Hipotensão ortostática e estados hipotensivos, incluindo hipotensão associada a anestesia, choque hipovolémico (em associação com expansores de volume) e síncope vasovagal, conforme indicações aprovadas localmente.
Também conhecido como: Effortil
Hengstmann JH 1975 (PMID 9300) — disposition fisiológica da etilefrina no homem.
Hengstmann JH 1975 (PMID 9300) — disposition fisiológica da etilefrina no homem.
Etilefrina + adrenalina: potenciação do efeito simpaticomimético — risco de arritmias e hipertensão.
O Prontuário Terapêutico documenta na monografia da etilefrina que a administração simultânea com outras substâncias simpaticomiméticas pode potenciar o efeito (secção 3.2.4). A etilefrina é um simpaticomimético de ação direta e indireta (agonista beta-1 com componente alfa) e a adrenalina estimula recetores alfa e beta: a associação aditiva aumenta o risco de taquicardia, arritmias, hipertensão e isquemia miocárdica. O cenário de risco é sobretudo a administração de adrenalina durante anestesia ou ressuscitação em doentes que tomaram etilefrina (frequentemente usada como descongestionante ou no choque). A orientação prática é evitar a associação de simpaticomiméticos; se inevitável, monitorizar tensão arterial, frequência cardíaca e ritmo, e usar a menor dose eficaz de adrenalina.
Etilefrina + adrenalina: potenciação simpaticomimética — risco de taquiarritmias e hipertensão.
O Prontuário Terapêutico documenta na monografia da etilefrina (3.2.4): "Pode haver potenciação de efeito se a etilefrina for ministrada simultaneamente com outras substâncias simpaticomiméticas". A adrenalina e a etilefrina são ambas simpaticomiméticas — a associação aditiva aumenta o risco de taquicardia, arritmias e hipertensão.
Vigiar sinais de excesso adrenérgico (palpitações, tremor, dor torácica, arritmias).
Taquiarritmia, crise hipertensiva ou dor torácica com a associação.
Evitar a associação de simpaticomiméticos; se inevitável, monitorizar tensão arterial, frequência cardíaca e ritmo.
Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012) — Etilefrina, 3.2.4 ; rótulo aprovado Adrenalina: https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=73d75fc4-c386-4c26-8c35-339e5fa2a1e3
Etilefrina + salbutamol: potenciação do efeito simpaticomimético — risco de taquicardia e tremor.
O Prontuário Terapêutico documenta na monografia da etilefrina (3.2.4) a potenciação de efeito quando administrada simultaneamente com outras substâncias simpaticomiméticas. O salbutamol é um agonista beta-2 usado na asma e na DPOC; a associação com a etilefrina (simpaticomimético beta-1 com componente alfa) tem efeitos aditivos — taquicardia, tremor e possível hipocaliemia, sobretudo em doses elevadas ou com inalações frequentes. O risco é maior no doente cardíaco e no asmático com broncodilatadores em uso crónico. A orientação prática é monitorizar a frequência cardíaca e os sintomas adrenérgicos, considerar o ajuste de dose e vigiar o potássio sérico em terapêuticas prolongadas.
Etilefrina + salbutamol: potenciação simpaticomimética — risco de taquicardia e tremor.
O Prontuário Terapêutico documenta a potenciação entre a etilefrina e outras substâncias simpaticomiméticas (3.2.4). O salbutamol (beta-2 agonista) e a etilefrina têm efeitos simpaticomiméticos aditivos — taquicardia, tremor e possível hipocaliemia.
Vigiar taquicardia, tremor e potássio sérico.
Taquicardia sintomática ou tremor incapacitante com a associação.
Monitorizar frequência cardíaca e sintomas adrenérgicos na associação; considerar ajuste de dose.
Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012) — Etilefrina, 3.2.4
A etilefrina tem biodisponibilidade oral baixa (efeito de primeira passagem); os alimentos não alteram clinicamente a sua farmacocinética.
Pode tomar com ou sem alimentos.
Hengstmann JH, Weyand U, Dengler HJ. The pharmacokinetics of etilefrine in man. Eur J Clin Pharmacol 1975 (PMID 9300): https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/9300/
As bebidas com cafeína podem potenciar os efeitos estimulantes (taquicardia, tremor) da etilefrina.
Moderar o consumo de cafeína durante o tratamento.
Hengstmann JH, Weyand U, Dengler HJ. The pharmacokinetics of etilefrine in man. Eur J Clin Pharmacol 1975 (PMID 9300): https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/9300/
A etilefrina, como simpatomimético, está contraindicada em doentes com hipertensão grave, pelo risco de crise hipertensiva.
Não usar em doentes com hipertensão grave ou não controlada.
Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012) — Etilefrina
Os dados sobre o uso de etilefrina na gravidez são limitados; a utilização apenas se o benefício superar o risco.
Evitar no 1.º trimestre; a utilização no parto deve ser ponderada pelo efeito pressor.
Não há dados suficientes sobre a excreção no leite materno; ponderar alternativa.
Em idade fértil, confirmar a ausência de gravidez antes de iniciar tratamento prolongado.
Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012) — Etilefrina ; Prontuário Terapêutico do INFARMED (11.ª ed., 2012) — Anexo 1, Fármacos e Gravidez: Contra-indicada.
Ferramenta de apoio clínico e educativo. A informação não substitui a prescrição médica nem o parecer de um profissional de saúde qualificado.
Simpaticomimético com ação direta sobre recetores alfa e beta-adrenérgicos: aumenta a resistência vascular periférica (efeito alfa) e a contratilidade e frequência cardíacas (efeito beta), elevando a pressão arterial. O efeito pressor é rápido e de curta duração.
Agonismo direto dos recetores adrenérgicos, com predomínio do efeito vasopressor; a resposta farmacodinâmica correlaciona-se com a quantidade de fármaco no compartimento central.
Absorção entérica completa (~80% da dose recuperada na urina); o efeito de primeira passagem é extenso, resultando numa biodisponibilidade do fármaco inalterado de ~55%.
O principal metabolito é o sulfato fenólico (conjugação); uma proporção muito pequena é excretada como ácido hidroximandélico. ~80% da dose é excretada na urina após administração oral ou IV.
Semivida predominante ~2 h, compatível com modelo bicompartimental; volume de distribuição (Vd beta) de ~160 L.
Medicamentos do mesmo grupo terapêutico (classificação ATC) ou da mesma classe farmacológica.