A digoxina é um medicamento para o coração usado na insuficiência cardíaca e para controlar o ritmo cardíaco irregular (fibrilhação auricular). Fortalece o batimento do coração e abranda a condução elétrica. Tem uma margem estreita entre a dose eficaz e a tóxica, pelo que exige análises regulares.
A hipocaliemia induzida pela Furosemida aumenta a toxicidade da Digoxina.
A furosemida é um diurético de ansa que causa depleção de potássio e magnésio, os eletrólitos que mais condicionam a toxicidade digitálica. A hipocaliemia aumenta a ligação da digoxina à Na+/K+-ATPase e potencia as arritmias, mesmo com níveis terapêuticos. Esta é uma associação clássica em doentes com insuficiência cardíaca, que usam os dois fármacos em conjunto. Recomenda-se monitorizar o potássio sérico (manter ≥ 4,0 mEq/L) e o magnésio, corrigir défices, vigiar o ECG e considerar a monitorização da digoxinemia em doentes instáveis.
Diurético de ansa + digoxina: a hipocaliemia e hipomagnesiemia induzidas aumentam a toxicidade digitálica. Monitorizar eletrólitos e ECG.
A perda renal de potássio sensibiliza o miocárdio ao efeito da Digoxina.
Eletrólitos e digoxinemia; ECG se houver sintomas.
Náuseas, anorexia, bradicardia, arritmias, confusão.
Monitorizar K+ e repor precocemente; ajustar a dose de Digoxina se houver alteração da função renal.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Digoxina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=5886e233-b2da-4acb-be05-9bf40fb8e7f4 ; rótulo aprovado Furosemida: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=7cdcd001-ab4b-4210-a455-2e17a7bc4972
A Amiodarona aumenta os níveis plasmáticos de Digoxina, com risco de toxicidade digitálica.
A amiodarona é um inibidor potente da glicoproteína-P (P-gp), o transportador que elimina a digoxina a nível intestinal, renal e biliar. A inibição reduz a clearance da digoxina e pode aumentar as suas concentrações em 50–100%, com risco de toxicidade digitálica (náuseas, arritmias, alterações visuais). O efeito desenvolve-se nos primeiros dias e persiste durante semanas após suspender a amiodarona (semivida longa). O rótulo da digoxina recomenda reduzir a dose em cerca de 30–50% quando se inicia amiodarona e monitorizar a digoxinemia e o ECG. Esta associação é comum na fibrilhação auricular, exigindo controlo apertado.
A amiodarona inibe a glicoproteína-P e pode DUPLICAR os níveis de digoxina. Reduzir a dose de digoxina em 30–50% ao iniciar e monitorizar a digoxinemia.
A Amiodarona inibe a P-glicoproteína e o metabolismo hepático da Digoxina, podendo duplicar as suas concentrações.
Digoxinemia a partir da 1.ª semana e vigilância de sintomas.
Náuseas, visão amarela ou esborratada, bradicardia, arritmias.
Reduzir a dose de Digoxina (habitualmente para metade) e monitorizar os níveis séricos.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Amiodarona: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=51a88e8e-da02-4b97-9e7e-442fbffd908d ; rótulo aprovado Digoxina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=5886e233-b2da-4acb-be05-9bf40fb8e7f4
O Cetoconazol aumenta as concentrações de Digoxina, com risco de toxicidade digitálica.
O cetoconazol é um inibidor potente da glicoproteína-P e do CYP3A4, os dois sistemas que eliminam a digoxina. A inibição aumenta a biodisponibilidade oral e reduz a clearance da digoxina, elevando as suas concentrações e o risco de toxicidade digitálica. Recomenda-se monitorizar a digoxinemia quando se inicia ou ajusta o cetoconazol, reduzir a dose de digoxina se necessário e vigiar sintomas de toxicidade (náuseas, bradicardia, arritmias, alterações visuais), sobretudo em tratamentos prolongados.
O cetoconazol inibe a glicoproteína-P e pode aumentar os níveis de digoxina. Monitorizar a digoxinemia e sinais de toxicidade.
Inibição da glicoproteína-P pelo cetoconazol, reduzindo a eliminação da digoxina e aumentando a sua biodisponibilidade.
Digoxinemia, ECG (bradicardia, arritmias), sintomas gastrointestinais e visuais.
Náuseas, vómitos, arritmias, visão amarela/verde (xantopsia).
Monitorizar digoxinemia e sinais clínicos; reduzir a dose de digoxina se necessário. Vigiar sobretudo nos idosos e na insuficiência renal.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Cetoconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=f162e616-21b4-49b1-b437-15e21001a6f0 ; rótulo aprovado Digoxina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=5886e233-b2da-4acb-be05-9bf40fb8e7f4 — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A Azitromicina pode aumentar os níveis plasmáticos de Digoxina por inibição da glicoproteína-P, com risco de toxicidade digitálica.
