. Qualquer redução da função glomerular resulta em diminuição da excreção e aumento dos níveis séricos e tecidulares.
A semivida sérica efetiva é de ~5–6 horas (o pico de 25–50 mcg/mL diminui para cerca de metade ao fim de 5–6 horas); a eliminação prolonga-se na insuficiência renal.
Medicamentos do mesmo grupo terapêutico (classificação ATC) ou da mesma classe farmacológica.