A azitromicina, como os restantes macrólidos, pode aumentar as concentrações de digoxina por dois mecanismos: inibição da glicoproteína-P (que elimina a digoxina) e redução da flora bacteriana intestinal que inativa a digoxina (cerca de 10% dos doentes têm flora que metaboliza o fármaco). O efeito é variável, mas existem relatos de toxicidade digitálica após ciclos de macrólidos. Recomenda-se vigiar sintomas de toxicidade (náuseas, vómitos, bradicardia, arritmias, confusão, alterações visuais) e considerar monitorizar a digoxinemia, sobretudo em idosos e doentes com função renal diminuída.
Macrólidos podem aumentar os níveis de digoxina (inibição da P-gp e da flora intestinal que metaboliza a digoxina). Monitorizar sinais de toxicidade digitálica.
A Azitromicina inibe a glicoproteína-P, transportador de efluxo que elimina a Digoxina; a inibição eleva a concentração sérica da digoxina e pode desencadear toxicidade digitálica.
Monitorizar náuseas, anorexia, perturbações visuais, bradicardia/arritmias e níveis de digoxina e potássio.
Bradiarritmias, náuseas persistentes, confusão ou alterações visuais requerem avaliação imediata.
Vigiar sinais de toxicidade digitálica e, se possível, doseamentos séricos de digoxina durante a associação.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Azitromicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=db52b91e-79f7-4cc1-9564-f2eee8e31c45 ; rótulo aprovado Digoxina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=5886e233-b2da-4acb-be05-9bf40fb8e7f4
A hipocalemia da bumetanida aumenta a toxicidade da digoxina.
A bumetanida é um diurético de ansa que depleta potássio e magnésio. Estes eletrólitos são críticos na toxicidade digitálica: a hipocaliemia e a hipomagnesiemia potenciam os efeitos arritmogénicos da digoxina (bloqueio da Na+/K+-ATPase é agravado), mesmo com níveis de digoxina terapêuticos. O risco é maior em doentes idosos, com função renal diminuída ou com doses altas de diurético. Recomenda-se monitorizar o potássio e o magnésio séricos (mantendo K+ ≥ 4,0 mEq/L), corrigir défices, vigiar o ECG e considerar a monitorização da digoxinemia.
Diurético de ansa + digoxina: a hipocaliemia e a hipomagnesiemia induzidas aumentam a toxicidade digitálica. Monitorizar eletrólitos e digoxinemia.
A depleção de potássio pelo diurético de ansa sensibiliza o miocárdio para a digoxina.
Potássio, níveis de digoxina, ECG.
Arritmias ou bradicardia com náuseas.
Monitorizar potássio e sinais de toxicidade digitálica.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Bumetanida: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=4a9229c8-89ba-423e-8e36-f56bc329ed38 ; rótulo aprovado Digoxina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=e61d2108-d871-44c0-b12a-2e61fbb56967 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Calcitriol + digoxina: a hipercalcémia potenciada pelo calcitriol aumenta o risco de toxicidade digitálica.
O calcitriol (vitamina D ativa) aumenta a absorção intestinal de cálcio e pode elevar a calcemia. A hipercalcemia potenciada pela digoxina aumenta o risco de arritmias, sobretudo em doentes com insuficiência renal ou em tratamento com suplementos de cálcio. A toxicidade digitálica pode surgir com níveis de digoxina que seriam seguros com calcemia normal. Recomenda-se monitorizar a calcemia durante o tratamento com calcitriol (sobretudo se houver suplementação de cálcio ou doença renal), vigiar sinais de toxicidade digitálica e ajustar conforme necessário.
O calcitriol eleva a calcemia e a hipercalcemia aumenta a toxicidade digitálica (arritmias). Monitorizar calcemia e sinais de toxicidade.
O calcitriol aumenta a absorção de cálcio; a hipercalcémia sensibiliza o miocárdio à digoxina.
Calcemia, função renal, eletrocardiograma.
Náuseas, arritmias, visão a cores alterada, confusão.
Monitorizar calcemia e sinais de toxicidade digitálica; ajustar dose de digoxina se necessário.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Calcitriol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=8465337c-86ca-ea9d-e053-2991aa0ab167 ; rótulo aprovado Digoxina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=e61d2108-d871-44c0-b12a-2e61fbb56967 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Digoxina + vitamina D3: a hipercalcémia induzida pela vitamina D pode aumentar a toxicidade digitálica.
A toxicidade digitálica é potenciada por distúrbios eletrolíticos, incluindo a hipercalcemia (e a hipocaliemia e a hipomagnesemia). A vitamina D3, sobretudo em doses elevadas ou com suplementação simultânea de cálcio, pode elevar a calcemia e aumentar a sensibilidade do miocárdio à digoxina, com risco de arritmias. Em doentes digitalizados a iniciar vitamina D (ou a aumentar a dose), monitorizar a calcemia e os sinais de toxicidade digitálica (náuseas, bradicardia, arritmias, alterações visuais) e considerar a medição da digoxinemia; corrigir prontamente qualquer hipercalcemia.
Digoxina + vitamina D3: a hipercalcemia induzida pela vitamina D pode aumentar a toxicidade digitálica.
A vitamina D aumenta a absorção de cálcio; em doentes digitálicos a hipercalcémia sensibiliza o miocárdio.
Cálcio sérico e eletrocardiograma.
Náuseas, arritmias, confusão.
Monitorizar cálcio sérico e sinais de toxicidade digitálica, sobretudo com tiazidas em associação.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Digoxina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=e61d2108-d871-44c0-b12a-2e61fbb56967 ; rótulo aprovado Colecalciferol (vitamina D3): https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=3822c324-e22a-4ac4-ac1c-9b63983b516a — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Digoxina + cálcio: a hipercalcémia potencia a toxicidade digitálica.
O cálcio aumenta a contratilidade miocárdica e, em concentrações elevadas, sensibiliza o coração à digoxina, aumentando o risco de arritmias (incluindo extra-sístoles e taquicardias ventriculares). A administração intravenosa rápida de cálcio em doentes digitalizados é particularmente perigosa. Em doentes com digoxina a fazer suplementos orais de cálcio, monitorizar a calcemia e o ECG, usar a menor dose eficaz de cálcio e corrigir qualquer hipercalcemia; vigiar também os sinais de toxicidade digitálica. A associação é segura com calcemia normal, mas o limiar de toxicidade baixa com a hipercalcemia.
Digoxina + cálcio: a hipercalcemia potencia a toxicidade digitálica. Monitorizar o ECG.
O cálcio aumenta a contractilidade miocárdica e sensibiliza o coração à digoxina; a administração intravenosa de cálcio pode precipitar arritmias.
Cálcio sérico, eletrocardiograma, sintomas de toxicidade digitálica.
Náuseas, arritmias, confusão, visão a cores alterada.
Monitorizar o cálcio sérico e os sinais de toxicidade digitálica.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Digoxina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=e61d2108-d871-44c0-b12a-2e61fbb56967 ; rótulo aprovado Carbonato de cálcio: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=348d3dfa-6a52-4583-96e3-83c4bf2df45b — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Digoxina + magnésio: desequilíbrio eletrolítico com risco de arritmias.
A toxicidade digitálica é potenciada pela hipomagnesemia (e hipocaliemia); inversamente, a hipermagnesemia — que pode ocorrer com perfusão rápida ou insuficiência renal — deprime a condução cardíaca e pode agravar o bloqueio atrioventricular em doentes com digoxina. Em doentes digitalizados, manter a magnesemia e a potassemia em valores normais, corrigir défices (o magnésio é mesmo usado no tratamento da toxicidade digitálica com hipomagnesemia) e, se for administrado magnésio IV, infundir lentamente com monitorização do ECG e da função renal.
Digoxina + magnésio: desequilíbrio eletrolítico (hipomagnesemia/hipermagnesemia) com risco de arritmias.
A hipomagnesiemia aumenta a toxicidade digitálica; o sulfato de magnésio intravenoso é usado na toxicidade, mas exige monitorização cardíaca.
Magnésio sérico e eletrocardiograma.
Arritmias, fraqueza, tetania.
Monitorizar magnésio, potássio e ritmo cardíaco.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Digoxina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=e61d2108-d871-44c0-b12a-2e61fbb56967 ; rótulo aprovado Sulfato de magnésio: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=a5a9f565-639c-4b22-b9e5-718bac7cfcf3 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Ao controlar o hipertiroidismo, o tiamazol pode aumentar os níveis de digoxina no sangue. O médico pode precisar de reduzir a dose de digoxina.
O rótulo aprovado do tiamazol (DailyMed) documenta que os níveis séricos de digoxina podem aumentar quando o doente hipertiroideu em regime estável de digoxinase torna eutiroideu, recomendando redução da dose de digoxina. O hipertiroidismo aumenta a clearance renal e a distribuição da digoxina; com o controlo da tiróide, a clearance normaliza e os níveis sobem.
Os níveis séricos de digoxina podem aumentar quando o doente hipertiroideu estabilizado se torna eutiroideu; pode ser necessária redução da dose de digoxina.
Normalização da clearance da digoxina com o estado eutiroide, elevando os níveis séricos.
Digoxinemia, ECG e sintomas digestivos/visuais.
Náuseas persistentes, visão amarela/verde, palpitações, bradicardia — avaliar toxicidade digitálica.
Vigiar níveis de digoxina e sinais de toxicidade (náuseas, visão a cores, arritmias) quando o doente atinge o estado eutiroide.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Tiamazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=b53f84ac-4263-478c-883d-aca7ab44fef5 ; rótulo aprovado Digoxina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=5886e233-b2da-4acb-be05-9bf40fb8e7f4 ; Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
Adrenalina + digoxina: risco de arritmias (sensibilização miocárdica).
A digoxina sensibiliza o miocárdio à estimulação simpática: a adrenalina, ao estimular os recetores beta e alfa, aumenta a automaticidade e pode precipitar arritmias ventriculares, incluindo taquicardia ventricular, em doentes digitálicos. O risco é maior com hipocaliemia (que a própria digoxina favorece) e com doses elevadas de adrenalina. Esta associação surge sobretudo em contexto de emergência (paragem cardiorrespiratória, anafilaxia) ou em doentes com insuficiência cardíaca avançada. Recomenda-se monitorizar o ECG durante a administração, corrigir eletrólitos (sobretudo potássio e magnésio) e usar as menores doses eficazes de adrenalina.
Adrenalina + digoxina: risco aumentado de arritmias ventriculares (a digoxina sensibiliza o miocárdio à estimulação beta-adrenérgica). Usar com precaução e vigiar ECG.
Ambos aumentam a automaticidade miocárdica; a hipocaliemia potenciada aumenta o risco de arritmias.
Eletrocardiograma e potássio sérico.
Arritmias, palpitações, hipocaliemia.
Monitorizar ritmo cardíaco e potássio em doentes com doença cardíaca.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Adrenalina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=5726eeca-db88-ba8e-e063-6294a90a927d ; rótulo aprovado Digoxina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=e61d2108-d871-44c0-b12a-2e61fbb56967 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A Cloroquina pode aumentar os níveis de Digoxina, com risco de toxicidade digitálica.
A cloroquina inibe a glicoproteína-P e pode reduzir a eliminação da digoxina, aumentando as suas concentrações plasmáticas e o risco de toxicidade digitálica. Existem relatos de aumento dos níveis de digoxina com a administração concomitante de cloroquina. Recomenda-se monitorizar a digoxinemia e o ECG quando se inicia a cloroquina (sobretudo em tratamentos prolongados, como no lúpus ou na artrite reumatoide) e vigiar sinais de toxicidade digitálica, ajustando a dose de digoxina se necessário.
A cloroquina pode inibir a glicoproteína-P e aumentar os níveis de digoxina. Monitorizar a digoxinemia durante o tratamento antimalárico.
Inibição da glicoproteína-P renal, reduzindo a excreção da Digoxina.
Digoxinemia, ECG e função renal.
Náuseas, vómitos, perturbações visuais, bradicardia, arritmias.
Monitorizar a digoxinemia e sinais de toxicidade; reduzir a dose se necessário.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Cloroquina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=06c69e2b-211b-4746-9f3a-f86d36520570 ; rótulo aprovado Digoxina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=5886e233-b2da-4acb-be05-9bf40fb8e7f4
Corticosteroide + digoxina: a hipocaliemia induzida aumenta a toxicidade digitálica.
A dexametasona tem atividade mineralocorticoide ligeira que, em doses altas ou uso prolongado, pode causar hipocaliemia e retenção de sódio e água. A hipocaliemia potencia a toxicidade digitálica (arritmias ventriculares, mesmo com digoxinemia terapêutica), e a retenção de fluidos pode descompensar a insuficiência cardíaca que motivou a digoxina. Recomenda-se monitorizar o potássio sérico (manter ≥ 4,0 mEq/L) e o peso, vigiar sinais de descompensação e de toxicidade digitálica, e ajustar conforme necessário.
Corticosteroides + digoxina: a hipocaliemia induzida aumenta a toxicidade digitálica; a retenção de sódio/água pode agravar a insuficiência cardíaca. Monitorizar eletrólitos.
A perda de potássio associada ao corticosteroide sensibiliza o miocárdio à digoxina.
Potássio sérico e eletrocardiograma.
Náuseas, arritmias, confusão, visão a cores alterada.
Monitorizar potássio e sinais de toxicidade digitálica.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Dexametasona: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=7cbd9005-7df2-47ee-adb3-7244c1c69bc3 ; rótulo aprovado Digoxina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=e61d2108-d871-44c0-b12a-2e61fbb56967 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A Eritromicina pode aumentar os níveis plasmáticos de Digoxina, com risco de toxicidade digitálica (arritmias, náuseas, perturbações visuais).
A eritromicina aumenta as concentrações de digoxina por dois mecanismos: inibição da glicoproteína-P (reduz a excreção intestinal e renal da digoxina) e eliminação da flora bacteriana intestinal que metaboliza a digoxina em metabolitos inativos. Estudos mostram aumentos de 40–100% na digoxinemia em doentes tratados com eritromicina, com risco de toxicidade digitálica. Recomenda-se monitorizar a digoxinemia e o ECG durante e após o ciclo antibiótico, vigiar sintomas de toxicidade e reduzir a dose de digoxina se necessário.
A eritromicina inibe a P-gp e reduz a flora que inativa a digoxina, podendo aumentar os seus níveis. Monitorizar sinais de toxicidade digitálica.
A Eritromicina inibe a glicoproteína-P e o CYP3A4, reduzindo a eliminação da Digoxina e aumentando o seu efeito; distúrbios eletrolíticos (hipocaliemia) podem potenciar a toxicidade digitálica.
Vigiar bradicardia, arritmias, náuseas, anorexia, perturbações visuais e níveis de potássio.
Arritmias, bradicardia marcada, náuseas persistentes ou turvação visual impõem avaliação urgente e doseamento de digoxina.
Monitorizar os níveis séricos de digoxina e os sinais de toxicidade; pode ser necessário reduzir a dose de digoxina ou usar um macrólido alternativo.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Eritromicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=49b3ca93-43cc-439c-8f5d-e3ea2e87ad2f ; rótulo aprovado Digoxina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=5886e233-b2da-4acb-be05-9bf40fb8e7f4 — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A flecainida pode aumentar até cerca de 20% as concentrações de digoxina.
A flecainida e a digoxina têm efeitos aditivos na condução auriculoventricular, com risco de bloqueio AV, e a flecainida pode aumentar ligeiramente as concentrações de digoxina (possível inibição do transporte de efluxo). A associação é usada em cardiologia (ex.: controlo de arritmias auriculares), mas exige vigilância: monitorizar o ECG (intervalo PR, duração QRS), a digoxinemia e sinais de toxicidade de ambos (a flecainida pode causar proarritmia e a digoxina arritmias com níveis elevados).
Flecainida + digoxina: a flecainida pode aumentar ligeiramente os níveis de digoxina e ambos deprimem a condução AV. Monitorizar ECG e digoxinemia.
A flecainida reduz discretamente o clearance renal da digoxina, relevante em idosos e insuficiência renal.
Níveis de digoxina, frequência cardíaca, sintomas gastrointestinais.
Náuseas, bradicardia ou arritmias.
Vigiar níveis de digoxina e sinais de toxicidade digitálica.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Flecainida: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=74c1eb2a-a37f-4f33-86bf-51e0d1d0c2bc ; rótulo aprovado Digoxina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=e61d2108-d871-44c0-b12a-2e61fbb56967 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A Hidroxicloroquina aumenta os níveis de Digoxina — risco de toxicidade digitálica.
A hidroxicloroquina, como a cloroquina, pode inibir a glicoproteína-P e reduzir a eliminação da digoxina, aumentando as suas concentrações e o risco de toxicidade digitálica. A interação é mais relevante em doentes com lúpus ou artrite reumatoide em tratamento prolongado, nos quais o efeito se pode manifestar ao longo de semanas. Recomenda-se monitorizar a digoxinemia e o ECG quando se inicia ou ajusta a hidroxicloroquina e vigiar sinais de toxicidade digitálica (náuseas, bradicardia, arritmias, alterações visuais).
A hidroxicloroquina pode inibir a P-gp e aumentar os níveis de digoxina. Monitorizar a digoxinemia em tratamentos prolongados.
Inibição da glicoproteína-P, reduzindo a excreção renal da Digoxina.
Digoxinemia, ECG e função renal.
Náuseas, alterações visuais, bradicardia.
Monitorizar a digoxinemia; ajustar a dose se necessário.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Hidroxicloroquina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=34496b43-05a2-45fb-a769-52b12e099341 ; rótulo aprovado Digoxina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=5886e233-b2da-4acb-be05-9bf40fb8e7f4
A hipocalemia da indapamida aumenta a toxicidade da digoxina.
A indapamida é um diurético de tipo tiazídico que causa depleção de potássio e magnésio. A hipocaliemia potencia a toxicidade da digoxina (arritmias ventriculares, mesmo com níveis terapêuticos), sobretudo em doentes idosos hipertensos que usam a associação com frequência. Recomenda-se monitorizar o potássio sérico durante o tratamento (manter ≥ 4,0 mEq/L), corrigir défices, vigiar o ECG e considerar a monitorização da digoxinemia se houver sintomas sugestivos de toxicidade.
Diurético tiazídico-like + digoxina: a hipocaliemia induzida aumenta a toxicidade digitálica. Monitorizar eletrólitos.
O efeito tiazídico depleta potássio, sensibilizando o miocárdio para a digoxina.
Potássio, ECG, sintomas gastrointestinais.
Arritmias ou bradicardia com náuseas.
Monitorizar potássio e sinais de toxicidade digitálica.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Indapamida: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=59cd3331-7afe-432a-8b50-39533fd5f392 ; rótulo aprovado Digoxina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=e61d2108-d871-44c0-b12a-2e61fbb56967 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
O Itraconazol aumenta as concentrações de Digoxina, com risco de toxicidade digitálica.
O itraconazol é um inibidor potente da glicoproteína-P, reduzindo a excreção intestinal e renal da digoxina e aumentando as suas concentrações plasmáticas — estudos mostram aumentos de 50–100%. O risco de toxicidade digitálica (náuseas, arritmias, alterações visuais) é significativo. Recomenda-se monitorizar a digoxinemia quando se inicia o itraconazol, reduzir a dose de digoxina se necessário e vigiar o ECG e os sintomas de toxicidade durante e após o tratamento antifúngico.
O itraconazol inibe a P-gp e pode aumentar os níveis de digoxina. Monitorizar a digoxinemia e reduzir a dose se necessário.
Inibição da glicoproteína-P pelo itraconazol, reduzindo a eliminação da digoxina.
Digoxinemia, ECG, sintomas gastrointestinais e visuais.
Náuseas, vómitos, arritmias, visão amarela/verde.
Monitorizar digoxinemia e sinais clínicos; reduzir a dose de digoxina se necessário (sobretudo idosos e IR).
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Itraconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=a4d555fa-787c-40fb-bb7d-b0d4f7318fd0 ; rótulo aprovado Digoxina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=5886e233-b2da-4acb-be05-9bf40fb8e7f4 — com referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A metoclopramida pode reduzir a absorção da digoxina e, em alguns doentes, atrasar o seu efeito terapêutico.
A metoclopramida acelera o esvaziamento gástrico e o trânsito intestinal, o que pode aumentar a velocidade e a extensão da absorção da digoxina (sobretudo nas formulações de libertação lenta) e elevar transitoriamente os níveis plasmáticos. O efeito é geralmente modesto, mas relevante em doentes com níveis limítrofes ou função renal diminuída. Recomenda-se monitorizar a digoxinemia quando se inicia ou suspende a metoclopramida e vigiar sinais de toxicidade digitálica; separar as tomas quando possível.
A metoclopramida acelera o esvaziamento gástrico e pode aumentar a absorção e os níveis de digoxina. Monitorizar a digoxinemia em doentes estáveis.
O aumento do trânsito intestinal pela metoclopramida reduz o tempo de absorção da digoxina.
Vigiar a resposta antiarrítmica/antifibrilatória e sintomas de insuficiência cardíaca.
Perda de controlo do ritmo/da insuficiência cardíaca.
Monitorizar a resposta clínica e considerar dose ajustada ou esquema alternativo.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Metoclopramida: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=5d31d815-50fa-4e78-8ebd-affc2514ce78 ; rótulo aprovado Digoxina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=e61d2108-d871-44c0-b12a-2e61fbb56967 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A midodrina pode potenciar a bradicardia da digoxina.
A midodrina (agonista alfa-1) aumenta o tónus vagal reflexo e a digoxina tem efeito cronotrópico e dromotrópico negativo: a associação pode causar bradicardia acentuada e bloqueios de condução, sobretudo em doentes idosos com disfunção do nó sinusal. A digoxina, por si, também aumenta a automaticidade em níveis tóxicos, pelo que o ECG deve ser vigiado. Recomenda-se monitorizar a frequência cardíaca e o ECG, usar as menores doses eficazes de midodrina e vigiar sintomas de hipoperfusão (tonturas, síncope) e de toxicidade digitálica.
Midodrina + digoxina: efeito cronotrópico negativo aditivo (bradicardia) e risco de arritmias. Monitorizar frequência cardíaca e ECG.
A midodrina (agonista alfa-1) reduz reflexamente a frequência; a digoxina também deprime o nó AV.
Frequência cardíaca, TA, sintoma de bradicardia.
Bradicardia sintomática ou hipotensão supina.
Vigiar frequência cardíaca e tensão arterial.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Midodrina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=79b712a3-be12-4ea6-ac42-742826685ae5 ; rótulo aprovado Digoxina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=e61d2108-d871-44c0-b12a-2e61fbb56967 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A propafenona aumenta as concentrações de digoxina, potenciando a toxicidade digitálica.
A propafenona aumenta as concentrações de digoxina (inibição do transporte de efluxo, com aumentos de 30–80% documentados) e, como antiarrítmico de classe IC, tem efeitos depressores da condução que se somam aos da digoxina (risco de bloqueio AV). A associação é frequente na fibrilhação auricular. Recomenda-se monitorizar a digoxinemia quando se inicia a propafenona (reduzindo a dose de digoxina se necessário), vigiar o ECG (PR, QRS, frequência) e os sintomas de toxicidade de ambos os fármacos.
A propafenona pode aumentar os níveis de digoxina e ambos deprimem a condução AV. Monitorizar digoxinemia, ECG e sinais de toxicidade.
A propafenona reduz o clearance renal da digoxina; efeito maior em doses elevadas.
Níveis de digoxina, bradicardia, sintomas gastrointestinais.
Arritmias, náuseas, confusão ou letargia.
Considerar redução de digoxina e monitorizar níveis/ECG.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Propafenona: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=2ecd6452-ccc3-493f-9a4a-69f0fbf67a42 ; rótulo aprovado Digoxina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=e61d2108-d871-44c0-b12a-2e61fbb56967 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
A Quinina aumenta marcadamente os níveis de Digoxina — risco elevado de toxicidade digitálica.
A quinina é um inibidor potente da glicoproteína-P: reduz a excreção renal e intestinal da digoxina e pode aumentar as suas concentrações em 50–100%, com risco significativo de toxicidade digitálica. Estudos com doses terapêuticas de quinina mostram aumentos substanciais da digoxinemia. Recomenda-se monitorizar a digoxinemia quando se inicia a quinina (reduzindo a dose de digoxina em cerca de 30–50%), vigiar o ECG e os sintomas de toxicidade (náuseas, arritmias, alterações visuais) durante e após o tratamento antimalárico.
A quinina inibe a P-gp e pode aumentar muito os níveis de digoxina. Monitorizar a digoxinemia e reduzir a dose de digoxina.
Inibição da glicoproteína-P e redução do volume de distribuição da Digoxina.
Digoxinemia, ECG e função renal.
Náuseas, vómitos, alterações visuais, bradicardia, arritmias.
Monitorizar a digoxinemia e o ECG; reduzir a dose de Digoxina se necessário.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Quinina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=1f32f05c-a215-40be-b951-e41a7b54a8a0 ; rótulo aprovado Digoxina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=5886e233-b2da-4acb-be05-9bf40fb8e7f4
A Rifampicina reduz os níveis de Digoxina (indução da glicoproteína-P) — risco de perda de controlo da insuficiência cardíaca ou da fibrilhação auricular.
A rifampicina é um indutor potente da glicoproteína-P: aumenta a expressão do transportador e acelera a eliminação da digoxina, reduzindo as suas concentrações plasmáticas. O efeito pode diminuir a eficácia da digoxina (perda de controlo da frequência na fibrilhação auricular ou da insuficiência cardíaca), exigindo por vezes aumento da dose. A interação é particularmente relevante no tratamento da tuberculose em doentes cardiopatas. Recomenda-se monitorizar a digoxinemia ao iniciar e suspender a rifampicina, ajustar a dose de digoxina conforme necessário e reavaliar após a suspensão (os níveis podem subir quando o efeito indutor desaparece).
A rifampicina induz a P-gp e pode REDUZIR os níveis de digoxina, com perda de eficácia. Monitorizar a digoxinemia e ajustar a dose.
Indução do transportador glicoproteína-P que elimina a Digoxina.
Digoxinemia, frequência cardíaca, sinais de insuficiência cardíaca.
Agravamento da dispneia, taquiarritmias.
Monitorizar digoxinemia e os sinais clínicos; ajustar a dose.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Rifampicina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=b389b1a3-672f-47e3-916c-4a9c044b211b ; rótulo aprovado Digoxina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=5886e233-b2da-4acb-be05-9bf40fb8e7f4
A associação aumenta o risco de bradicardia e disfunção do nó AV.
O sotalol combina bloqueio beta (cronotrópico e dromotrópico negativo) com atividade de classe III (prolongamento do QT): com a digoxina, os efeitos na frequência cardíaca e na condução AV somam-se, aumentando o risco de bradicardia e bloqueio. A hipocaliemia/hipomagnesiemia (que a digoxina pode favorecer) potencia o risco de torsades de pointes do sotalol. Esta associação surge na fibrilhação auricular, exigindo monitorização do ECG (frequência, PR, QT), eletrólitos e função renal, com ajuste de doses.
Sotalol + digoxina: bradicardia e bloqueio AV aditivos; o sotalol prolonga o QT e a digoxina aumenta o risco de arritmias. Monitorizar ECG e eletrólitos.
O sotalol e a digoxina deprimem a condução AV; o sotalol também prolonga o QT.
Frequência cardíaca, ECG (intervalo PR/QT).
Bloqueio AV avançado, síncope ou bradicardia grave.
Monitorizar frequência cardíaca e ECG; ajustar com precaução.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Sotalol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=9a36d95c-6e93-4e57-befe-b5274f359244 ; rótulo aprovado Digoxina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=e61d2108-d871-44c0-b12a-2e61fbb56967 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
O sucralfato pode reduzir a absorção da digoxina, diminuindo o seu efeito.
O sucralfato forma um gel viscoso que se liga a vários fármacos no trato gastrointestinal, incluindo a digoxina, reduzindo a sua absorção e a sua eficácia. A interação é evitável separando as tomas: administrar a digoxina pelo menos 2 horas antes do sucralfato (algumas fontes recomendam mais). Recomenda-se separar as administrações, monitorizar a resposta clínica (controlo da frequência, sinais de insuficiência cardíaca) e, em doentes estáveis com níveis conhecidos, considerar verificar a digoxinemia após a introdução do sucralfato.
O sucralfato liga-se à digoxina no trato GI e reduz a sua absorção. Separar as tomas por 2 horas e monitorizar a resposta clínica.
A ligação do sucralfato à digoxina no trato gastrointestinal reduz a sua biodisponibilidade.
Vigiar a frequência cardíaca e sintomas de insuficiência cardíaca.
Perda de controlo do ritmo/da insuficiência cardíaca.
Separar as tomas (2 horas) e monitorizar níveis/resposta.
DailyMed (FDA) — rótulo aprovado Sucralfato: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=1e781cc0-24ec-4028-8262-dcef9873ea1f ; rótulo aprovado Digoxina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=e61d2108-d871-44c0-b12a-2e61fbb56967 — referência adicional: Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012)
O Voriconazol pode aumentar as concentrações de Digoxina, com risco de toxicidade digitálica.
O voriconazol inibe a glicoproteína-P e pode reduzir a eliminação da digoxina, aumentando as suas concentrações e o risco de toxicidade digitálica. O rótulo do voriconazol recomenda monitorizar os níveis de digoxina quando são coadministrados. A interação é particularmente relevante em doentes imunodeprimidos com infeções fúngicas invasivas, muitas vezes com múltiplos fármacos. Recomenda-se monitorizar a digoxinemia ao iniciar e suspender o voriconazol, vigiar o ECG e os sintomas de toxicidade digitálica e ajustar a dose de digoxina se necessário.
O voriconazol inibe a P-gp e pode aumentar os níveis de digoxina. Monitorizar a digoxinemia e sinais de toxicidade.
Possível inibição da glicoproteína-P e do metabolismo, reduzindo a eliminação da digoxina.
Digoxinemia, ECG, sintomas gastrointestinais e visuais.
Náuseas, vómitos, arritmias, xantopsia.
Monitorizar digoxinemia e sinais clínicos; reduzir a dose se necessário.
DailyMed/FDA (NIH/NLM) — rótulo aprovado Voriconazol: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=f6a1a792-141b-42e8-8bd1-884e4408eb8a ; rótulo aprovado Digoxina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=5886e233-b2da-4acb-be05-9bf40fb8e7f4
As fibras alimentares, como o farelo de trigo, podem adsorver a digoxina e reduzir a sua absorção oral.
Separar a toma de digoxina pelo menos 2 horas das refeições ricas em fibras.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Digoxina: https://www.medicines.org.uk/emc/product/5463/smpc
A hipocaliemia aumenta a sensibilidade do miocárdio à digoxina e o risco de arritmias, incluindo intoxicação digitálica.
Corrigir o potássio antes e durante o tratamento; monitorizar o ECG e os níveis de digoxina.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Digoxina: https://www.medicines.org.uk/emc/product/5463/smpc
A digoxina atravessa a placenta; os dados em grávidas não indicam teratogenicidade, mas a dose materna pode precisar de ajuste.
Utilizar se clinicamente indicado, com monitorização dos níveis séricos e ajuste posológico.
A digoxina é excretada no leite materno em pequenas quantidades, compatíveis com o aleitamento.
Não é exigida contraceção adicional específica em terapêutica crónica.
EMC-UK (MHRA) — SmPC aprovada Digoxina: https://www.medicines.org.uk/emc/product/5463/smpc
Ferramenta de apoio clínico e educativo. A informação não substitui a prescrição médica nem o parecer de um profissional de saúde qualificado.
Glicosídeo cardíaco: aumenta a força e a velocidade da contração sistólica do miocárdio (inotropismo positivo), reduz a frequência cardíaca (cronotropismo negativo) e diminui a velocidade de condução no nó auriculoventricular. O efeito máximo dos comprimidos ocorre 2 a 6 horas após a toma.
Todas as ações da digoxina são mediadas pela inibição da Na-K-ATPase: aumenta a disponibilidade intracelular de cálcio no miocárdio e no sistema de condução, estimula o parassimpático (efeitos no nó sinusal e auriculoventricular) e reduz a recaptação das catecolaminas.
Após administração oral, o pico sérico ocorre em 1 a 3 horas; a absorção dos comprimidos é de 60 a 80% (biodisponibilidade absoluta). As refeições abrandam a absorção sem alterar a quantidade total absorvida; a fibra de farelo pode reduzi-la. A ligação às proteínas plasmáticas é de cerca de 25% e o volume de distribuição é grande (475 a 500 L).
Apenas uma pequena percentagem (cerca de 13%) da dose é metabolizada; o metabolismo não depende do citocromo P450. A digoxina é substrato da glicoproteína P. Cerca de 50 a 70% da dose é excretada inalterada na urina, proporcionalmente à depuração da creatinina.
A semivida de eliminação é de 1,5 a 2 dias em voluntários com função renal normal, prolongando-se para 3,5 a 5 dias em doentes anúricos. A dialise remove a digoxina de forma ineficaz.
Medicamentos do mesmo grupo terapêutico (classificação ATC) ou da mesma classe farmacológica.